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sábado, 11 de junho de 2011

Tá... Novidade que eu não consegui.

É. desisti do projeto lá. Eu não deveria estar aqui (como sempre), mas sabe quando você precisa desabafar? Naquele esquema diarréia mental mesmo. Eu não durmo direito faz umas três noites que eu não sei o que é dormir (quinta: prova escrita e redação do simulado; sexta: prova de história; sábado, hoje: prova objetiva do simulado), e nesse meio tempo meu cérebro recebeu informações demais. De verdade.
Aí que eu decidi deixar as lições pra amanhã, e hoje descansar (minha cabeça tá me matando, sério), mas aí eu decidi que precisava falar tudo, here I am.
Bom, com o tempo eu me livrei de todos os meus problemas antigos. Mentira.
Na verdade de uns dois meses pra cá eu descobri (não fisicamente, por experiências alheias) um "mundo" novo, que eu particularmente odeio. As drogas.
Tipo, todo mundo que eu ia conversar, conhecia alguém que já tinha usado drogas, ou pior, já usou ou usa drogas. A maioria usa maconha, mas olha... você vai acabar indo para outra coisa, amigo.
E eu odeio isso. Nunca vi um problema em ser legalizado, ser proibido, e o caralho. Mas eu sempre soube das consequencias que isso teria na sociedade, todas as alternativas possíveis (eu tenho devaneios nesse nível, já pensei o que aconteceria se Star Wars virasse realidade. E eu não estou brincando), e por isso, sempre acabava concordando com a de sempre "manteremos proibido, e vamos fingir que ninguém usa".
Mas assim, eu já tive casos de dependentes químicos na família, e eu sei o inferno que é. Eu vivi no meio desse inferno.
Aí primeiro uma pessoa que eu conhecia há anos, e confiava pra caralho, começou. Depois outra, que eu acabei pegando um certo nojo - e eu tenho certeza que todos também pegariam se tivessem ouvido o que eu ouvi -, e quando eu "me livro" de tudo o que eu tava sentindo, tava super feliz, yaaaaaaaaaaay n, vem uma criatura e fala que o outro também tá nessa. E ainda completa com um belo "pode ser que você seja a que vai tirar ele dessa". Tipo......................................................................... Colei poster do Slipknot na cruz?
E assim, eu não entendo o que faz esse povo a fazer isso. Os porra tem tudo, sabe? Beleza, o último (que é o mais filho da puta, devo acrescentar) mora só com o pai (it's not a problem) e a mãe não tá nem aí por ele. Tá. Mas ele é rico pra caralho. Tipo, RICO PRA CARALHO DE VERDADE. Com direito à viagens anuais ao exterior (se eu for pro Paraguai uma vez na vida, de busão sem ar condicionado, sem banheiro, e no verão Rio 40°C, já é uma daquelas coisas que você vai tirar MUITAS fotos e fazer um álbum no orkut - que orkut, Camila? - pra por as mesmas. Tipo quando você se forma no inglês e vai pra Disney. Só que mais humilde. E a legenda seria Donde los sueños se convierten en realidad - porque é o que acontece no Paraguai. Tu sai de lá com tudo, e por menos de 500 dólares), as porra tudo da Apple (sabe o iPod? O Shuffle. O mais furreca. Então, nem ele eu tenho), e tudo, mas não. A phophura tem que dar uma de coitado e usar drogas.
Sabe, não julgo as pessoas por isso. Não mesmo. Eu tenho meus vícios também (só que os meus não são ilegais), mas não é pra tanto. Os argumentos não justificam, sabe?
Aliás, eu julgo um tipo de drogado. Os drogados de modinha. Tem gente que usa por que gosta, porque tá afim. Mas, sempre, sempre, sempre, sempre tem aquele que usa por status quo. Esse dá vontade de bater. Sério.
E enfim, eu queria entender, juro que eu só queria entender, porque as pessoas TEM que fazer isso? É tipo um pré requisito pro nome constar no meu diário (que, acredite, tá mais parado que esse blog) que não me avisaram? É algum tipo de karma? Tipo, dá pra alguém me explicar, ou tá mei-difícil?

