quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A bleeding green heart



Não, nenhum drama. Mas eu achei justo usar o último post do ano, como uma pequena forma de tentar provar que eu me importo com uma coisa que por mais que clichê é importante. Não só pra mim. Pra você. Pra ele. Pro mundo inteiro.
Tá acabando. Morrendo. Sangrando.
Como qualquer coisa viva.
Como qualquer coisa que precisa de atenção.



Aprenda aqui rs

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Então "é" Natal.

"É". Natal é só dia 25. vocês ainda tem mais ou menos duas horas e meia de ansiedade.
O que você tá fazendo no computador, com sua família na sala?
Não, não. Eu e meu pai não temos uma festa de Natal. Sofre aí com teu peru/tender/chester/o que temos para hoje?
O lado bom? Nada de frutas cristalizadas, ou secas. Nada de bolo com cara de bolo ruim. Nada de nada, na verdade.
Mentira. Eu ganhei presentinho. Me inveja.
Dois DVDs, RÁ!
Tem gente que tá tendo festa que ganhou menos coisa que eu... E coisa mais barata também. DVD importado é coisa para poucos! nnn (Tão poucos que eu comprei um importado, e o outro tinha nacional... E eu comprei o nacional heheheheh renda per capita desse humilde lar é baixa. Até porque só um trabalha, risus)
Mas eu não vim aqui pra causar problemas (?), até porque ninguém tá lendo. Posso falar o que eu quiser. SOU LESBO! Mentira. Não sou. Gosto de homem. Juro mesmo.
Mas eu vim aqui pra desejar um Feliz Natal (só se você gostar de Natal, se não... Tô pensando em fazer uma pipoquinha e ver TV... Ou meus DVDs... Tá afim? Fechô balada!), muitas uvas passas, muitas ameixas secas e sem carosso, muito panettone com gosto estranho, muito chocottone que tem um gosto pior, porque aquela massa com chocolate consegue ser uma combinação horrível (um dos poucos casos onde chocolate piora as coisas. É só no chocottone, no filé - JURO QUE JÁ VI - e a dieta. Creio eu!), muito chester/peru/pernil/bacalhau (mas esse não é no Ano Novo?)/tender (molho de laranja? Mas é claro!!!!!1111)/frango/porco/tilápia na brasa/bobó de camarão/sanduíche de presunto/pipoquinha, seja qual for a sua ceia/janta/lanchinho da madrugada, aproveite bem. É a festa do 2010º aniversário de Jesus. FAS UMA FEXTA DI AHOMBA!
Como?
Quando as pessoas já estiverem felizes, bota um CD do BragaBoys, ou aquele clássico do Kaoma que sua mãe sabe que você não sabe que ela tem, e dá uma de professor de axé/lambada.
Faz a vó levantar e dançar com você. Canta no karaokê. Bota Spice Girls, Wham! e Madonna no iPod e assume ser gay dança de pijamas pulando sozinho no quarto.
Seja feliz. Sorria. Seja mais positivo (a) que eu. Veja os fogos pela janela do banheiro. Sei lá. Estoura biribinha no dente. Faz o que você quiser porque... Hoje a festa é sua a festa é nossa é de quem vier/quiser/EU NÃO SEI!11111111
Mas bom. É isso. Feliz Natal. Não tenha um porre na frente da sua avó. Ainda mais se for de Vinho Natal. PELAMOR! Ficar bêbado (a) com isso é mais além do que o "fim do poço". Juro.
Enfim, que [insira o Deus que você acredita, adora, e segue aqui] [insira sua benção e/ou conselho do seu Deus antes inserido aqui].
Isso é uma mensagem extremamente sincera, cheia de fé, e tudo mais. Tá. Nem tanto.
Mas eu realmente espero que você, seja lá quem estiver lendo, tenha um feliz Natal.
O meu Natal vai ser feliz, mesmo que eu passe ele vendo o meu DVD dos Beatles pela 1894732472389ª vez. (não, os DVDs que eu ganhei não foram dos Beatles, se isso lhe importa. Foram o All Excess do A7X, e o live at the 02 do KOL)
Enfim... De qualquer maniera. Feliz Natal. E eu não odeio Natal tanto assim. Eu odeio essa época do ano, por causa de todo o... Exagero de felicidade que as pessoas sentem. Mas Natal é de boa. Eu só não o comemoro. Prefiro, sei lá... Comer nugget de frango assado com ketchup vendo o Natal do Shrek pela 482390ª vez na Globo, do que ter que ir pra uma festa de família, e esperar até meia noite pra comer.
Meu jeito de passar Natal, seu jeito de passar Natal.
só pros queridu que acharam que eu era ateia. A teia. Atia. At... At... QUE EU NUM CREDITAVA IN DELS!111 rs



FELIÇ ANIVERSARIU DI NOVU G-ZUIS ZIKA DAH BALADAH KAKAKAKAKAKAKAKAKAKA

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Do what you want

Cause a pirate is free. And you are a pirate!

Yar har, fiddle di dee,
Being a pirate is alright with me!
Do what you want cause a pirate is free,
You are a pirate!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

OU GÓDI, É NATAU!11111111



Em todos os meus 93842973489 blogs (Just a Secret, Secappf, e tinha um outro, e todos os outros que eu recordo os nomes), eu sempre deixei uma coisa muito clara: eu odeio essa época do ano.
Odeio mesmo. Sabe, toda essa felicidade natalina, toda essa expectativa pelo próximo ano (e eu juro que ainda me pego pensando naquela propaganda do 2000inove quando penso em ano novo, sério), ou talvez só o fato de fazerem festas familiares, eu simplesmente não entendo.
Eu acho falsidade.
Você odeia seus parentes. E a maioria te acha um ser estranho, que não pode/deve ser entendido pela sociedade. PRA QUE COMEMORAR TUDO JUNTO?
Mas ok. Vamos supor que você é de uma família super de boa, que não tem brigar internas (assim como a minha - eu espero que a minha seja assim, na verdade, não vejo a maioria faz muito tempo D:), e nossa, festejar tudo junto é super divertido. Rola risada. Rola foto engraçada. Rola foto do tipo "só os primos!", "agora só os tios!", ou tipo "VEM MULHERAAAADAAA!" e "vai, só o clube do bolinha agora, hein?", e o clássico "TODO MUNDO, OLHA PRO OUTRO LADO!", e bom, é tudo bem feliz, tem comida, tem álcool (não que isso faça diferença pra mim, mas né, tem gente que não é puro tipo eu, e bebe), rola sobremesa, rola mesa das crianças e mesa dos adultos, rola gente comendo no chão porque não cabe mais na mesa, rola copo quebrando, roupa manchando e gente dormindo na sala. É legal.
Mas ainda é falsidade.
Assim, natal é tipo aniversário de Jesus, né? E porque A GENTE ganha presente?
Se é aniversário, porque não tem bolo&brigadeiro&adjacentes?
Se é aniversário, POR QUE UMA ÁRVORE COM PISCA-PISCA&BOLAS ESCROTAS&ADJACENTES DE NOVO???????????/////////////////////////
Se é verão, é calor, é Brasil, é tupiniquim, POR QUE O PAPAI NOEL USA AQUILO TUDO DE ROUPA? BORA DESCOLAR UMA SUNGA DE CROCHÊ PRO VEIO! (ok, pode ignorar essa parte, eu deixo)
Mas o mais importante, e o grande causador da minha revolta: as pessoas perderam o espírito da coisa.
Eu sempre acreditei que o natal fosse pra... Pra... Ah, é o aniversário de Jesus, mano!
E não o dia de ganhar um presente melhor do que do seu amigo.
Não o dia pra ir na praia (uai, mas pular onde é no ano novo, né?) e pegar gatchenhos no escuro.
Não é dia pra pedir um vídeogame super-ultar-mega-blaster-ubaaaaaaa-muderno, que tu viu naquele filme supimpa que passou no cinema.
Não é dia pra globo passar os filmes de sempre.
Não é dia pra comprar um presente pra VOCÊ MESMO, e um que seja super fodão, pra jogar na cara do teu parente distante (tipo aquele neto do primo do irmão da tia da mãe do seu avô) (não me pergunte o que essa pessoa seria sua, mas a pessoa seria velha, e algumacoisa-avô) que você é o bonzão, e tem grana. Ou que sabe como que funciona o crediário das Casas Bahia.
NÃO! TÁ ERRADO!
O natal é basicamente o dia que a gente tem que rezar, porque Deus teve um filho (uai, mas Deus não é pai de todos? Então Jesus é tipo nosso irmão, não é?). Não que eu faça isso.
Mas assim, eu deveria. Não que eu vá começar. Eu deveria. Mas... Ah... Vocês já sabem!
O lance é: eu não vejo mais graça.
Eu não vejo mais graça na festa toda. Eu não vejo mais graça em ganhar e receber presentes (mas eu aceito presentes, é sério. Oportunismo? Sempre! Aceito mesmo. É sério. ME DÁ UM PRESENTE! Ou presentes, né, eu aceito também \o/), eu não vejo mais graça em nada. Só na comida. Mas não por ser natal. É que comida é sempre bom. (percebo que agora tá na moda ser gordinho, tá na moda falar que ama comer e dormir. E café virou moda também. Alguém me leva de volta pra época que o lance era Ana&Mia?)
Mas assim, eu amo minha família. Eu sou grata por ter uma família grande, e toda torta. Eu sou grata por tudo.
Eu só não curto o lance do "vaaaaaamu comemora tudu juntu", é bom, é engraçado, é divertido, mas eu acho que é meio indiferente pra mim. Eu acho legal passar natal e ano novo no MSN.
Não tem ninguém, é, mas é legal. É diferente.
Mentira. Eu quero dormir mais. Mas pode mandar a marmita com a comida. Eu deixo no microondas, e durmo. Aí com os fogos eu acordo com fome, como, e volto a dormir.
Eu sou gorda. Me deixem.
Mas, enfim...



*****FELIS ANIVERÇARIU***** G-SUIS MANO ZIKAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!11111111111111
(não é blasfêmia. É verdadeiro. É de coração, gente!)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Você não podia ter sumido assim,

Você sabe aonde eu estou. Liga pra mim.

So what? Tô com essa música na cabeça.
Bom, hoje é um dia típico de férias. De inverno, na verdade. Frio, chuva, pijama o dia inteiro The Sims sem funcionar, o que tá me matando, sem pessoas legais na internet, que pra ajudar tá uma merda e não abre meu e-mail. Eu ainda uso e-mail, ué.
TV tá um tédio, internet tá um tédio, e tudo o que eu queria era viajar. Eu preciso sair daqui. Não sair daqui quarto. sair daqui essa casa. Mas onde eu vou? Casa da minha mãe? Não, obrigada. Prefiro ficar aqui dormindo o dia inteiro.
E eu não quero ir pros lugares de sempre. Casa de tio, tia, vó, blábláblá.
Na verdade, eu tenho sonhado muito (MUITO MESMO, tipo quase toda noite) que eu vou pros Estados Unidos. Assim, eu aceito convites gente. (:
Vem, vamu.
Vamu que ficar no Brasil fim de mundo tá meio traumático pra mim.
Na real, tá quase impossível. Não pelo país. Pelas pessoas.
Se bem que pra ir pros EUA, precisa do visto consu... Do visto do consulado.
VAMU PRA EUROPA GALEEEEEEEEEEEEREEEEEE \o/
Sério. Vamos. Vem gente.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Faz de conta que é tumblr

Get Free.
"Eu estava cansada de toda aquela babaquice. Revirei os olhos e simplesmente coloquei os fones no ouvido, sem nem me importar com que musica ia tocar. Para minha sorte, era The Vines. Fechei os olhos e entrei dentro do mundo da musica. Era assim sempre, o mundo desabava e lá estava eu ouvindo musica. Frieza? Não. Apenas não sou audiência pra idiotice."





Escrito por: Sara Mariel

No matter how many lies that I live

I will never regret.