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Dia 20: Uma poesia.

Que vergonha aparecer tanto tempo depois! Mas assim, o Ensino Médio tá me matando. E eu achando que o 1º era de boa.
NEM FODENDO!
Mas enfim, eu não sei nenhuma poesia.
Eu não quero saber de poesia.
Eu não me importo com poesia.
Mentira.
Eu só quero dormir sem me preocupar com lição, trabalho, seminário, e prova. Só isso. :)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

De novo, ui!

De novo, o que, Camila?
Bom, hoje eu acordei exatamente assim:


CARALEO VOU FAZER QUINZE ANOS, POPULAÇÃO BRASILEIRA (?)


Não que isso seja super ÓÓÓÓÓ, mas me botou pressão, rere. Sabe, eu tô indo pro Ensino Médio (grande merda, uahuahuahauh), e sei lá, eu lembro que quando eu era criança, eu achava fazer 15 anos super legal. Era a idade que as minhas primas, vizinhas e meninas de 15 anos que eu conhecia começavam a namorar, começavam a sair, fazer RGs falsos, e tal.
Eu não pretendo fazer nada disso. Aliás, nem se eu quisesse, eu sei que nada disso vai acontecer.
Nem mesmo a festança dos quinze anos. Eu sou pobre. Oi.
Mas sabe, apesar de eu ter tirado a mágica dos 15 anos, e estar me sentindo terrivelmente nova falando isso (qual é, tem gente que lê isso que tá na faculdade, mano), a verdade é que eu tô preocupada.
Eu tenho 3 anos pra fazer as coisas que eu deveria, mas não quero, e decidir o que fazer pro resto da minha vida.
Eu não quero isso. Eu só quero uma torta, porque iria bem agora dormir.
Parece estúpido, mas é. EU só quero curtir a minha malemolência e a torta antes dita!
E sarar dessa merda que tá dentro de mim. Eu não faço nada o dia inteiro. O ponto alto do dia é tomar banho porque muda a paisagem. Porque eu tô passando os dias inteiros variando entre o meu Wallpapper do Darth Vader (com direito às vozes de M. Shadows - o menino que tem cara de mal, age como mal, fala como mal, mas no fundo é uma fofura, Caleb Followill - o caipira descolado que acha que eu levo à sério essa voz de quem se drogou, Kurt Cobain - tá, esse aí eu levo à sério tudo, e não posso fazer piadas. É contra toda e qualquer fibra do meu ser, e Renato Russo - outro que eu não me permito fazer piadas, mas não por ser tão fã assim rs é que Faroeste Caboclo faz parte da rotina. E Dezesseis.) (não sei porque dei características Q) com as paredes brancas (assumo que cantei Cine) sem graça + TV igualmente sem graça com filmes sem graças (e a TV é p-a-g-a, só pra piorar).
Pijama é a única roupa que eu conheço, e o meu café da manhã hoje foi uns dois goles de suco de limão e um copo de água acompanhado de alguns comprimidos. Lindo.
Tô precisando de vitaminas, o pouco que eu como eu vomito de tanto que eu tô tossindo vou comprar um Gatorade.
Nem vou. Atravessar uma rua pra chegar na padaria. Muito longe. Vou voltar pra TV e meu edredom. É.
Rezem por mim. Sério. Tá tenso. Eu fiz cookies ontem (sim eu sei fazer) (sim, é mtmtmtmtmt bom \o/) e só comi um. E na metade dele eu já num aguentava mais.
Mano, eu sou daquelas que come um boi sozinho se deixar. Merda. Tô mal mesmo. Mesmo.
Tá. Já deu. Não paro com isso dos pontos. Merda. Merda.
AAAAAAAAAAAH CU Q



Essa foi a coisa mais sem noção que eu já escrevi. Mas grande parte é verdade. Acredite em mim. São os vírus que em mim vivem que estão me atrapalhando. Perdão.

domingo, 28 de novembro de 2010

But you're eyes will always show me the true.

Sabe, eu talvez tenha entrado numa fase muito... Peculiar.
Eu ando muito introspectiva. Eu ando sempre me importando com o que eu estou no momento, sem me importar muito com o futuro ou o passado (o que me fez rever alguns de meus sonhos e conceitos), eu entrei naquela fase da adolescência que você para de se importar com as coisas. Você simplesmente vê que tanto faz, como tanto fez, você vê que você não é nada, mas você pode mudar o mundo inteiro se quiser.
Tudo isso me fez ficar naquela "não quero amar. Amar é coisa para crianças", mas não, eu não quero sair por aí pegando todo mundo. Eu acho isso ridículo.
Eu simplesmente quero ficar sozinha, com ou sem amigos, viver do jeito mais razoável possível, tipo, parar de querer ser a aluna perfeita, parar que querer sempre fazer tudo certo, ser uma adolescente "normal", porém sem a parte da curtição. Sem as festas. Sem as herpes UAHAUHAUHUHA, sem essas coisas todas.
Ser feliz, dentro do meu quarto, pirando com as MINHAS músicas, sozinha, de pijama, deitar e dormir por 17 horas.
É o que eu quero.
Só isso.
É a coisa mais fácil que eu posso fazer, mas eu NÃO consigo.
Sempre aparece alguma coisa pra quebrar tudo o que eu consegui fazer até agora.
Quase como um cubo mágico, quando você está quase conseguindo, vem alguém e mexe, e desmancha todo o seu trabalho.
Tipo, pessoa querida, pare. Saia daqui. Cuide do seu próprio cubo.
Ou então, se quiser mexer no alheio, ok. Mas NÃO NO MEU CUBO.
E essa foi a pior metáfora da minha vida, mas tudo bem.

sábado, 20 de novembro de 2010

Hold on, let me think.

Sabe, eu descobri que tudo o que eu achei que fosse o fim das coisas, na verdade é o começo de tudo.
Eu sempre disse isso, eu escrevo sobre isso, mas eu nunca tinha sentido isso.
E não é bom assim como as pessoas dizem. Não te faz sentir melhor. Não faz tu te sentir vivo de novo, ou mais vivo que antes.
Na verdade tu continua a mesma coisa, só que tu vê tudo ao teu redor mudar.
Mas por dentro, é a mesma coisa.
O que faz com que eu continue mais ou menos como uma pedra de gelo por dentro.
E todo o medo de me machucar de novo, de que me machuquem de novo.
Não necessariamente com aquele lance de "meu Deeeus, meu amor me deixou, que que eu faço, Márcia?", mas inclusive toda a coisa do bullying, toda a coisa das feridas que eu causo à mim mesma.
Todas as feridas que eu cultivei dentro de mim, em silêncio. Todas as feridas que eu não permiti se cicatrizarem, todas as que eu quis manter sangrando, pois achava que era a única coisa que fazia com que eu me sentisse viva.
Talvez realmente fosse. A dor que fez com que eu com que eu me sentisse viva, que fez com que eu percebesse que estava esquecendo que eu ainda respirava, que eu ainda poderia melhorar.
Óbvio, que algumas dessas feridas ainda permanecem em mim, como a de eu não conseguir sair. Porque isso provavelmente vai ser a pior memória da minha vida pra sempre. E hoje em dia, não é uma memória, é minha vida. É o que eu passo todos os dias.
Mas talvez eu de fato tenha sido boba todo esse tempo, tirando pedaços de mim pelas pessoas, enquanto tanta gente me dizia que eu não precisava de nada daquilo.
E agora, eu não vivo mais só esperando e sofrendo. Aliás, eu ainda vivo só esperando, e me machucando como antes, mas eu simplesmente aprendi que se eu continuar assim, nada nunca vai mudar. Que eu tenho que me mudar POR DENTRO, e aí sim as pessoas poderão ver o que eu realmente quero dizer.
Com tantas feridas igual antes, eu tinha aprendido a esconder tudo, até mesmo pelo olhar.
E eu tenho parar com isso. Eu preciso.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

27 de abril de 2010 - 22:12

"Não desista, por mim, de verdade, se você gosta um pouquinho de mim, tenta melhorar, eu não posso te perder, Mila, eu te amo."