É nesse clima Hurricane que a gente começa essa merda! E eu vou trabalhar na TV! ODIASHDOIASHDIOHDIOHSIODH mentira, tudo mentira, mas seu sempre quis começar um post assim, gente. Desculpa hihihihihihihihihihihih.
A real é que assim, as pessoas vem o mal em mim. Eu pareço ser a personificação do Darth Vader (ou até mesmo o Palpatine *ooooooooooooh*), ou do Nero, mas tem gente achando que é o Diabo mesmo.
Por que? Bom, todo mundo vai seguir a linha mamãe, e me culpar pelo fato de que o Hitler matou não-importa-quantas pessoas. Uhum. Virei tipo a caixa de pandora. Ah, é isso. Sou a Pandora, porque Diabo tá muito old (e a Pandora não? Bom, ela é mulher. Não que eu seja feminista, mas ah, eu quero brincar de ser a Pandora UQQQQ), e porque, né, a Pandora que causou todos os males. É. E guardei a esperança (ooooou seria a antecipação? Hm, vai aprender sobre mitologia grega!) só pra mim. Sou muito fofa.
Tipo, NÃO GENTE! Eu tenho cara de demônio? Ok, posso ter porque eu sou terrivelmente feia (koé IOAHOIHSIODHIOH), mas gente, eu não uso isso como desculpa pra fazer maldades.
Eu sei, dentro de mim eu tenho uma sede interminável por vingança, sou puro ódio, e nada simpática, e blá blá blá, mas eu não sou assim por que quero. Na verdade, eu sou a criatura mais inofensiva do mundo. Eu sou daquelas que não vai atacar. Nunca. Eu só defendo. Até demais.
E às vezes a melhor defesa é ignorar. Sério. Eu não sei se todos sentem isso, ou se é só comigo que aquele lance de "melhor defesa é o ataque" não funciona, mas todas às vezes que eu tento ir por esse lado, eu quebro a cara. De verdade.
Eu sou a pessoa mais passiva do mundo [se você inserir uma piadinha suja aqui, acredite, só vai "envergonhar" à você, que não consegue ler nada sem pensar em sexo. E com tendências homossexuais. Não que eu veja homossexualismo como uma vergonha, MAS você entendeu que eu sei!], eu nunca seria capaz de provocar ninguém. Nunca seria capaz de manipular ninguém, nunca seria capaz de fazer mal à alguém. Eu tenho dó de matar inseto, gente! Pode ser uma barata, eu tenho dó de matar. Na verdade, da última vez que eu vi uma barata (na casa da minha mãe por sinal hm) eu fui "varrendo ela" até a rua, pra ela poder ser feliz no fim do mundo. Sou muito fofa. +1
Mas ok, se mesmo assim todos ainda quiserem me culpar por causa do não-sei-o-que da formatura, porque não sei quem foi ofendida, porque Hitler não conseguiu virar artísta/padre/não-importa-a-história-que-você-conhece, porque a Sula Miranda sumiu (AHOIEHOIHEIOHEIOHEIOAHI ooooooooi gente), ou porque você não foi no show do Paul McCartney (vem gente, vem quem ainda tá sofrendo por isso, vem que tem reprise na TV, que eu não vou falar o canal, porque eu ainda não tô recebendo por isso, quero ficar rica, beijo), porque eu não sou a causadora de todos os males (amém).
E se você, da-na-di-nho da piadinha do sexo ali em cima (aaaaaaaaahahahahhahahahahahahahaha não) não entendeu o que Hurricane tem a ver com isso, significa que além de danado, você é preguiçoso. O vídeo é bom, não se sintam pressionados por 13 minutos. Rola até uma pornografia de leve (aposto que TODO MUNDO foi colocar o vídeo pra carregar agora), rola masoquismo (GOGOGO), rola mulher com grande atributo físico (leia peito grande), rola Jared Leto sem camisa (VEM GEEEEENTE), rola fogueira, rola Judaísmo, rola Islamismo, rola Cristianismo (também me senti triste por não ter um budista, mas tudo bem, a gente já superou isso com a mulher peituda/o Jared sem camisa/com tudo), e rola cultura.
É. Apesar de todo o uso de pornografia e blasfêmia (e o Jared sem camisa!!!!!!1111111 tá, eu já parei), todo a coisa tá relacionada à coisas mais importantes.
Tipo, invés de usar toda a prepotência contida em vocês pra dizer que fui eu que mandei os EUA jogar duas bombas atômicas do Japão, porque vocês não vem o clipe, lem a música, refletem um pouco, tomam uma cafézinho, e depois vem falar comigo comentar no meu blog? Porque poxa, eu curto ler comentários. :')
Inclusive os que não existem. AOIEHOIHEAOIEHIOH

Tell me, would you kill to save a life? Tell me, would you kill to prove you're right?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010




Eu ia falar algo bem próximo à isso (irônico? Talvez), mas prefiro deixar as imagens falarem por si. (Não pergunte se é nóia com o CD do 30 Seconds, é sério.)

domingo, 5 de dezembro de 2010

We'll live like Jack and Sally if you want.

Eu sinceramente não tenho o que postar UAHUAHUAHUAH
Sabe, eu queria escrever, mas eu simplesmente não consigo. Muita coisa ao mesmo tempo.
Mas eu acho que se você já leu a maior parte desse blog, só pelo título você JÁ ENTENDEU sobre o que eu tava pensando em falar.
Mas ok.

NEEEEEEXT!

domingo, 28 de novembro de 2010

But you're eyes will always show me the true.

Sabe, eu talvez tenha entrado numa fase muito... Peculiar.
Eu ando muito introspectiva. Eu ando sempre me importando com o que eu estou no momento, sem me importar muito com o futuro ou o passado (o que me fez rever alguns de meus sonhos e conceitos), eu entrei naquela fase da adolescência que você para de se importar com as coisas. Você simplesmente vê que tanto faz, como tanto fez, você vê que você não é nada, mas você pode mudar o mundo inteiro se quiser.
Tudo isso me fez ficar naquela "não quero amar. Amar é coisa para crianças", mas não, eu não quero sair por aí pegando todo mundo. Eu acho isso ridículo.
Eu simplesmente quero ficar sozinha, com ou sem amigos, viver do jeito mais razoável possível, tipo, parar de querer ser a aluna perfeita, parar que querer sempre fazer tudo certo, ser uma adolescente "normal", porém sem a parte da curtição. Sem as festas. Sem as herpes UAHAUHAUHUHA, sem essas coisas todas.
Ser feliz, dentro do meu quarto, pirando com as MINHAS músicas, sozinha, de pijama, deitar e dormir por 17 horas.
É o que eu quero.
Só isso.
É a coisa mais fácil que eu posso fazer, mas eu NÃO consigo.
Sempre aparece alguma coisa pra quebrar tudo o que eu consegui fazer até agora.
Quase como um cubo mágico, quando você está quase conseguindo, vem alguém e mexe, e desmancha todo o seu trabalho.
Tipo, pessoa querida, pare. Saia daqui. Cuide do seu próprio cubo.
Ou então, se quiser mexer no alheio, ok. Mas NÃO NO MEU CUBO.
E essa foi a pior metáfora da minha vida, mas tudo bem.

sábado, 20 de novembro de 2010

Hold on, let me think.

Sabe, eu descobri que tudo o que eu achei que fosse o fim das coisas, na verdade é o começo de tudo.
Eu sempre disse isso, eu escrevo sobre isso, mas eu nunca tinha sentido isso.
E não é bom assim como as pessoas dizem. Não te faz sentir melhor. Não faz tu te sentir vivo de novo, ou mais vivo que antes.
Na verdade tu continua a mesma coisa, só que tu vê tudo ao teu redor mudar.
Mas por dentro, é a mesma coisa.
O que faz com que eu continue mais ou menos como uma pedra de gelo por dentro.
E todo o medo de me machucar de novo, de que me machuquem de novo.
Não necessariamente com aquele lance de "meu Deeeus, meu amor me deixou, que que eu faço, Márcia?", mas inclusive toda a coisa do bullying, toda a coisa das feridas que eu causo à mim mesma.
Todas as feridas que eu cultivei dentro de mim, em silêncio. Todas as feridas que eu não permiti se cicatrizarem, todas as que eu quis manter sangrando, pois achava que era a única coisa que fazia com que eu me sentisse viva.
Talvez realmente fosse. A dor que fez com que eu com que eu me sentisse viva, que fez com que eu percebesse que estava esquecendo que eu ainda respirava, que eu ainda poderia melhorar.
Óbvio, que algumas dessas feridas ainda permanecem em mim, como a de eu não conseguir sair. Porque isso provavelmente vai ser a pior memória da minha vida pra sempre. E hoje em dia, não é uma memória, é minha vida. É o que eu passo todos os dias.
Mas talvez eu de fato tenha sido boba todo esse tempo, tirando pedaços de mim pelas pessoas, enquanto tanta gente me dizia que eu não precisava de nada daquilo.
E agora, eu não vivo mais só esperando e sofrendo. Aliás, eu ainda vivo só esperando, e me machucando como antes, mas eu simplesmente aprendi que se eu continuar assim, nada nunca vai mudar. Que eu tenho que me mudar POR DENTRO, e aí sim as pessoas poderão ver o que eu realmente quero dizer.
Com tantas feridas igual antes, eu tinha aprendido a esconder tudo, até mesmo pelo olhar.
E eu tenho parar com isso. Eu preciso.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

So I'll start to lie. A lie about a lie.
I know. I'm so wrong as you.
But I'll never forget it, if I don't do it.
If you're playing a game, I can do it too.
I know, I've said 'forgive to forget', but I can't forgive you now.
Believe on me, I'm doing it for good.


And now you're gone, best friend.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010


Clássico, Francesinha, Tubinho, Prateado Metálico, Arranha Céu, New York, Rock, Noite, Barra, Coque, Tania, Laranja Cítrico, Meia Calça, Pop, Fluors, Spirit, Absinto, Sedutora, Militar, Sereia, Hippie Chic, Sonho, Jeans, Azul Hortênsia, Obsessão, Glacê, Audrey, Jamile, Momento Penélope, Eugenia.

Nomes idiotas, viadagens a parte, mas é isso aí.
Sou viciada nessas merdas. Eles são meus bebês.
E ponto.
Adeus.

sábado, 6 de novembro de 2010

Mas virá o dia

Em que a verdade vai surgir. Nem alegria nem tristeza. Será o dia do alívio.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Is this real life?

Is this just fantasy?

domingo, 31 de outubro de 2010

Espaço. A fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise. Prosseguindo em sua missão para explorar novos estranhos mundos. Pesquisar novas vidas e novas civilizações. Audaciosamente indo aonde ninguém jamais esteve.


Então, quem vai me dar um presente de Natal legal? Tipo, tô aceitando os onze filmes. Não necessariamente na edição de colecionador. E eu prefiro o Mr. Spock. Adeus.

E isso é VERDADE! Tô aceitando MESMO!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

I wish I could say I'm sorry

I'm sorry for all the things I've said to you. But I can't. 'Cause you really did hurt me.
And it's no about what you do, or what you say.
It's about the way you've made that.
And I can't forgive you.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

27 de abril de 2010 - 22:12

"Não desista, por mim, de verdade, se você gosta um pouquinho de mim, tenta melhorar, eu não posso te perder, Mila, eu te amo."

É mais ou menos assim que a gente percebe como as coisas são, lendo mensagens antigas do celular.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Hora de falar sério.

Eu geralmente venho postar aqui por causa de coisas que me revoltam, fazer piadinhas sem graça que a maioria das pessoas que leem (todas as duas N) não entendem, pra divulgar minhas reflexões bobas, ou postar trechos de músicas que significam algo pra mim. Legal.
mas a real é que hoje eu decidi que vou falar sobre os meus sentimentos mais puros, aqueles que eu tento esconder até de mim mesma, aqueles que realmente me tocam de alguma maneira, aqueles sentimentos que me fizeram fazer um blog. Pra ter onde falar sobre eles. Mas eu nunca falei. Não por medo de ser julgada. mas simplesmente, porque o ânimo nunca é o bastante. O tempo nunca é o bastante. Ou eu simplesmente acho que outra coisa será mais interessante.
Mas a verdade é que de um tempo pra cá, todas as pequenas coisas que acontecem tem me ferido de uma maneira que eu não sabia que era possivel. E tudo isso vem tirado a minha vontade de ler e escrever. E isso dói em mim. Minha vida são livros, histórias, fic, bulas de remédio, rótulos de shampoos, e palavras jogadas numa mesma frase. Eu não posso ficar sem isso.
Então, sim, eu preciso escrever aqui as coisas que eu não seria capaz de colocar no meu diário (sim, eu tenho um); primeiro porque eu acharia sem lógica escrever esse tipo de coisa, num diário, lá é o lugar de colocar as coisas boas pra lembrar depois. Segundo porque eu provavelmente vou escrever MUITO, e no diário eu desanimo.

A verdade é: eu sou nostálgica, eu sou platônica, eu sou megalomaníaca, eu sou enjoada, eu não CONSIGO me divertir se não no computador, ou com minhas amigas, o que geralmente significa na escola. Eu não gosto de sair, eu NÃO QUERO sair. Eu não me importo se enquanto as pessoas da minha idade já beijaram mais de dez num dia só, eu nos meus 14 anos inteiros só beijei dois garotos. Na verdade, eu sinto orgulho de mim por isso.
Eu não me importo se enquanto as garotas da minha idade usam salto altíssimo, usam quilos de maquiagem, e tem trocentos perfumes em casa; eu só uso tênis (tênis não! Só All Star mesmo), minha maquiagem é lápis de olho, e eu não tenho um perfume se quer. (qualquer coisa com cheiro que eu uso, eu começo a espirrar. Nem o meu shampoo tem cheiro. Isso é sério!) E o maior desleixo feminino: eu não tiro a merda da sobrancelha. Mas não que seja proposital, na verdade eu tenho razões para: eu não consigo tirar eu mesma, porque se eu for, eu preciso estar de óculos, se eu tô de óculos não dá pra ver a sobrancelha. Meu grau aumentou, e eu ainda não fui fazer outro óculos, é. Minha mãe me fazia esse favor, mas eu não vejo ela nem uma vez por mês agora, haha. Eu tenho preguiça de pedir para alguém me ajudar/ir em algum lugar.
Mas eu realmente não vejo importância alguma nisso.