É mais ou menos assim que a gente percebe como as coisas são, lendo mensagens antigas do celular.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Hora de falar sério.

Eu geralmente venho postar aqui por causa de coisas que me revoltam, fazer piadinhas sem graça que a maioria das pessoas que leem (todas as duas N) não entendem, pra divulgar minhas reflexões bobas, ou postar trechos de músicas que significam algo pra mim. Legal.
mas a real é que hoje eu decidi que vou falar sobre os meus sentimentos mais puros, aqueles que eu tento esconder até de mim mesma, aqueles que realmente me tocam de alguma maneira, aqueles sentimentos que me fizeram fazer um blog. Pra ter onde falar sobre eles. Mas eu nunca falei. Não por medo de ser julgada. mas simplesmente, porque o ânimo nunca é o bastante. O tempo nunca é o bastante. Ou eu simplesmente acho que outra coisa será mais interessante.
Mas a verdade é que de um tempo pra cá, todas as pequenas coisas que acontecem tem me ferido de uma maneira que eu não sabia que era possivel. E tudo isso vem tirado a minha vontade de ler e escrever. E isso dói em mim. Minha vida são livros, histórias, fic, bulas de remédio, rótulos de shampoos, e palavras jogadas numa mesma frase. Eu não posso ficar sem isso.
Então, sim, eu preciso escrever aqui as coisas que eu não seria capaz de colocar no meu diário (sim, eu tenho um); primeiro porque eu acharia sem lógica escrever esse tipo de coisa, num diário, lá é o lugar de colocar as coisas boas pra lembrar depois. Segundo porque eu provavelmente vou escrever MUITO, e no diário eu desanimo.

A verdade é: eu sou nostálgica, eu sou platônica, eu sou megalomaníaca, eu sou enjoada, eu não CONSIGO me divertir se não no computador, ou com minhas amigas, o que geralmente significa na escola. Eu não gosto de sair, eu NÃO QUERO sair. Eu não me importo se enquanto as pessoas da minha idade já beijaram mais de dez num dia só, eu nos meus 14 anos inteiros só beijei dois garotos. Na verdade, eu sinto orgulho de mim por isso.
Eu não me importo se enquanto as garotas da minha idade usam salto altíssimo, usam quilos de maquiagem, e tem trocentos perfumes em casa; eu só uso tênis (tênis não! Só All Star mesmo), minha maquiagem é lápis de olho, e eu não tenho um perfume se quer. (qualquer coisa com cheiro que eu uso, eu começo a espirrar. Nem o meu shampoo tem cheiro. Isso é sério!) E o maior desleixo feminino: eu não tiro a merda da sobrancelha. Mas não que seja proposital, na verdade eu tenho razões para: eu não consigo tirar eu mesma, porque se eu for, eu preciso estar de óculos, se eu tô de óculos não dá pra ver a sobrancelha. Meu grau aumentou, e eu ainda não fui fazer outro óculos, é. Minha mãe me fazia esse favor, mas eu não vejo ela nem uma vez por mês agora, haha. Eu tenho preguiça de pedir para alguém me ajudar/ir em algum lugar.
Mas eu realmente não vejo importância alguma nisso.

Porque, talvez por causa da minha "falta de feminilidade (?) mínima necessária para uma adolescente", eu cresci muito mais rápido do que as outras garotas (não que elas sejam imaturas. Eu que sou a torta, lembrem-se!), e a verdade é que quando eu tento agir do mesmo jeito que as mais maduras delas agem, eu me sinto uma criança. Me sinto num território totalmente desconhecido. E não é aquele desconhecido tipo "wow, vamos explorar, caçadores de aventuras!" (sinto que isso é de um desenho, sério), é do tipo de desconhecido que te deixa extremamente desconfortável.
Quando eu tento ouvir as coisas que muitos ouvem (erm, happy rock? Pop. RnB, e sei lá mais o que ouvem. AAAH, E JUSTIN BIEBER!) eu me sinto traindo à mim mesma.
Se eu saio pra comprar alguma coisa, me contento à dois esmaltes (sou meio viciada em pintar a unha, não em comprar esmaltes, mas sim em usá-los), e um sorvete. No máximo um chocolate ou um chiclete. É contra todas as minhas células sair pra gastar. Sair pra beber. Sair pra dançar. Eu não sei dançar! Minha mãe reclama comigo sempre que eu falo com ela, que eu fui bailarina por trocentos anos, e não sei dançar nada. Pega uma vassoura. Dança com ela. É o mesmo que dançar comigo.
Eu não me importo em ser mais rica, em ter uma casa maior, em ter uma casa própria (meus pais moram de aluguel, e aí?), eu não me importo se estou ou não dentro da moda, não me importo se tenho iphone, ipod, ipad, macbook e sei lá mais o que da apple (na real, eu AMO o meu celular verde neon cine metálico apenas na luz do sol, mas ele não tem cabo usb, não tem como colocar música, e zas. E entre comprar um celular novo, e comprar um ipod e uma camera digital, sai mais barato um celular sério), não me importo se numa hora eu escrevo certo e na outra não. Não me importo com essas coisas superficiais.
Tipo capa de trabalho. O que vale mais, um trabalho mediano com uma capa MEEEGA LEEENDA, aquela coisa com glitter, e o glitter não cola na tua mão quando tu encosta. Uma coisa de outro-mundo, OU um trabalho bom com uma capa simples, normal, sem muita viadagem ou creuzisse?
É mais ou menos assim que eu vejo as coisas. Mas não só os trabalhos, eu vejo TUDO assim.
De que me adianta (viver na cidade, se a felicidade não me acompanhar?, adeus paulistinha do meu coração, lá pro meu sertão eu quero voltar... Tá, volta Camila) ser a gata sensual arrasa na night, a mina zika nois só porta pulo-do-gato, ser a popular que todos desejam, ou qualquer outra coisa, e ser vazia? Ou menos cheia? Ou ser alienada?
Eu prefiro ser a estranha, excluída, loser, nerd, cdf, medrosa, fútil, infantil, (são as coisas que falam que eu sou, ué) e etc., e ter a mentalidade que eu tenho hoje. Me lembro de que quando eu morava com minha mãe, muitas vezes ela vinha pedir conselhos pra MIM, e não eu que ia pedir pra ela.
Eu sou tudo o que dizem, mas eu sou provavelmente a única (entre as pessoas com quem eu convivo) que consegue conversar com um adulto sem se sentir minimizada, sem se sentir inferior de qualquer maneira, sem sentir que está falando coisas bobas. Aliás, quem mais de 13/14/15 anos já ouviu alguém da família virar e falar "Sabe, eu sinto orgulho de você. Porque desde o jeito que você fala, às músicas que você ouve, às roupas que usa, aos sonhos que tem. Tudo no seu jeito de se comportar e pensar mostra que você não é como as outras pessoas da sua idade. Você é bem madura. Muito mais madura que tantos adultos por aí.", quem já ouviu um tio pedir conselho quando tava se separando? Quem cuidou de uma mãe que sofria por causa de um divórcio, que passava noites sentindo alguém chorar no seu ombro sem poder fazer nada, durante uns 8 meses? Quem de 14 anos sabe o que é perder tudo o que tinha. não no sentido "aai, meu namorado me deixou, o que eu faço, Márcia?", mas do tipo não ter dinheiro pra nada, perder todos os amigos, não ver os pais nem nos fins de semana, ficar sozinha e com medo, sem ter o que fazer pra ajudar, e continuar atrapalhando?