Porque, talvez por causa da minha "falta de feminilidade (?) mínima necessária para uma adolescente", eu cresci muito mais rápido do que as outras garotas (não que elas sejam imaturas. Eu que sou a torta, lembrem-se!), e a verdade é que quando eu tento agir do mesmo jeito que as mais maduras delas agem, eu me sinto uma criança. Me sinto num território totalmente desconhecido. E não é aquele desconhecido tipo "wow, vamos explorar, caçadores de aventuras!" (sinto que isso é de um desenho, sério), é do tipo de desconhecido que te deixa extremamente desconfortável.
Quando eu tento ouvir as coisas que muitos ouvem (erm, happy rock? Pop. RnB, e sei lá mais o que ouvem. AAAH, E JUSTIN BIEBER!) eu me sinto traindo à mim mesma.
Se eu saio pra comprar alguma coisa, me contento à dois esmaltes (sou meio viciada em pintar a unha, não em comprar esmaltes, mas sim em usá-los), e um sorvete. No máximo um chocolate ou um chiclete. É contra todas as minhas células sair pra gastar. Sair pra beber. Sair pra dançar. Eu não sei dançar! Minha mãe reclama comigo sempre que eu falo com ela, que eu fui bailarina por trocentos anos, e não sei dançar nada. Pega uma vassoura. Dança com ela. É o mesmo que dançar comigo.
Eu não me importo em ser mais rica, em ter uma casa maior, em ter uma casa própria (meus pais moram de aluguel, e aí?), eu não me importo se estou ou não dentro da moda, não me importo se tenho iphone, ipod, ipad, macbook e sei lá mais o que da apple (na real, eu AMO o meu celular verde neon cine metálico apenas na luz do sol, mas ele não tem cabo usb, não tem como colocar música, e zas. E entre comprar um celular novo, e comprar um ipod e uma camera digital, sai mais barato um celular sério), não me importo se numa hora eu escrevo certo e na outra não. Não me importo com essas coisas superficiais.
Tipo capa de trabalho. O que vale mais, um trabalho mediano com uma capa MEEEGA LEEENDA, aquela coisa com glitter, e o glitter não cola na tua mão quando tu encosta. Uma coisa de outro-mundo, OU um trabalho bom com uma capa simples, normal, sem muita viadagem ou creuzisse?
É mais ou menos assim que eu vejo as coisas. Mas não só os trabalhos, eu vejo TUDO assim.
De que me adianta (viver na cidade, se a felicidade não me acompanhar?, adeus paulistinha do meu coração, lá pro meu sertão eu quero voltar... Tá, volta Camila) ser a gata sensual arrasa na night, a mina zika nois só porta pulo-do-gato, ser a popular que todos desejam, ou qualquer outra coisa, e ser vazia? Ou menos cheia? Ou ser alienada?
Eu prefiro ser a estranha, excluída, loser, nerd, cdf, medrosa, fútil, infantil, (são as coisas que falam que eu sou, ué) e etc., e ter a mentalidade que eu tenho hoje. Me lembro de que quando eu morava com minha mãe, muitas vezes ela vinha pedir conselhos pra MIM, e não eu que ia pedir pra ela.
Eu sou tudo o que dizem, mas eu sou provavelmente a única (entre as pessoas com quem eu convivo) que consegue conversar com um adulto sem se sentir minimizada, sem se sentir inferior de qualquer maneira, sem sentir que está falando coisas bobas. Aliás, quem mais de 13/14/15 anos já ouviu alguém da família virar e falar "Sabe, eu sinto orgulho de você. Porque desde o jeito que você fala, às músicas que você ouve, às roupas que usa, aos sonhos que tem. Tudo no seu jeito de se comportar e pensar mostra que você não é como as outras pessoas da sua idade. Você é bem madura. Muito mais madura que tantos adultos por aí.", quem já ouviu um tio pedir conselho quando tava se separando? Quem cuidou de uma mãe que sofria por causa de um divórcio, que passava noites sentindo alguém chorar no seu ombro sem poder fazer nada, durante uns 8 meses? Quem de 14 anos sabe o que é perder tudo o que tinha. não no sentido "aai, meu namorado me deixou, o que eu faço, Márcia?", mas do tipo não ter dinheiro pra nada, perder todos os amigos, não ver os pais nem nos fins de semana, ficar sozinha e com medo, sem ter o que fazer pra ajudar, e continuar atrapalhando?
Desde os meus 10 anos eu sou uma adulta presa no fato de ter nascido em 1996. Desde meus 10 anos eu tenho que viver com o fato de que eu TENHO que ser capaz de viver sozinha, com medo, ou sem ele. Desde os meus 10 anos, eu tenho que lidar com problemas psicológicos.
Desde os meus 10 anos eu tenho que viver relembrando e remoendo as coisas boas e más, viver imaginando pra poder ter uma vida normal. Eu que me iludo todos os dias, achando que eu estou conversando com meus amigos, que nós estamos felizes, que eu estou fora de casa, quando na verdade eu to sentada no sofá olhando pra TV.
Eu to sempre tentando me colocar no lugar das outras pessoas, não só por ter compaixão quando elas estão mau, mas pra poder ter uma vida normal. Quando eu tive uma vida normal? Quando eu brinquei com outras crianças? Quando eu tive uma paixão que (mesmo que boba) fosse correspondida? Quando que eu tive um daqueles namorinhos bobos de primário, que as pessoas compraram balas, e ficavam as dividindo, e andando pelo pátio do colégio de mão dadas? quando eu falei "ah, vou comprar tal coisa" sai de casa, peguei um ônibus ou sai andando, comprei, andei um pouco, conheci pessoas, fiz amigos e voltei pra casa?
Sabe quando você quer sair por tudo? Aquela agonia, de querer sair desesperadamente? Então quando eu morava com a minha mãe, eu ia dar uma volta no condomínio, porque era um condomínio REALMENTE pequeno. Aqui na casa do meu pai, é um condomínio enorme (21 prédios - cada um com 15 andares -, padaria, pista de skate, biblioteca, quadra esportiva, creche e feira --- tudo isso SÓ no condomínio) eu abro a janela e fico olhando os carros. É a explosão de liberdade. E mesmo assim, eu provavelmente já vivi muito mais (não tão intensamente, mas mais mesmo assim) que muita gente. Porque eu não vivo tudo pouco me importando, tipo "pff, dane-se, amanhã vou sair/comprar de novo". A verdade é que ir no mercado (ou até mesmo na padaria, QUE É NO MEU CONDIMINIO) pra mim já é algo tão sublime, que cada detalhe é importante. É praticamente a cena do suicídio da Julieta, em Romeu em Julieta. Cada detalhe faz parte do climax da coisa toda. Tanta coisa que se eu for na portaria do prédio pegar alguma carta, eu volto tão diferente, eu esqueço o que eu tava fazendo antes. E não só por não ser tão atenta assim.
E é por isso que eu não me importo se todos os meus amigos são da internet. É por isso que eu não me importo quando as pessoas falam de mim. Não me importo com o que elas pensam. Porque ou eu to quase em estágio vegetativo, ou eu to praticamente hiperativa por ter ido comprar couve no sacolão.
Então não, o fato das pessoas me acharem estranha não me incomoda. E eu realmente estou bem assim. Eu estou feliz. Eu estou muito mais feliz assim, do que muitos que tem uma "vida normal". Então, POR FAVOR, não venha me julgar.
Não julgue o modo como cresci, não julgue o comportamento da minha família em relação à mim, não julgue o meu modo de andar ou falar. Tu pode saber meu nome, tu pode saber onde eu moro, tu pode saber minha idade. Mas tu não sabe minha história. Tu não sabe meus maiores sonhos, tu não sabe o que se passa dentro de mim. Muito menos do meu cérebro.
Aah, e também não me julgue por sonhar demais. Ou falar sozinha. É a MINHA vida, ok? E e vou viver do jeito que EU quiser. Eu tô cagando e andando pouco me fo-den-do pra ti, coisa-phopha.


Você sonhava acordada, um jeito de não sentir dor, prendia o choro e aguava o bom do amor.



Uptade básico ali huahuahuahuahuah, oi

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Somos uma geração sem peso na história. Sem propósito ou lugar. Não temos uma Guerra Mundial. Não temos a Grande Depressão. Nossa Guerra é a espiritual. Nossa Depressão, são nossas vidas. Fomos criados através da TV para acreditar que um dia seríamos milionários e estrelas de cinema. Mas não somos. Aos poucos tomamos consciência do fato.
E estamos muito, muito putos.

Alguma comunidade aleatória do Orkut


Afinal, o que é Guerra? Bombas atômicas? Explosões? Judeus em câmaras de gás? Ou simplesmente brigas estúpidas por causa de petróleo?
O que é Guerra? Qual foi a Guerra? Pessoas precisam morrer, e prédios precisam cair, sangue precisa rolar, e algum ditador tem que ordenar tudo isso?
Só por que Hitler morreu, Mussolini renunciou, e Jesus foi crucificado, você acha que a Guerra acabou?
Jesus, Che Guevara, Tupac Amaru, Lenin, Trotski, Mao Tse-tung, Zumbi dos Palmares, Nelson Mandela, Spartacus, Karl Marx, Friedrich Engels e tantos outros revolucionários que lutaram e ainda lutam por tanta coisa, e você ainda acha que a Guerra não existe? (Acho que nessa lista de revolucionários eu deixei meio óbvio o meu lado comunista, né? E o lance de não curtir muito os americanos estado-unidenses, né? Mas enfim, existem muitos deles que são dos EUA, e bom, eu os respeito - e me sinto feliz por existirem pessoas assim lá também - mas minha memória é um tanto quanto seletiva e não lembra de nenhum, hehe)
Você realmente acha que tem que esperar as coisas estourarem (no sentido figurativo) pra sair lutando? Você sabe quantas pessoas já lutaram, pra você poder estar confortável como está agora? Quantas pessoas lutaram pra você poder escutar suas músicas com palavrão, quantas pessoas lutaram pra você poder usar tua mini-saia? Quantas pessoas não deram o cara a tapa, quantas pessoas não sumiram, quantas pessoas não morreram?
Não só no Brasil, no mundo inteiro!
E você realmente acha que o mundo está bom o bastante? Você realmente acha que o TIRIRICA na política vai melhorar o país? Vai nos fazer desenvolver como país, e evoluir como seres-humanos? Não! Não vai!
Na verdade, é pouco provável que o ser humano evolua. As pessoas se tornaram egocêntricas e fúteis demais pra isso. Mas é muito utópico acreditar que isso vai acontecer!


domingo, 10 de outubro de 2010

Às vezes acho que Deus está querendo me testar, agora e no futuro. Vou ter de me tornar uma boa pessoa por conta própria, sem ninguém pra servir de modelo ou me aconselhar, mas no fim isso vai me tornar mais forte.
Quem mais, além de mim, vai ler essas cartas? Com quem mais, além de mim, posso procurar conforto? Estou sempre precisando de consolo, costumo me sentir fraca e com frequência deixo de atender às minhas expectativas. Sei disso, e todos os dias resolvo ser melhor.

Diário de Anne Frank.

domingo, 26 de setembro de 2010

Au revoir, sweetheart.

A verdade é que as coisas nunca voltarão, e nós teremos que nos acostumar com isso.
Eles dizem que a vida sempre muda para o melhor, e nós vamos fingir que estamos crendo nisso.
Mas a verdade é que agora não somos apenas nós dois num jogo de quem machuca mais.
Agora tem duas coisas entre nós. E pelo menos uma delas vai ser pra sempre. Daquelas coisas que não se pode abandonar. Nunca. Daquelas que não se deve nem pensar nisso. E eu sei que você não o abandonará. E eu devo assumir que eu quero isso de você - que você não o abandone.
E não volte. Por que eu tenho uma vida inteira pra dizer que eu estou bem, que eu superei, sendo isso verdade ou não. E nós dois sabemos qual é a verdade aqui, por mais que não aceite.
Então adeus. Au revoir, se preferir.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Samba, praia e futebol dão charme pra esse país com fome, doença e repressão.

Feliz ano velho.

A verdade é que ultimamente eu ando muito politizada (corram!).
Ando me interessando muito por certas coisas que me dão um certo medo. Aliás, o que milhares de pessoas não passam/passaram para nós estarmos aqui agora?
E aí que meu pai falou que nossa família tem descendência judia. Aí hoje eu assisti pela primeira vez O menino do Pijama Listrado (koé, li o livro uma vez, e só consegui pensar em duas coisas "pfff, deixaram as coisas mais bonitas, pra fazer um filme" e "pff, to depre, maldito Bruno, POR QUE FEZ AMIZADE COM O JUDEU? EU TAVA FELIZ, TU PODERIA TER FICADO COM A VOVÓ, ALIÁS, ELA MORREU, SAI CORRENDO BRUNETI!" mas ok), e eu fiquei depre de novo. Sei lá, mexeu comigo de alguma maneira, fez com que eu (por alguma razão divina NNNNNNNN) só percebesse agora que minha família foi judia, e provavelmente alguém muito distante de mim deve ter morrido nas mãos (ou câmaras de gás AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHAHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHA não. Não mesmo. Nunca.) de algum nazista por aí. Hmmm, estranho pensar assim.
Enfim, hoje, eu finalmente descobri que eu sou social-anarco-comunista (ok) demais pra suportar tudo isso. E aí, que algo dentro de mim saiu voando por aí, e deu alok, cato umas panela e saiu fazendo barulho por aí. (pausa para refletirmos: com descendência judia e social-anarco-comunista [Deus]? FOGE PRAS COLINAS, CAMILA! FOGE, VAI, EU DOU COBERTURA!) (Só eu tô me sentindo meio mais idiota que o comum hoje? Deus, salva minha alma aê, valeu!)
Pois é, tô aqui pra avisar que eu não tenho mais meu cabelo verde (nãã~~aao :/ volta pra mim, cabeleti), to com uma calça jeans escura, e uma blusa de moletom branca, se alguém me vir batendo umas panelas, gritando pela reforma agrária, ou pedindo qualquer coisa bonita, não chamem a polícia, me tragam de volta pra casa. Obrigada, salvem a vida de uma criança adolescente feliz, com uma vida toda pela rente.
Amém!

sábado, 4 de setembro de 2010

Vou morar numa bolha! II

Sim! Eu ainda quero a minha bolha!
Mas sabe, quando tu acha que as coisas ficaram mais calmas, porque agora é o-pega-pa-capa, todo mundo dando trabalho, prova, lição, blábláblá, NÃO MELHORA!
As pessoas ainda cantam na sala. As pessoas ainda sentam perto de você. As pessoas ainda tentam conversar com você!
Assim, amiga (o), a verdade é que tem dias que eu não quero falar com minhas amigas. Na verdade, na maior parte do tempo, eu tô irritada. Na maior parte do tempo, eu tô cheia de ódio pra espalhar pelo mundo.
Se você não mexer comigo, eu vou continuar quieta. Mas se tu ficar provocando, eu vou explodir, mano!
Olha, eu não tenho paciência nenhuma. A verdade é que eu sou muito desligada do mundo. Tenho tudo pra ser a idiota da estrela. Mas Se tu fala um "a" quando eu quero silêncio, eu já vou começando a me irritar. Mas eu sou tão calma, que isso demora um pouco. Mas é assim, falar, e o pavio é aceso. Ele só é muito... Comprido, entende?
Mas assim, não vem me falar que eu sou infantil, que me irrito por qualquer coisa. Infantil é você que não percebe que já tá na hora de tomar vergonha na cara, e perceber que tá gorda, e parar de usar essas roupinhas apertadas só pra mostrar os peitos. Falei mesmo. Joguei na roda.
Mano, pra que querer usar uma roupa que quase para a tua circulação sanguínea, só pr'os teus peitos ficarem aparentes?
Querida, quer ser puta? Seja. Mas com dignidade.
Sei lá, num é meio ridículo, falar no meio da aula "se eu fosse mais velha, pegaria o professor Paulo?", olá, ele é nosso professor de história. E ele parece o maluco dos padrinhos mágicos. PARECE MESMO! Juro. Quer ver a aparência do sor Paulo? Olha uma foto do prof. Crocker. só tira a corcunda. E adicione muito anarquismo. Muito mesmo.
Mas quer saber?
Canta. Se mostra. Pede pra te comerem no meio da sala. Fica se colocando nessa posição ridícula que tu se põe.
Só que, por favor, repete de ano logo!
E não, eu não te (ou as) odeio. Mas se tu (vocês, hehehehehe) quiserem morrer, não vou interferir.
E SE CANTAR FUNK DE NOVO, VOU ENFIAR UMA BATERIA NA BUNDA VOCÊS! VOU MESMO.

sábado, 28 de agosto de 2010

Só se resta enterrar um homem,

Quando todos os seus sonhos morre.

Eu li isso em algum lugar quando tinha uns nove anos. Não esqueci até hoje.
E eu de fato nunca consegui imaginar como seria não ter mais seus sonhos ao seu redor. Nunca consegui imaginar alguém viveria ao perceber que todos os seus sonhos eram impossíveis. Na verdade, nunca achei que alguém poderia viver o bastante pra isso.
Demoraria milhões de anos!
Grande erro. (Devo lembrá-lo, somos todos seres-humanos, que erramos, e deveríamos aprender com os mesmos. Deveríamos pensar que a cada erro é algo a mais que entra na tua bela cabeça vazia. Agora finge que as coisas são assim)
É, sinceramente, hilário perceber que tudo o que você sempre acreditou, tudo o que você sempre quis, tudo o que você sempre soube, viveu e amou, caiu em volta de você, como leves e transparentes gotas de chuva (agora devo lembrá-los "Deus está na chuva"), e você, achando que a memória delas ainda te salvaria. Você continuou acreditando, vivendo e a amando, achando que apenas o caminho que as gotas fazem no vidro até chegar ao chão era o suficiente.
Continuou ali, lutando com todas as suas forças, achando que o universo lhe ajudaria.
Doce ilusão. Triste engano. Grande erro. Ligeira inocência.
Queria eu que alguém tivesse me dito isso, naquele dia que eu li isso em algum lugar que eu não lembro qual foi. Talvez se isso tivesse acontecido, eu não teria me permitido sonhar tão alto o quanto sonhei.
A verdade é que não importa o quanto você espere que as coisas deem certo, não importa o quando peça, não importa nada do que você faça, as coisas tomam um caminho sozinhas. Isso não depende de Deus, nem do universo, nem de karma, nem lei da atração, e qualquer outra coisa. As coisas funcionam por si só, e não pelo vontade alheia.
Tente entender, não é pessimismo. É só ser realista, entender os meus próprios erros, e o das pessoas que me cercam. É entender a vida como ela é e funciona.
Eu posso estar errada e sei disso. Mas mesmo assim, eu posso estar certa.
Mas a verdade, é que eu cheguei à um ponto em que tanto faz. Não importa o que aconteça. Não vai fazer diferença. Infelizmente não vai. eu me tornei indiferente ao mundo, e como ele reage às coisas.
Decidi ficar parada, e deixar que o tempo faça o que quiser, que as coisas se mexam pelas suas vontades. Assim coo uma escada rolante. Você fica ali, parado, e esperando que ela faça o trabalho por ti. Sem se preocupar exatamente com o que está acontecendo. Vivendo ali, olhando, ouvindo, e muitas vezes falando, mas nunca se importando com o que está acontecendo de fato.
Se meus sonhos serão realizados ou não (Deus, quais sonhos?) tanto faz. O que acontecer comigo, aconteceu e pronto. Eu não quero esquecer, não quero lembrar, quero apenas continuar. O que tiver que acontecer, irá acontecer.
Eu só não quero sentir dor. Por favor, não me cause nenhuma dor.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

It's getting hard to be someone,

But it all works out.

A verdade, é que às vezes tudo o que a gente tem que fazer, é deixar o tempo agir por si só, e, obviamente, se tornar uma rocha por dentro, enrolar o coração em metros de plástico-bolha, ler muitos livros, beber muito café, e se esperar.
Afinal, esses são os melhores anos da tua vida, não é, amor? (:

Always, no, sometimes, think it's me, but you know I know when it's a dream. I think, er, no I mean, er, yes, but it's all so wrong; that is I think I disagree.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Tântrica, natural e mágica

Em meio ao caos sublime da explosão sensorial, surgiu a consciência do amor impessoal.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

It isn't just a piston in an engine that keeps you moving

If only you could see me now
If only you could hear me out
If only it was only me now

You're surrounded by silence!

If Only - KT Tunstall

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

What a night for a dance, you know, Im a dance machine.

With the fire in my bones, and the sweet taste of kerosene.

Hoje, depois de um dia cansativo na escola, depois de almoçar feijoada com batata frita (Deus, é verdade), ter ficado na escola até às quatro, ter feito lição, estudado pra caramba, estar com sono, com febre, cansada, doente, querendo caminha, eu decidi (por alguma razão no mínimo, inútil) ver as notícias musicais de hoje no site lá do Terra.

E aí que eu leio "
Kings Of Leon não quer liberar músicas para o seriado americano Glee", e eu quase saio pulando de felicidade.
Aliás, MANO, QUAL É A MERDA DA GRAÇA DE GLEE? Sinto falta de quando o que existia de galere de escola que cantava, era Chiquititas. Ou das crianças do orfanato. NÃO IMPORTA. Sinto falta daquela época. Até High School eu suportei. Mas depois, virou farofa-fa, gente. (:
Mas ok, respeitando a opinião das pessoas que curtem, eu fiquei feliz porque cara, falar pra a galere de um seriado usar tua música ali, só pra uma cena, é se vender demais.
Por isso no dia que eu vi uma vinheta de Glee que eles cantavam Beatles, AC/DC, e Madonna, eu jurei que nunca assistiria. E eu vou cumprir isso.
Mas assim, eu fui ver os comentários. Deus, POR QUE EU FUI VER OS COMENTÁRIOS? Primeiro, eles (e só eles) podem dizer se querem ou não ter um sucesso só. Segundo, as músicas são DELES, e ELES fazem o que ELES quiserem. Não o que uns posers querem que eles façam.
Sinceramente, não respeitar algo que uma banda (que tu te julga fã) é o exemplo mais clássico de "ser-poser-de-merda"!
Aliás, QUEM DISSE que Use Somebody é tipo, a música mais conhecida deles? Ok talvez seja, mas se é, é porque a sociedade em si não vai procurar as outras.
Por exemplo, se você quer comer mertillo, você vai em algum lugar comprar. Se você for numa feira por exemplo, e não tiver, você volta pra casa sem. E semana que vem você vai e pede de novo. E depois de novo. E de novo.
Vai chegar um dia que o cara vai te ver, levantar uma caixinha cheia de mertillos, e sorrir pra ti. Por que? Porque você procurou, e achou. Lei da oferta e da procura, tu repete o 8º ano/7ª série se não souber isso de cor.
Aí galera vem dizer "aaah, mas as pessoas só conhecem essa música deles" LÓGICO! Porque grande maioria das pessoas hoje em dia, não vão atrás das músicas que significam algo pra eles, não procuram, não fuçam, não metem o bedelho. Elas apenas ouvem as músicas que são "destinadas" à elas, por uma outra parcela da sociedade que tem um pouco mais de atitude.
Por exemplo, tu diz que teu cantor preferido é o Usher, mas tu nunca votou nele, num desses programas quaisquer de clipes. Aí um dia ele vai estar em primeiro, tu fica feliz, mas tu não estava ali, participando daquilo. Não foi VOCÊ que o colocou ali, foram outras pessoas, que por alguma razão, tiveram a atitude de ir e votar. Ao contrário de você (e todas as pessoas da sociedade, não estou querendo colocar a culpa em ninguém), que apenas esperou. Sentou a bunda no sofá e pensou "nossa, queria ver um clipe do Usher"! Entende a diferença? Pois é.
Eu por exemplo, sou cheia disso. Gostar sempre das músicas que não são hits, que não tem clipes, que as pessoas não conhecem.
Por que? Seremos sinceros, as músicas que viram hits/singles/na real, é a mesma coisa, os caras escolhem, por serem as mais fáceis de decorar, as que tem um ritmozinho mais baladinha, essas coisas todas. Aí o que acontece? Cai na boca da galera, vira chiclete, tu fica um ano e sete meses cantando sem parar, e teoricamente, tu iria procurar outras músicas, conhecer melhor, e ser fã.
Mas as pessoas se contentam com o hit/single/já falei sobre isso antes.
Ou seja, pelo amor de Deus, antes de reclamar dos Followill só porque eles não quiseram deixar uns atores aleatórios fazerem uma versão de um hit/single/MÁ-QUE-MERDA, pesaremos melhor!
Se coloca no lugar deles. Para pra tentar entender o que as músicas deles querem dizer, refleti um pouco, e depois vem dar a opinião.
PAUSA! TENHO QUE PUBLICAR ISSO! EU TO RAXANDO, JESUUUUUSS!