Desde os meus 10 anos eu sou uma adulta presa no fato de ter nascido em 1996. Desde meus 10 anos eu tenho que viver com o fato de que eu TENHO que ser capaz de viver sozinha, com medo, ou sem ele. Desde os meus 10 anos, eu tenho que lidar com problemas psicológicos.
Desde os meus 10 anos eu tenho que viver relembrando e remoendo as coisas boas e más, viver imaginando pra poder ter uma vida normal. Eu que me iludo todos os dias, achando que eu estou conversando com meus amigos, que nós estamos felizes, que eu estou fora de casa, quando na verdade eu to sentada no sofá olhando pra TV.
Eu to sempre tentando me colocar no lugar das outras pessoas, não só por ter compaixão quando elas estão mau, mas pra poder ter uma vida normal. Quando eu tive uma vida normal? Quando eu brinquei com outras crianças? Quando eu tive uma paixão que (mesmo que boba) fosse correspondida? Quando que eu tive um daqueles namorinhos bobos de primário, que as pessoas compraram balas, e ficavam as dividindo, e andando pelo pátio do colégio de mão dadas? quando eu falei "ah, vou comprar tal coisa" sai de casa, peguei um ônibus ou sai andando, comprei, andei um pouco, conheci pessoas, fiz amigos e voltei pra casa?
Sabe quando você quer sair por tudo? Aquela agonia, de querer sair desesperadamente? Então quando eu morava com a minha mãe, eu ia dar uma volta no condomínio, porque era um condomínio REALMENTE pequeno. Aqui na casa do meu pai, é um condomínio enorme (21 prédios - cada um com 15 andares -, padaria, pista de skate, biblioteca, quadra esportiva, creche e feira --- tudo isso SÓ no condomínio) eu abro a janela e fico olhando os carros. É a explosão de liberdade. E mesmo assim, eu provavelmente já vivi muito mais (não tão intensamente, mas mais mesmo assim) que muita gente. Porque eu não vivo tudo pouco me importando, tipo "pff, dane-se, amanhã vou sair/comprar de novo". A verdade é que ir no mercado (ou até mesmo na padaria, QUE É NO MEU CONDIMINIO) pra mim já é algo tão sublime, que cada detalhe é importante. É praticamente a cena do suicídio da Julieta, em Romeu em Julieta. Cada detalhe faz parte do climax da coisa toda. Tanta coisa que se eu for na portaria do prédio pegar alguma carta, eu volto tão diferente, eu esqueço o que eu tava fazendo antes. E não só por não ser tão atenta assim.
E é por isso que eu não me importo se todos os meus amigos são da internet. É por isso que eu não me importo quando as pessoas falam de mim. Não me importo com o que elas pensam. Porque ou eu to quase em estágio vegetativo, ou eu to praticamente hiperativa por ter ido comprar couve no sacolão.
Então não, o fato das pessoas me acharem estranha não me incomoda. E eu realmente estou bem assim. Eu estou feliz. Eu estou muito mais feliz assim, do que muitos que tem uma "vida normal". Então, POR FAVOR, não venha me julgar.
Não julgue o modo como cresci, não julgue o comportamento da minha família em relação à mim, não julgue o meu modo de andar ou falar. Tu pode saber meu nome, tu pode saber onde eu moro, tu pode saber minha idade. Mas tu não sabe minha história. Tu não sabe meus maiores sonhos, tu não sabe o que se passa dentro de mim. Muito menos do meu cérebro.
Aah, e também não me julgue por sonhar demais. Ou falar sozinha. É a MINHA vida, ok? E e vou viver do jeito que EU quiser. Eu tô cagando e andando pouco me fo-den-do pra ti, coisa-phopha.