"Jessika:
Poise vc nunka assistiu e fika falando bosta ..! assiste primeiro , e muitas musicas q o seriado americano Glee cantaram fikaram melhor do q as originais dos cantores ... Por isso KOL nao liberou tem medo deles fazerem melhor ..! Até a Hailey do Paramore cantou a musica deles melhor .. "

DIOASHDIOASDHASIODHASIODHASODIHASODIHASODIHASIODHASIODHASIODHASOIDHASIODHASOIDHASIODHASIODHASOIDHASIODHASIODHASIODHASOIDHASODIHASOIDHASIODHASIODHASIODHASOIDHASIODH TÁ ME ZOANDO COM VIIIIGOOOOOOR! DOAISHDASIODHASOIDHASOIDHASIODHASIODHASIODHASIODHASIODHASIODH AI MURRI

Vamos aos fatos.
1º E ESSE PORTUGUÊS, AMIGA? VAMO TRABALHAR NISSO AÍ! 2º AHAM, as músicas na versão do Glee ficaram bem melhores mesmo. Vai ouvir Madonna, estúpida. 3º MAAANUUUU, é Hayley. 4º HAHAHAHAHA, cantar melhor que a voz zoada do Caleb (falu-memu)? NUNCA. Amiga, por favor, vai buscar tratamento. (:

E Glee é só comercial, gente. Não vamos achar que os losers da vida real terão vez, só porque cantam. VOLTANDO À REALIDADE, por favor.

That taste, aaall I ever needed, aall I ever wanted, too dumb to surrendeeeer!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Espero que o mundo mude, e que a situação melhore, mas o que mais quero é que você entenda, quando digo que ainda que eu não te conheça, apesar de talvez jamais encontrar você, rir com você, chorar com você ou beijar você, eu te amo de todo coração, eu te amo.

V de Vingança.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Tudo poser prepotente.

Sabe, como eu já disse aqui, eu amo o Brasil, mas odeio certos tipos de pessoas que aqui habitam. Como por exemplo os que dizem odiar o Brasil, e usam toda a sua prepotência e estupidez pra colocar isso pra fora de suas cabecinhas de um modo tão repulsivo, falso, e vazio que dá vontade de rir.
Assim, eu entendo, existem muitas pessoas que de fato não gostam do Brasil. Não gostam de nada aqui. E eu as entendo. Na verdade, acho um abuso de pseudo-nacionalismo meu, ainda não conseguir aceitar o fato de que talvez eu odeie o Brasil.
Mas a verdade, é que eu não vejo motivos para. Primeiro, dizem que a história do Brasil é uma merda. QUER A HISTÓRIA DE QUEM ENTÃO, BEBÊ? Da Inglaterra que tem guerra? Da Alemanha que tem guerra? Dos estados Unidos que são uns bosta que fazem guerras SEM NENHUMA MERDA DE MOTIVO COM OS CARAS QUE ELES PREPARARAM MILITARMENTE? Querido (a), desculpa, mas não faz sentido.
E se você quer guerra, o Brasil tem. Minha avó tava viva na época da revolução de 30 (e já fazia um tempo, néééééé vó UAHUAHAUHAUHA parei), quer o telefone dela?
Sério, o que que vocês querem? Ter do que se orgulhar? Bom, a gente tem, mano!
Quer falar do rock no trabalhinho, e num quer falar da ditadura militar? Adivinha só, coisinha fofa, se num fosse uns loucos tudo drogado daquela época que tivesse dado a cara a tapa (no sentido mais literal possivel) naquela época, o seu énixix-xeru num existiria. Nem os menino do botão do videogame.
Então, por favor, antes de querer falar do Woodstock (dels, meu inglês tá um treeeeem), vamos nos informar melhor, certo? Eles pararam uma guerra, pararam. Parabéns pr'os estado-unidenses (toma na to-ba - hihihihihi - EU também sou americana, seus merdas), mas me fala uma coisa, quem que apanhou/desapareceu/morreu/etc pelo país? Hmmm, brasileiros.
Assim, não que pessoas de outros países não tenham feito isso. E por seus ideais assim como eles, e eu entendo (e respeito) isso.
Mas gente, antes de qualquer coisa, você tem que pelo menos RESPEITAR a merda do lugar onde tu nasceu, viveu, vai viver, e provavelmente vai morrer!
Será que eu sou burra, ou vocês que simplesmente não gostam de ver a verdade? ACORDA, MANO!
Sério, isso é vergonhoso. Eu realmente sempre quis ser uma daquelas pessoas que são super interessadas em política (devo assumir que sou em partes. Às vezes eu me canso, porque, bom, virou tudo a mesma bosta, né comunistas '-'), mas a verdade, é que eu descobri que tanto faz. Porque as pessoas com minha idade agora, simplesmente não se importam. Tanto faz como tanto fez. Sim, não importa se o cara é de esquerda, ou de direita, ai dar na mesma merda porque são todos gananciosos. Mas e aí, e se eu acordasse um dia e falasse que quero ser presidenta (nunca! Enfim, situação hipotética), eu (obviamente) não seria capaz de ser assim, tão... Bom, assim como os políticos de agora são.
Faria alguma diferença? Não. Por que?
Cara, até os meus seis anos de idade, eu ia com meus pais quando eles iam votar. Sabe o que eu via? Meus pais votando em qualquer candidato, porque não faria a diferença. E isso fazem oito anos.
Se a oito anos atrás, dois adultos com mais de 30 anos que tinham uma opinião formada, faziam isso, imagine as pessoas que tão começando a votar esse ano? Ou que vão começar daqui a dois anos, ou quatro?
Eu realmente tenho medo de daqui há um tempo, um retardado dar um golpe de estado, e tomar conta dessa merda toda.
Por que? Porque a galera de agora, não tá nem aí!
Se tá passando Big Brother, TUDO BEM! MATA, ENTRA EM GUERRA, VIRA NAZISTA, VIRA TUDO-MILITAR-DE-NOVO, DANE-SE! SÓ ME DEIXA CONTINUAR DANDO AQUELA ESPIADINHA!
Mano. Dá vontade de enfiar a espiadinha no (cara, desculpem, mas é necessário) cu de vocês!
A galera tá deitando, rolando, fazendo de gato e sapato deixando de quatro no ato, dormindo, acordando, começando, lavando roupa em cima de vocês, e vocês só se preocupam com o João da novela?
Cara, não é ser nacionalista (não, não é), mas é ter opinião! O-P-I-N-I-Ã-O! Sabe?
Aliás, num sabe.
Porque agora, qualquer bosta que um colírio fala, vira opinião nacional. Qualquer merda que um cara de uma bandinha de modinha fala, vira mantra. Qualquer coisa que vê no vídeo do PC Siqueira ou do Felipe Neto, vira oração.
(Não, concordar com o Felipe Neto quando ele diz que Colírio, Colorido, e Justin Bieber são uns merdas, não vão te fazer uma pessoa melhor, cuzona!)
Cara, vamo refletir um pouco por nossa própria conta, valeu? Vamo parar pra pensar no que A GENTE (que se escreve separado) quer de verdade?
Tu gosta de Justin Bieber? Beleza, cara, goste. Eu também gosto de coisas que as pessoas julgam. Eu gosto de McFly (que nessa fase pop está me matando. Musicalmente me matando de desgosto, e físicamente de outro jeito UAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAH CORROR), as pessoas dizem ser emo, e eu não me importo. Porque McFly significa algo pra mim.
Eu gosto de James Blunt, e mesmo todo mundo zoando dele, eu num to nem aí.
Eu ouço ópera, eu gosto de chá, eu curto uma bolacha água e sal com margarina a tarde, me chamam de velha, e eu rio. Rio mesmo. Não zoando eles. Eu rio com eles.
Porque eu entendo a razão deles dizerem isso de mim.
Então, se eu, se o João da esquina, se o vlogger bonitinho, o vlogger feinho, o estranho, o gaúcho, o paulista, ou um idiota qualquer falou "JUSTIN BIBA" não faça disso a sua opinião.
Cara, vamo olhar bem pras coisas, ver o que essas coisas tem de conteúdo, e mesmo se não tiver, se isso te fizer bem, se isso te fizer VERDADEIRAMENTE feliz (e não feliz só porque faz a sua amiga feliz), continua. Não, não é vergonhoso. Você deve se orgulhar, se você fizer isso!
MAS POR FAVOR, NUM VER FALAR QUE LEGIÃO NÃO É ROCK, E NUM VEM FALAR QUE KID ABELHA, LOBÃO, CAETANO VELOSO E TANTOS OUTROS NÃO FORAM IMPORTANTES PRO BRASIL!
Mas tudo bem, vai lá, vai lá falar dos drogados do Woodstock, como se só o fato deles serem estrangeiros os fazem melhores do que Caetano.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Eu disse isso pra rimar com a soma dos quadrados dos catetos

Que é igual à porra* do quadrado da hipotenusa hehehehhehehehhehehehehheh n

Ignorem, é que desde quando minha professora entrou na sala e falou "esse é o Teorema de Pitágoras" (vulgo, segunda-feira, hehe), eu não paro de cantar essa música.

Enfim, as aulas começaram. Com muitas surpresas.
Ano que vem vou ser uma das quinze meninas quinze da festa de quinze (não, dezoito!) anos da minha amiga. Ano que vem. ué, a mãe dela começou a reservar tudo agora, porque se não ela não conseguiria as coisas todas. Sabia que a maior parte da população fa aniversário em março? Então, a Marina faz aniversário em março. Aí a mãe dela já tá procurando, confirmando, etc. tudo. Acho normal.
E esse mês eu vou numa festa de quinze anos (JESUS, PAREM DE FAZER QUINZE ANOS n), e tipo, NÃÃÃ~~AÃ~~AÃÃÃOOOOOOOOO!
POR QUE? Salto, nêm. Eu tenho problemas com salto. acho desumano.
Brincadeirinha, não acho desumano. Só num gosto de usar. E me arrumar. E ter que tirar fotos. E, bom, festas muito cheias dessa coisas, eu não gosto. E adivinha o que tem numa festa de quinze anos.
Hoje eu quase tentei matar uma pessoa. Mas me contentei em chutá-la discretamente por baixo da mesa.
Sabe, quando o garoto (mais baixo que eu, e olha que isso é difícil de acontecer! E ele é MAIS VELHO! DEEEEEEEUSSSSSSS!) fica falando "aah, a Camila me ama. Camila eu te amo. Camila, me chupa - EU JURO QUE ELE FALOU ISSO, MANO! - Camila, quer dormir comigo? Olha, a Camila morre de desejos por mim" eu fico muito put... Brava.
Sabe, é o momento que eu queria tirar minha varinha mágia (hoho) do bolso e falar "AVADA KEDAVRA!" e proooontooo!
Mas eu tenho uma varinha mágica? Bom, eu poderia ter. E quando eu era criança, a gente fazia Vingardium Leviosa "é Leviosa, e não, Leviosaaaaa" com o lápis. Então por que não, né?
Mas o Avada Kedavra não funciona mano. E eu tentei. JURO QUE TENTEI. Tem uma peça na caixa de robótica, que é tipo um palitinho Q, e eu juro, eu tentei.
Mas, bom, eu num consegui. Aí eu usei todo o meu poder de persuasão e fiz o Kelvin levantar e chutei o saco dele, sim-ples.
Mentira.
Eu fiquei discutindo com ele, pra distrai-lo, e quando eu vi que ele tava boladinho, apenas estiquei minha perna com força e pronto. Juro que vi uma lagriminhazinha saindo do olho dele.
Nunca me senti tão orgulhosa de mim.
E o pior, foi engraçado pro resto das pessoas.
Por que?
Kelvin: Aaah, Camilaaa! Eu te amo.
Camila vulgo eu: Pena que não é recíproco.
K: O que que é "recíproco"?
C: Procura no wi-ki-pe-dia! *chutando com ferocidade*
K: *chorando na viadagem n*
Carlos, Marcussi e Lara: PFFFFF, TÁ CHORAAAAAANDOOOOO! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHAHA
Não, ninguém viu que eu o chutei-o. Calma, preciso rir.
Enfim, mas depois ele continuou me irritando, mas aí eu ignorei. Sim-ples.
Bom, tenho que terminar de fazer a unha (digo, limpar os cantinhos de dedo com esmalte. Acredite, fazer unha pra mim e tirar-e-por-esmalte. Nada de mexer em cutículas. Eu as amo. Loucamente. Adeus!), e meu pai fez pizza.
AAAH, e não siga meu exemplo na escola. Ou siga. Tanto faz.




*tá na música, to falando N, tipo "fuck you" da Lily Allen. Camtu mexmu!!!!!!1111

quinta-feira, 29 de julho de 2010

RÁÁÁÁ!

ESCREVI TUDO SÓ PRA EXPRESSAR MINHA RAIVA NESSE POVO MESMO! E PODER USAR O CAPS LOOK SEM MEDO, RISUS. E EU NUM TÔ NEM AÍ!
NUM CURTO ESSE POVO MESMO.

Mais ou menos uns três anos.