Você sonhava acordada, um jeito de não sentir dor, prendia o choro e aguava o bom do amor.



Uptade básico ali huahuahuahuahuah, oi

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Somos uma geração sem peso na história. Sem propósito ou lugar. Não temos uma Guerra Mundial. Não temos a Grande Depressão. Nossa Guerra é a espiritual. Nossa Depressão, são nossas vidas. Fomos criados através da TV para acreditar que um dia seríamos milionários e estrelas de cinema. Mas não somos. Aos poucos tomamos consciência do fato.
E estamos muito, muito putos.

Alguma comunidade aleatória do Orkut


Afinal, o que é Guerra? Bombas atômicas? Explosões? Judeus em câmaras de gás? Ou simplesmente brigas estúpidas por causa de petróleo?
O que é Guerra? Qual foi a Guerra? Pessoas precisam morrer, e prédios precisam cair, sangue precisa rolar, e algum ditador tem que ordenar tudo isso?
Só por que Hitler morreu, Mussolini renunciou, e Jesus foi crucificado, você acha que a Guerra acabou?
Jesus, Che Guevara, Tupac Amaru, Lenin, Trotski, Mao Tse-tung, Zumbi dos Palmares, Nelson Mandela, Spartacus, Karl Marx, Friedrich Engels e tantos outros revolucionários que lutaram e ainda lutam por tanta coisa, e você ainda acha que a Guerra não existe? (Acho que nessa lista de revolucionários eu deixei meio óbvio o meu lado comunista, né? E o lance de não curtir muito os americanos estado-unidenses, né? Mas enfim, existem muitos deles que são dos EUA, e bom, eu os respeito - e me sinto feliz por existirem pessoas assim lá também - mas minha memória é um tanto quanto seletiva e não lembra de nenhum, hehe)
Você realmente acha que tem que esperar as coisas estourarem (no sentido figurativo) pra sair lutando? Você sabe quantas pessoas já lutaram, pra você poder estar confortável como está agora? Quantas pessoas lutaram pra você poder escutar suas músicas com palavrão, quantas pessoas lutaram pra você poder usar tua mini-saia? Quantas pessoas não deram o cara a tapa, quantas pessoas não sumiram, quantas pessoas não morreram?
Não só no Brasil, no mundo inteiro!
E você realmente acha que o mundo está bom o bastante? Você realmente acha que o TIRIRICA na política vai melhorar o país? Vai nos fazer desenvolver como país, e evoluir como seres-humanos? Não! Não vai!
Na verdade, é pouco provável que o ser humano evolua. As pessoas se tornaram egocêntricas e fúteis demais pra isso. Mas é muito utópico acreditar que isso vai acontecer!


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Samba, praia e futebol dão charme pra esse país com fome, doença e repressão.

Feliz ano velho.

A verdade é que ultimamente eu ando muito politizada (corram!).
Ando me interessando muito por certas coisas que me dão um certo medo. Aliás, o que milhares de pessoas não passam/passaram para nós estarmos aqui agora?
E aí que meu pai falou que nossa família tem descendência judia. Aí hoje eu assisti pela primeira vez O menino do Pijama Listrado (koé, li o livro uma vez, e só consegui pensar em duas coisas "pfff, deixaram as coisas mais bonitas, pra fazer um filme" e "pff, to depre, maldito Bruno, POR QUE FEZ AMIZADE COM O JUDEU? EU TAVA FELIZ, TU PODERIA TER FICADO COM A VOVÓ, ALIÁS, ELA MORREU, SAI CORRENDO BRUNETI!" mas ok), e eu fiquei depre de novo. Sei lá, mexeu comigo de alguma maneira, fez com que eu (por alguma razão divina NNNNNNNN) só percebesse agora que minha família foi judia, e provavelmente alguém muito distante de mim deve ter morrido nas mãos (ou câmaras de gás AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHAHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHA não. Não mesmo. Nunca.) de algum nazista por aí. Hmmm, estranho pensar assim.
Enfim, hoje, eu finalmente descobri que eu sou social-anarco-comunista (ok) demais pra suportar tudo isso. E aí, que algo dentro de mim saiu voando por aí, e deu alok, cato umas panela e saiu fazendo barulho por aí. (pausa para refletirmos: com descendência judia e social-anarco-comunista [Deus]? FOGE PRAS COLINAS, CAMILA! FOGE, VAI, EU DOU COBERTURA!) (Só eu tô me sentindo meio mais idiota que o comum hoje? Deus, salva minha alma aê, valeu!)
Pois é, tô aqui pra avisar que eu não tenho mais meu cabelo verde (nãã~~aao :/ volta pra mim, cabeleti), to com uma calça jeans escura, e uma blusa de moletom branca, se alguém me vir batendo umas panelas, gritando pela reforma agrária, ou pedindo qualquer coisa bonita, não chamem a polícia, me tragam de volta pra casa. Obrigada, salvem a vida de uma criança adolescente feliz, com uma vida toda pela rente.
Amém!