Eu me lembro claramente de quando eu comecei a usar o computador assim, com mais frequência. Computador não, internet. Desde os meus oito/nove anos eu jogava The Sims loucamente, assim, várias noites acordada.
Enfim, me lembro que mais ou menos no meio de 2007 eu e a Bárbara (minha amiguxa-irmã-ex-vizinha), ficamos mucho amigas, e ela tinha uma amiga (que depois virou minha amiga) A Gabriele. E a irmã dela tinha um fake.
Aí a Gabriele fez um. E por algum motivo eu e a Bárbara fizemos um também. Eu, no começo, achava ligeiramente estúpido. Brincadeira. MUITO ESTÚPIDO!
Depois de seis meses era vicio louco. E sabe, eu não me arrependo disso. Muito menos me envergonho.
Sim, eu fiz muitos amigos que nunca vi. Amigos desnecessários, amigos temporários, amigos falsos, e amigos muito, muito importantes.
Na verdade, eu conheci a Gabriele pelo fake, e a gente só foi se ver depois de uns meses.
Eu já conheci um amigo meu que conheci lá (que por sinal, é meu melhor amigo. Aaah, e ele é gay!), já passei horas no telefone (e eu ODEIO telefone) com amigas de lá. Já falei com irmãos e irmãs dos meus amigos. Já falei com mães de amigos. Já fiz uma mini-festa de aniversário pra uma amiga minha, pela webcam.
E sinceramente, eu não conseguiria fazer amigos como muitos que eu fiz ali, fora... dali. Por que? Porque eu conheci eles por um acaso (eu diria pelo destino), sem me importar com o que eles aparentavam ser. O mesmo eles comigo.
Tenho certeza que os amigos que eu fiz ali, são muito mais sinceros do que muita gente que eu conheço desde pequena. Tenho certeza que não importa o que aconteça, pelo menos uns cinco amigos dali eu vou ter pra sempre. Não importa o quanto eu os irrite, eles estarão do meu lado pra sempre.Não, eu não tenho mais fake. Desde o ano passado eu já não entrava com tanta vontade, e no começo desse ano eu desisti de tentar ficar ali. Aquilo já não era "legal" como antes. Até porque eu entrava ali pra falar com as mesmas pessoas que eu falava no meu MSN normal, mesmo.
Aí esses dias eu entrei no meu perfil antigo, pra ver quem ainda estava ali. Eu não achei uma pessoa que eu fosse realmente amiga, ali.
Sim, isso significa que todos os que eram "da mesma geração que eu" saíram de lá. Até porque eles tem no mínimo 14 anos, né? (A Sara não, mas é que ela faz aniversário no final do ano AUHAUHAUHAUHUAH, e eu falo loucamente com ela, ok!) e bom, a grande maioira quando tem essa idade acha coisas melhores pra fazer (no meu caso, eu achei dormir, comer, e jogar The Sims 3! Falando nisso, lembrei de instalar as expansões. E rezar pra funcionar dignamente dessa vez), e simplesmente saem dali.
E já que eu estava ali, no fake, comecei a olhar algumas comunidades aleatórias que alguns amigos meus estavam (a maioria, perfis inativos hehehehe Q), e eu achei uma que falava sobre "o fake agora tá um saco, blá blá blá, as pessoas esqueceram que também já foram capengas blá blá blá, pfff", aí eu fiquei pensando.
Ainda existem pessoas que com onze, doze anos fazem o primeiro fake hoje em dia? O fake é tão divertido e sadio pra eles quanto foi pra mim, nessa época? Eles ainda não se preocupam com o fato de serem ou não capengas (ok, ficar dividindo as pessoas entre capengas, não capengas, pops, tops, ou não importa qual merda usam é a coisa mais capenga do mundo! Um bando de adolescentes não podem julgar outros adolescentes pela internet!), ou ainda usam avatares supereditados (pô, já passei horas fazendo avatar UAHUAHUAHUAHAUUAHUAH), ou apenas fotos?
Enfim, será que tudo o que as pessoas dessa "geração de agora" estão vendo o fake como eu vi (uma brincadeira MUITO inocente), ou como uma competição estúpida?
Sério, eu fico ligeiramente preocupada com isso. Por que? Porque bom, todo mundo cresce (mesmo que pouco), ali. Mas as pessoas que estavam "começando" na época que eu tava saindo, elas não cresciam como eu cresci, lentamente. Eles cresciam num dia só, e superficialmente. E isso é preocupante. Por que?
PORQUE PESSOAS QUE SÃO IMATURAS VIRAM FÃS DE JUSTIN BIIIIIBEEEEEER!!!!!!!1111 E MÚSICA COLORIIIDAAAA!!!!11 EEEEEEEEE ESSAS BOSTAS TOOODAAAAAAS!!!!!!!!!!!111111
E eu já tô de saco cheio dessas pessoas.
Adeus.

segunda-feira, 26 de julho de 2010


But, they all are coming from the same left eye.

domingo, 25 de julho de 2010

So, you don't give a shit, huh?

That's it. Someone isn't caring about you, babe.
And you can not say that you don't care too. Everyone can see in your eyes that you was crying, darling.

sábado, 24 de julho de 2010

Sim, merdas acontecem.

Assim, como uma pessoa machuca a outra. Assim como uma pessoa faz a outra sangrar, inutilmente.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Isn't it ironic... Don't you think?


Sabe quando tu está a um passo de provavelmente a melhor coisa que já te aconteceu, mas tu fica meio estranho? Como se você soubesse que tu vai fazer a maior merda da sua vida?
Ou acontece de tudo pra te deixar MUITO bravo? No maior estilo "mato geral risus"?
Pois é, poeple. Eu sei como é.
E meu estômago ferrado também descobriu.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

I used to feel that.

Pois é. Há quase um ano eu lembro de ter feito um post falando de quando eu fui na casa da minha madrinha. Eu lembro de ter falado que quando eu tava indo, eu tava meio nervosa por estar indo pra São Paulo, e sem a intenção de fazer qualquer coisa relacionado ao Ricardo. Eu lembro que quando tocou I gotta a feeling no rádio, eu me senti teoricamente melhor. Eu lembro que lá eu quase não pensei nele. Eu lembro que eu não chorei quando passaram a filha do Michael falando no enterro dele. (eu assisti tudo de manhã, e chorei o negócio inteiro), Mas eu me lembro do quão difícil foi voltar pra casa. Passar por aquela Placa de divisa de cidade São Paulo/São Bernardo, e perceber que eu, de alguma maneira, tinha ficado naquela cidade. Eu lembro que quando eu cheguei em casa, eu fiquei um pouco travada. Eu lembro que não conseguia dormir. Não conseguia pensar. Não conseguia comer. Não conseguia fazer muita coisa consciente.
Eu lembro de ter ficado até umas 4hrs da manhã sentada na cama olhando pra parede, sem nem respirar direito. Eu lembro de não dormir direito, acordar super cedo e voltar a fazer o que eu estava fazendo.
Eu lembro de ter ligado o computador o mais rápido que podia pra ficar lendo históricos do MSN tentando disfarçar minhas frustrações.
Eu lembro de ter ouvido I gotta a feeling trocentas mil vezes tentando ter aquela sensação de volta. Eu lembro de tudo como se fosse hoje, de verdade. Eu, talvez, consiga até ter aquela sensação de nada ao pensar nisso.
Mas sinceramente, nesse - quase - um ano o que mudou? Aniversários se passaram, mas lá dentro, o que mudou?
Eu sei, algo cresceu. Dobrou de tamanho. A vontade. O amor. A saudade.
E se não valer a pena?
Bom, aí depende.
Tipo, tua alma é pequena?

sábado, 26 de junho de 2010

Talvez eu estivesse um pouco errada.

É verdade. Chega a ser irônico quando você finalmente percebe que nada vai ser como nos nossos sonhos. Quando nós vemos que tudo o que sempre desejamos são como bolhas de sabão, belas, e que sempre vão alto. Mas qualquer toque, ela some. Acaba. Desaparece pra sempre.
Aliás, o que a gente deve fazer?
Seguir em frente? Deixar o tempo passar? Esperar pela salvação? Se agarrar em alguma fé, e dizer que aquilo irá te salvar?
Acredite, eu já fiz de tudo. Nada vale de fato a pena. Eu vou fazer quatorze anos nessa quarta-feira, eu mal saí da infância direito, e eu já fiz de tudo.
Não vou mentir. Já cogitei desistir de absolutamente tudo, simplesmente parar de olhar, respirar, viver. Já tentei acreditar numa coisa totalmente espiritual, acreditar que Deus me salvaria. Já procurei por médicos, por remédios, enfrentar tudo de cara.
Já tentei esconder tudo de todos, já tentei jogar tudo na cara, já tentei sair correndo fazendo coisas que nunca quis, como um pedido desesperado por ajuda.
Me escondi. Me mostrei. Me enganei. Tentei ser completamente normal. Tentei assumir tudo.
Nada funciona, queridos.
Não que eu esteja sendo completamente negativa, ou qualquer coisa do tipo. A verdade é que eu, Camila, só eu não consigo ver o que eu faço. Eu entrei num estágio que as coisas simplesmente NÃO importam.
Aliás, no que eu quero chegar? No que eu DEVO chegar? No que eu vou me tornar?
Sério, chega uma hora que essas coisas não fazem mais sentido.
Eu não me importo, sinceramente, se é depressão, se é agorafobia, se é pânico, se é um medo qualquer. Sério, não importa. Eu só quero me curar. Não por médicos, não por salvações divinas, porque eu vi que elas não dão certo. E o pior de tudo, é a frustração de não conseguir.
Se eu for melhorar, eu vou ser capaz de fazer isso sozinha. Talvez alguma ajuda, sim, mas eu quero fazer isso no MEU tempo. Não no tempo que um médico escroto vai dizer que eu vou melhorar.
Enfim, a real é que eu estou pouco me lixando pro que vão pensar ao ler isso, o que vão me julgar, ou o que vão querer fazer por mim.
Eu não me importo com o que pensem da minha imagem, da minha situação, ou qualquer outra coisa.
Eu só quero me encontrar. Me ver de verdade uma vez na vida. Sem lágrimas. Sem medo. Sem ansiedade.
Eu só queria voltar a ser tão viva quanto eu era antes.
E eu sei que mesmo escrevendo isso, daqui a cinco minutos eu vou voltar a ficar... Triste e etc., mas eu preciso mostrar, não pra quem for ler, mas pra mim mesma, que mesmo por pouco tempo, eu consigo encontrar a sanidade mental. Que mesmo por segundos, eu consigo ver a verdade.
E, na boa, se tu leu isso, tu foi muito idiota. (;
Adeus.

sábado, 12 de junho de 2010

Copa do Mundo, a minha bunda melecada de chocolate suíço, beijo.

Sempre deixei duas coisas MUITO claras: Eu gosto de futebol. Eu odeio o Brasil.
Assim, odeio o modo de vida brasileiro, porque nosso país não tem culpa se esses cocozentos vieram viver aqui, e transformaram nossa terra bonita num país que se resume em "bebida alcoólica, prostituição, músicas ruins, e zéses Q bostolas". Odeio eles, não a pátria amada, idolatrada, salve salve, Brasil um sonho intenso, um raio vívido, de amor e de esper... Tá, já tá bom.
E sim, eu gosto de futebol. Na verdade, eu amo. Mas assistir, porque jogar... Bom, só no gol, e eu sou péssima. Enfim, eu sento, assisto os jogos em silêncio, se tem algum jogo do time que eu to torcendo, eu fico feliz, mas sempre em silêncio. Sabe, eu não to nem aí se (por exemplo) o São Paulo (já disse que eu sou são paulina? Pois, é, eu sou. Hehehehehehheehehehehehhe n) tá perdendo ou ganhado, eu continuo com a mesma cara de nada. A não ser que o outro time seja o Corinthians, aí eu sou BEEEEEEEM expressiva, hehe. n
Mas bem, a verdade, é que eu ODEIO copa do mundo.
É só marketing.
Aliás, é outra coisa.
Mãe, pai, vó, família, se vocês lerem isso, desculpa as expressões, mas eu preciso usar. Sabe, tirar o ódinho de dentro, pois é.
É FI-LHA-DA-PU-TI-CE. Porque, sinceramente, todas as empresas do mundo, só usam disso pra chamar a porra da atenção de todo mundo, pra fazer propagandas, pra venderem mais, e encher a porra do cu de dinheiro. E fazer isso é ser muito, MUITO, filha da puta.
Pronto, falei.
Mas, depois de hoje, eu SINCERAMENTE, desejo com toda a merda do meu coração que todos os meus vizinhos ganhem todas as promoções pra ir pra África. Por que?
Eu to quase matando todo mundo por causa dessas cornetinhas estúpidas, e eu não to nem aí pra merda do nome delas, quando eu era criança elas eram vendidas em todos os lugares como "cornetas", e não é porque na merda da África tem um nome legal, que eu vou falar a merda do nome legal.
E eu pouco me importo se são crianças fazendo barulho, elas estão fazendo barulho, e os pais apoiam!
Por que? Porque brasileiro é troxa mesmo, só lembra de falar "eu amo o Brasil" quando tem essa bosta de copa.
Tradução, copa do mundo, além de atiçar a filha da putice dos capitalistas por aí, também faz neguinho ficar todo hipócrita.
Três palavras: vão se foder.
E pra acabar com uma bela frase, usarei a do meu professor de história tentando não demonstrar todo o seu ódinho.
- Eu não vou torcer pro Brasil nessa copa, não mesmo. Não que eu não gosto do Brasil (ERRO! Ele não gosta, só não quis assumir na frente da sala toda), é que eu torço pro São Paulo, NÃO pra seleção. - Obrigada, professor Paulo, pelas belas palavras. N

PS - nada contra os corinthianos. Na verdade, tenho muitos amigos que torcem pro Corinthians. Mas eu só tentei colocar um humorzinho ali ok.
PS² - familiares, desculpa mesmo pelos palavrões, mas eu precisava tirar todo o ódinho de dentro de mim. Ódinho? Ok, o ódio monstro. Sim, eu to com muita raiva de tudo. Vou me excluir no... Alasca durante a copa, adeus.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Amor-de-orkut.

Eu tava fazendo um super post legal n sobre utopias e ideologias, mas aí algo no fundo do meu pâncreas gritous:
NÃO! É A HORA DE SALVAR O MUNDO, SUPER CAMILA!
E como um dia o planeta Terra vai se chamar Camilopólis eu respondi:
- Sim, pâncreas. Está na hora de salvar a futura Camilopólis do mal!
E cá estou eu.
Sabe, tem algo que vem me empurrunhando a vida de um jeito que ninguém consegue explicar.
Esses dias eu to perambulando no Orkut e vejo uma menina que estudava na minha escola. Ela tinha três álbuns no Orkut.
Um, que se chamava "todo mundo tem alter ego" - eu JURO -, que estava basicamente cheio de fotos dela com roupas curtas, no espelho, com doces super variados entre chiclete, pirulitos e... chicletes, com aquele sapato que chamam de "pulo do gato", e legendas de músicas de pagode.
O outro dela com um menino que se chama Thiago, com fotos dos dois se beijando, mais pulos do gato, mais roupas curtas, e mais legendas de músicas de pagode (a gente tem tudo pra dar certo, fica comigoooooo* e afins).
O terceiro era dela com uma menina, em várias poses que julgam "pelegas", "zicas", e que na minha época eram chamadas de "marotas', "supimpas", e "idiotas", mais algumas legendas de pagode, passando por sertanejo universitário, e terminando no funk.
Conclusão, é o tipo de gente que eu denomino, inútil, burra, e ligeiramente sonsa.

Hoje eu achei o Orkut dela de novo, com mais uma vez três álbuns.
O primeiro era basicamente a mesma coisa, só que com cada vez mais fotos, cada vez mais legendas de pagode, cada vez mais fotos no espelho.
O segundo ainda era dela beijando um garoto. Mas ele se chamava Alexandre.
O terceiro ainda era de uma menina trouxa, MAS ela se chamava Maysa.
Mais gente inútil, burra, e ligeiramente sonsa!

Enfim, e semana que vem, como vai estar? Felipe e Gabriela? (Aaai, tenho primos com esses nomes, e eles são irmãos! Mas ignore). Marcos e Vanessa? Juro que me sinto num looping (??????????????) (na dúvida, leia lupin que tá tudo bem) eterno.
Amar quem tu conheceu no Orkut é uma coisa. Mas deopis de uma semana trocar de namorado, tirar fotos toscas com ele e ainda colocar legendas de pagode (to fazendo amor com outra pessooooooooooaaa, mas meu coração vai ser sempre (?) seeeeeeuuuuuuuu!)? Cara. Que... Ousadia!!!!11111111!!!11!!1!1

*Marrom Bombom - Os morenos. Aquela do "tira a calça jeans, bota o fio dental, morena você é tão sensual [...]marrom bombom, marrom bombom, nossa cor marrom" enfim, tu reconhece que eu SEI!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Eu já era revoltada, mas agora corram.

Bom, como todos já devem - ou deveriam - saber, eu sempre tive uma opinião muito concreta sobre a deliciosa aula de educação física: desnecessária, inútil, e ligeiramente tonta.
É o tipo de aula que tira o foco dos estudos, que leva os alunos a reclamarem com o time quando eles fizeram merda, e lança expressões bombásticas que poderão ser usadas na sua vida para sempre. Exemplo.
- NOSSA, DESCOBRI A CURA DO CANCER!!!!!1 E DA AIDS!!!!! MAS OLHA SÓ QUE COISA, NA VERDADE EU TRABALHO NA NASA FAZENDO ~FOGUETES~, SENDO QUE NA VERDADE SEMPRE SONHEI EM SER MAESTRO. COISA DE LOUCO, NÉÉÉ?
- Bem tiiiiimeeee!
Pronto. conquistou o coração de nosso gênio, talentoso e meramente ilustrativo. Simples assim.
E bom, como - mais uma vez - vocês devem - ou deveriam - saber, desde quando eu tinha uns seis anos eu sempre tive assim, duas opções para um futuro brilhante, e uma que é assim, atestado de pobreza. a) ser cientista (VULGO química. Sempre quis misturar líquidos coloridos e causar explosões, desculpa aê); b) ser astronauta (não zoa); e por último, e OBVIAMENTE o que me faria vender à alma para o sistema pra tipo, conseguir comprar comida c) ser psicóloga.
Sabe, amo psicologia, mas convenhamos, ou tu vende tua alma mesmo, ou anda de sandália por aí. Mas como se eu for ser rica, vai ser só pra ter dinheiro mesmo, ser astronauta era assim, uma doce ilusão infantil. Então, descubra pelo o que a gente (eu) escolhemos. Uhum.
AGORA MIM FALA, SABER SACAR BEM QUANDO EU TIVER JOGANDO VÔLEI VAI ME FAZER SER UMA QUÍMICA MELHOOOORR?
JOGAR HAND VAI ME FAZER SER UMA QUÍMICA DA PERICIA LABORATORIAL DA POLICIA FEDERAL MAIS DIGNA, JUSTA, E BEM REMUNERADA (qual é, Marx era um gênio, mas ser rico deve ser bom)?
Eu respondo. NÃO VAI!!!!!!!!!!!!!!!!11111111111111

Agora à razão de tudo isso. Hoje é terça. De terça eu tenho aula de educação física. Ok. Tudo bem. Eu sempre faço as aulas. Sabe, é engraçado ficar lá sem fazer nada, ouvindo todo mundo falando pra eu me mexer, e quando eu faço alguma coisa que é realmente sorte, ninguém faz nada, e a gente continua perdendo. Sério, me distraí.
Bom, aí a gente entrou na quadra e eu olhei pra rede. Juro que eu senti meus olhos brilhando. Porque assim, se não é vôlei, é hand, e se tem um esporte que eu odeio é hand. Cara, ódio mortal mesmo.
Bom, eu fui, deixie minha mochila no cantinho de sempre, e fiquei lá, esperando o professor começar a aula.
Até aí tudo bem.
Aí ele fala:
- Separem em trios que hoje vai ser treino.
Ok, de boas. Mas eu queria jogar, né? Aí eu fiz uma cara de quem está ligeiramente triste com a noticia que anteriormente foi divulgada e disse mais para a Natália que estava do meu lado do que pro professor:
- Pô professor. Treino? Achei que a gente ia jogar...
E fui em direção onde estavam separando os trios de meninas. Uma aula normal até aí.
NIIIIIIIISSO, ASSIM, DO NAAADAAA, ele quase grita pelo meu nome e fala pra eu ir lá.
Eu com medinho fui.
Fui me ferrar de uma maneira esplêndida, né?
- Você não quer fazer a aula, sai da quadra.
Juro que ele disse isso. Eu fiquei pasma, olhando pra ele com uma cara até um pouco engraçada. Porque sério, eu tava mais preparada pra sofrer estupro do que ser colocada pra fora da aula.
Aí ele ficou ali, me olhando como se eu fosse uma criminosa, como se eu tivesse xingado a mãe dele ou sei lá o que, e quando eu senti que a sala inteira tava olhando, e que ele tava quase querendo explodir eu sai. Sai pra evitar maiores confusões, porque minha vontade era falar "HEEEEY, eu quero fazer a aula sim. Não coloque palavras na minha boca", mas isso causaria mais discussões, e piores consequencias.
Bom, eu fiquei ali, sentada na escada - pior, sem meu material pra, pelo menos, fazer algo de útil -, esperando por 45 minutos. E rezando pra que nenhuma de todas as duas diretoras decidissem ir pra quadra.

OI? Cara, não que eu seja perfeita, mas nenhum professor nunca reclamou de mim. Eu converso mas tenho tudo menos um mapa de história ihihihihihihhi Q em dia. Minha nota mais baixa foi 5,7 e grande maioria da sala tirou notas mais baixas.
Faço todos os trabalhos, faço as lições de casa menos o bendito mapa de história que não vai fazer diferença terminar ou não, sempre pergunto tudo o que tenho dúvida, ajudo meus colegas quando eles tem alguma dúvida e etc. Sabe, eu sou esforçada, mesmo.
MAS POR QUE EU TIVE QUE NÃO FAZER A AULA? Será que meu professor lembrou que eu tenho problema no joelho (o que não me impede de fazer as aulas de educação física. Aliás, só impede quando tá doendo muito, mas é tão raro que essa opção é quase impossível de ser colocada ali) e tipo "aaaaaah, vou fazer a boa ação do ano". Não foi isso. Na verdade, não importa o que foi. E não vai fazer nenhuma diferença eu sentir raiva, ou qualquer outra coisa, tanto é que eu to normal. Continuo com minha mesma opinião sobre o professor (baixinho, implicante, com um senso de humor um pouco estranho, poréééém uma boa pessoa. Boa pessoa mesmo. Acho ele muito gente fina), mas cara, a sala inteira ficou tensa. Sabe, todo mundo sempre me viu como uma das mais quietas da sala. E eu fui a primeira aluna que o professor coloca pra fora da aula.
Bom, foda-se.

Mas entendam minha revolta. ENTENDAAAAAAM! Eu fui colocada pra fora de uma aula que nem deveria existir! Cara, coooooomooooooo?
Tipo, estou em abalo sísmico até agora. E olha que a aula de educação física acabou 10:30 da manhã!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Eu não sei. Eu ando muito cheia de sentimentos. Eu preciso tirar eles de mim. E vou fazer isso, ok.
Enfim, eu ando muito boba. Metade do meu dia é cheio de alegria, risadas, e bobagens. A outra metade é triste, quieta, fria, nostálgica, monótona.
Que tipo de vida é essa? Em qual parte do dia que eu sou falsa? Em qual parte do dia eu sou sincera?
Eu sinto isso. quando eu estou feliz, eu REALMENTE estou feliz. Eu sorrio de verdade. Sorrio não só com os lábios, mas com os olhos. Com o coração. Com a alma.
Mas depois, eu fico quieta. Sentindo-me sozinha. Eu fico meio-morta. Sangrando todo o meu sangue. Sangrando por dentro. Sangrando pelos olhos. Sangrando pelas palavras.
As palavras que antes eram doces, tornam-se ácidas. Corrosivas.
E o que eu posso fazer contra isso? Nada.
Eu não tenho como fingir que eu estou bem. Eu já cansei disso.
Eu posso guardar tudo pra mim, esperando que um dia eu esqueça que tudo isso aconteceu, mas eu não vou fingir que eu estou bem. Mentir só vai fazer com que eu me torne tudo o que eu nunca fui. Aliás, que eu fui uma vez.

"Havia um capítulo chamado 'Corações Cansados' em Uma Canção no Escuro. Uma mocinha romântica prometera amor a um rapaz, mas ele parecia ter fugido com sua melhor amiga. Liesel tinha certeza de que era capítulo treze. 'Meu coração está muito cansado', dissera a jovem. Estava numa capela, escrevendo em seu diário.
Não, pensou Liesel, enquanto andava. É o meu coração que está cansado. Um coração de treze anos não deveria sentir-se assim."
A menina que Roubada Livros.

sábado, 1 de maio de 2010

Sentimentos exageros, causados por excesso de perfumes alheios que entram pela minha janela.

Me irrita o fato de querer chuva quando está sol.
Me irrita o fato de sair na janela e sentir os perfumes alheios.
Me irrita o fato de não ter o que fazer no sábado à noite.
Me irrita o fato de não saber das conselhos.
Me irrita o fato de te procurar em outros rostos.
Me irrita o fato de sentir fome do que não existe.
Me irrita o fato de querer tudo ao mesmo tempo.
Me irrita o fato de não saber por onde começar as coisas.
Me irrita o fato de não saber contar piadas.
Me irrita o fato de odiar final de semana.
Me irrita o fato de olhar pra parede e ver um branco sem fim.
Me irrita o fato de não conseguir me dar bem com cores.
Me irrita o fato de querer causar boa aparência.
Me irrita o fato de estar sempre fazendo dos meus pensamentos uma narrativa.
Me irrita o fato de achar que coisas materiais podem salvar minha mente.
Me irrita o fato de só ver o céu escuro.
Me irrita o fato de ter que fechar tudo.
Me irrita o fato de querer o que está longe.
Me irrita o fato de ser tudo.
Me irrita o fato de não ter um meio termo.
Me irrita o fato de ser hipócrita.
Me irrita o fato de às vezes me odiar.
Me irrita o fato de olhar para as janelas dos outros e tentar me sentir menos sozinha.
Me irrita mentir tanto.
Me irrita querer fazer uma música que sai como poema.
Me irrita fazer um poema que sai como desabafo.
Das coisas que me irrita, a pior é ter que guardar tudo.
Mas me deixa.
Me deixa reclamar.
Me deixa gritar.
Me deixa falar o que eu sempre quis.
Me deixa finalmente por o pingo nos is.
Me deixa ficar puta.
Me deixa falar as palavras que eu nunca quis.
Me deixa raspar metade do cabelo, e pintar o resto de verde.
Me deixa sorrir sem me sentir culpada.
Me deixa chorar de soluçar.
Me deixa querer dançar.
Me deixa querer viver.
Me deixa querer me salvar.
Deixa eu me irritar com o fato de você não deixar.
Deixa eu escrever pra ninguém ler.
Deixa eu falar pra ninguém ouvir.
Deixa eu correr.
Deixa, mesmo que por um segundo, eu morrer.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Vou morar numa bolha!

Sabe, é bem extremo, mas eu sinto vontade de viver numa bolha.
Talvez não o tempo todo. Na verdade, só enquanto eu estiver em contato com certas pessoas, falei.
Explicaremos. Sabe aquelas pessoas que de abrir a boca tu sabe que tu vai se irritar com ela? Que quando ela olha pra ti, tu sabe que ela tá meio que querendo ser o que tu é, mas não quer assumir? Aquele tipo de pessoa que SEMPRE vai fazer algo que você ODEIA só pra te ver queimar no fogo do inferno de raiva, e ficar sem poder fazer nada?
Eu convivo com muitas pessoas dessas! Todo dia.
Sábado e Domingo são mais que dias de descanso pra mim, são dias de pura sanidade mental. Apesar de continuar idiota, no final de semana, eu posso socar a cama até cansar, ficar calminha, e dormir muito. Porque acredite, eu passo tanta raiva que eu tô perdendo o sono.
Explicaremos a causa da raiva.
Sabe aquela maldita música que tu não SUPORTA ouvir? Aquela que só de ouvir o nome você sente vontatde de poder ficar surdo por alguns minutos, só até a música acabar?
Então, aí a pessoa irritante número um começa no meio da aula de DG:
- TE DEI O SOL TE DEI O MAR PRA GANHAR SEU CORAÇÃO VOCÊ É RAIO DE SAUDADE METEORO DA PAIXÃO...
Mano, vontade de socar. Primeiro, a pessoa canta muito mal. Tipo, MUITO MAL MESMO. Segundo, mano, o Luan Santana é vesgo, ponto. E até eu tenho capacidade de fazer uma música melhor. Terceiro, meu sotaque é o que, no fundo, ele queria ter, mas ele não sabe nem fingir que tem sotaque, desculpa aê, garoto Luan.
Aí, sabe, eu curto MUITO sentar no meu adorado lugar, na segunda coluna, segunda fileira. É assim, o lugar perfeito. Você tá perto, mas não tá colado. Tá longe, mas não tá no porão*. E sempre vem um ventinho bom do corredor, dica. Bom, aí vem uma dessas pessoa e senta onde? É. Eu sento no mesmo lugar em todas as aulas, desde o primeiro dia de aula.
Tipo, todos viviam antes lá no porão*, sabe, qual é a graça do meu lugar? QUAL? É O MEU LUGAR, SAI DAÍ. E não venha me dizer "Cadê o seu nome?", porque bom, eu curto rabiscar umas carteiras... Então, meu nome vai estar lá, dica!
aí eu entro na sala de geografia, e vejo meu lugar sendo ocupado. Ok, calma, respira. CALMA O CARAMBA, FAZ UM BOM TEMPO QUE TÃO FAZENDO ISSO DE PROPÓSITO. E eu não to mais afim de ser boba, beijo gente.
Aí ok, eu sentei do ladinho. E tava só eu lá, porque as meninas, Amanda e Natália, tavam lá no fundo, e a Marina tinha conseguido seu amado lugarzinho, que por sinal, é na minha frente.
Aí eu olho pra ela meio tipo "me salva, migs", e ela fala "Calma, Camila, você consegue, hehe.".
Aí passam uns dois minutos, eu levanto do nada e:
- Vou lá pro fundo?
- Por que? Não, Camila, senta.
- Marina, eu não sou obrigada a aguentar isso, desculpa. Se é pra passar nervoso, eu passo longe. Toda essa promiscuidade me faz mal.
Levantei, e fui sentar um pouco pra trás. Sabe, foi até legal, não conversei quase nada. Terminei o mapa do clima europeu rapidinho!
Bom, entendem? Não é maldade minha, é implicância alheia.
Aaaaah, e agora tão querendo usar All Star. Gente, seremos sinceros, eu não sou o único ser-humano permitido a usar All Star no mundo, eu sei. e eu gosto disso. Mas sabe... Um dia, TODAS essas pessoas viraram e falaram:
- Como você usa isso? É ridículo! É desconfortável. É coisa de pelego sem estilo. É coisa de emo. É... Eca, nunca vou por isso no pé. Se um dia eu por, pode me bater!
Então, galera, cês tão usando todo dia, posso bater? *-*
POR FAVOR, DEIXA EU BATER!
Aaaaah, e eu não curto prostitutas, foi mal.


Mas a Natália descobriu um jeito de sobreviver, a gente vai viver em bolhas. Cada uma em uma. EU QUERO A LARANJA! Enfim, alguém sabe onde se vende essas bolhas? Daquelas que a galera que tem alergia à nãoseioque vive mesmo. Até lá, eu pego um aquário e coloco na cabeça, porque, GALEEEEEERAA! Tá difícil!

terça-feira, 27 de abril de 2010

And u'll always be the one.

21:40
"... Mas relaxa que eu to aqui com você, pra tudo."

[...]

Mas dói tanto... É muita pressão em mim, e você sabe disso.

22:07
"Ah amor, vê se melhora, não liga pr'os outros, só pra você. Queria tanto te ver, te abraçar."

Eu quero melhorar,mas é tão difícil. Às vezes eu chego a pensar em desistir.

22:12
"Não desista, por mim, de verdade, se você gosta um pouquinho de mim, tenta melhorar, eu não posso te perder, Mila, eu te amo."

Eu vou tentar, prometo. Você nunca vai me perder, amor. E eu mataria por você, garoto! DASHGASDHGASD

22:18
"Você é linda, Mila, de verdade. Obrigada por nunca me esquecer."

Eu já disse que nunca iria te esquecer...

Por isso, e tantos outros motivos, que eu sempre digo que você é o único. Que você sempre será o único. Que você foi o primeiro, e será o último.
Você, o único que entende meus problemas, meus dramas bobinhos, que consegue me salvar do meu inferno particular chamado crise de pânico. Único que sempre esteve aqui. Único que eu quero que esteja.
Único com quem eu sonho. Único com quem eu me sinto verdadeiramente feliz. Único que consegue fazer com que eu fique com meu corpo aqui, mas minha mente à 42 minutos daqui. Meu coração à 42 minutos daqui.
Meu maior remédio, minha maior segurança. Minha "ilusão" mais verdadeira. Meu bobó de galinha. Meu Ricardón du bairru~*~.

domingo, 25 de abril de 2010

Vamos na farmácia, filha!

E aí que nesse final de semana eu fui pra casa de momõe. E aí que antes de chegarmos à favela cada de momõe ela passou na farmácia. Ok, legal, eu precisava de remédios pra dor de cabeça. E a´que minha mãe foi procurar algo estilo esmalte-shampoo-coisas-de-perfumaria e me deixou lá junto com o tiozinho do balcão. ÓTIMO!
Nisso apareceram vários tios com cara de malvados. E estávamos lá, eu do lado de cá do balcão, o balcão, a cestinha com os remédios, e o tio da farmácia do lado de lá do balcão. Eu olho pros remédios e olho pra quem? Pr'umas coisinhas de tarja preta... Aí eu pergunto pro moço:
- Moço, aqueles remédios são o que?
- Ah, anti-depressivos-controladores de ansiedade, e alguns pra tratamentos de... Esquizofrenia, bipolaridade, essas coisas... Por que?
- ME DÁÁÁÁÁÁÁ! MOÇO, ME DÁ, POR FAVOR! MOÇO EU PRECISO! EU PERDI MINHA RECEITA, MAS ELA É AZUL TEM UM B ESCRITO E DIZ QUE EU TENHO DISTURBIO DE ANSIEDADE! MOÇO, EU POSSO TE MATAR, SABIA? Nada não...
Aí minha mãe chegou e tipo:
- Filha, não achei os esmaltes que você queria... Enfim, vamos. Obrigada, moço!

Tipo, é isso. Minha vida sempre passando por muitas emoções e aprendizados, assim, por coisas poucas. Coisas poucas e que custam R$1,60. Mas isso é só detalhe, óbvio.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Isso não é ser falsa, é?

Bom, e daí que todo mundo deve estar PODRE de saber que eu não estou feliz. E eu não faço questão de desabafar isso aqui, não faria diferença de qualquer modo. E é óbvio que como eu não tô feliz (mas não estou depressiva. Eu só estou num torpor louco faz muito tempo. ), eu não fico por aí sorrindo.
Isso não signifca que eu esteja depressiva. Na verdade, eu não me sinto ao menos triste. Eu só me sinto... Entorpecida, acho que é isso. Aliás, não é. Porque dói. Mas eu não estou triste.
Eu não quero me matar.
Eu não quero matar alguém.
Eu só quero um tempinho dos sentimentos alheios. E dos meus.
Não que eu não sinta mais nada. Existem várias pessoas que tão aí, e podem provar isso. Eu só não quero sair por aí conhecendo pessoas e tipo "oi, quer ser meu amigo/minha amiga?" ou em casos extremos, me apaixonar.
Eu não quero pessoas novas. Quero me acostumar ao que eu tô vivendo. Me acostumar comigo mesma. Eu NÃO mudei. Eu só passei muito tempo distante. Tanto tempo que eu esqueci como eu era de verdade. E eu to me acostumando à quem eu sou, ainda. Não ponha mais pressão nisso.
A verdade é que eu tô num momento que eu tenho que fazer muitas decisões. E eu não tenho muito tempo assim pra pensar. Ok, tempo é muito relativo, mas eu não tenho o que eu chamo de tempo. Ou eu não tenho a vontade. Não importa.
Muita coisa pra uma pessoa só que já está em pressão só por estar convivendo com o próprio reflexo no espelho.
E não achem que é pouca coisa que eu tenho que decidir.
Eu tenho que decidir o que vou querer da minha vida, assim, de faculdade mesmo, porque ano que vem - que eu vou entrar no Ensino Médio, não se iluda com a minha idade - eu já tneho que ter certeza disso. Não sei bem porque, mas eu tenho. Eu tenho que decidir se faço ou não essa merda de curso de inglês logo - mesmo achando desnecessário, no meu caso - pra todos calarem a boca. Se eu vou querer fazer aquela merda de tratamento. Se eu vou tomar ou não os queridos remédios tarja preta (não sei como ficaria o plural disso, desculpa), se eu vou querer ou não sair dessa merda de estado em qual eu me encontro, se eu vou querer ou não fazer o intercâmbio, se eu vou fazer ou não os cursos tão desejados (contra-baixo, italiano, francês e alemão), se eu vou querer fazer ou não aquele inferno de natação, se eu vou querer fazer ou não vôlei, onde eu vou querer estudar ano que vem e porque, se eu vou começar mesmo a trabalhar, se eu vou mesmo fazer técnico, se eu vou mudar de vez ou vou ficar nesse chove e não molha, se eu vou querer ou não ter um lagarto, se eu vou ter paciência pra fazer o que eu quero, e o mais importante, descobrir o que eu quero. Porque eu não sei. Nunca soube. Sempre quiseram as coisas por mim.
E quando eu quis algo, isso foi tirado de mim antes que eu pudesse cogitar ter.
Aí eu comecei a viver de lembranças e o que deveria ser esperança mas são só pequenos fragmentos de egocentrismo que não me deixam aceitar o fato do "perder". E isso, caros amigos, foi o que me levou ao torpor, maldito torpor.
Aliás, eu não estou feliz, mas eu estou sendo feliz. Sabe, não vivo sorrindo tipo Ronald McDonald, mas eu ainda rio, eu ainda sorrio, ainda falo merda, ainda tropeço no tapete e caio de cara, ainda rio de mim mesma falando coisas tipo "Araraquara". Eu sou a mesma idiota. Eu não estou sendo falsa.
Eu só estou confusa.