sábado, 4 de setembro de 2010

Vou morar numa bolha! II

Sim! Eu ainda quero a minha bolha!
Mas sabe, quando tu acha que as coisas ficaram mais calmas, porque agora é o-pega-pa-capa, todo mundo dando trabalho, prova, lição, blábláblá, NÃO MELHORA!
As pessoas ainda cantam na sala. As pessoas ainda sentam perto de você. As pessoas ainda tentam conversar com você!
Assim, amiga (o), a verdade é que tem dias que eu não quero falar com minhas amigas. Na verdade, na maior parte do tempo, eu tô irritada. Na maior parte do tempo, eu tô cheia de ódio pra espalhar pelo mundo.
Se você não mexer comigo, eu vou continuar quieta. Mas se tu ficar provocando, eu vou explodir, mano!
Olha, eu não tenho paciência nenhuma. A verdade é que eu sou muito desligada do mundo. Tenho tudo pra ser a idiota da estrela. Mas Se tu fala um "a" quando eu quero silêncio, eu já vou começando a me irritar. Mas eu sou tão calma, que isso demora um pouco. Mas é assim, falar, e o pavio é aceso. Ele só é muito... Comprido, entende?
Mas assim, não vem me falar que eu sou infantil, que me irrito por qualquer coisa. Infantil é você que não percebe que já tá na hora de tomar vergonha na cara, e perceber que tá gorda, e parar de usar essas roupinhas apertadas só pra mostrar os peitos. Falei mesmo. Joguei na roda.
Mano, pra que querer usar uma roupa que quase para a tua circulação sanguínea, só pr'os teus peitos ficarem aparentes?
Querida, quer ser puta? Seja. Mas com dignidade.
Sei lá, num é meio ridículo, falar no meio da aula "se eu fosse mais velha, pegaria o professor Paulo?", olá, ele é nosso professor de história. E ele parece o maluco dos padrinhos mágicos. PARECE MESMO! Juro. Quer ver a aparência do sor Paulo? Olha uma foto do prof. Crocker. só tira a corcunda. E adicione muito anarquismo. Muito mesmo.
Mas quer saber?
Canta. Se mostra. Pede pra te comerem no meio da sala. Fica se colocando nessa posição ridícula que tu se põe.
Só que, por favor, repete de ano logo!
E não, eu não te (ou as) odeio. Mas se tu (vocês, hehehehehe) quiserem morrer, não vou interferir.
E SE CANTAR FUNK DE NOVO, VOU ENFIAR UMA BATERIA NA BUNDA VOCÊS! VOU MESMO.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

What a night for a dance, you know, Im a dance machine.

With the fire in my bones, and the sweet taste of kerosene.

Hoje, depois de um dia cansativo na escola, depois de almoçar feijoada com batata frita (Deus, é verdade), ter ficado na escola até às quatro, ter feito lição, estudado pra caramba, estar com sono, com febre, cansada, doente, querendo caminha, eu decidi (por alguma razão no mínimo, inútil) ver as notícias musicais de hoje no site lá do Terra.

E aí que eu leio "
Kings Of Leon não quer liberar músicas para o seriado americano Glee", e eu quase saio pulando de felicidade.
Aliás, MANO, QUAL É A MERDA DA GRAÇA DE GLEE? Sinto falta de quando o que existia de galere de escola que cantava, era Chiquititas. Ou das crianças do orfanato. NÃO IMPORTA. Sinto falta daquela época. Até High School eu suportei. Mas depois, virou farofa-fa, gente. (:
Mas ok, respeitando a opinião das pessoas que curtem, eu fiquei feliz porque cara, falar pra a galere de um seriado usar tua música ali, só pra uma cena, é se vender demais.
Por isso no dia que eu vi uma vinheta de Glee que eles cantavam Beatles, AC/DC, e Madonna, eu jurei que nunca assistiria. E eu vou cumprir isso.
Mas assim, eu fui ver os comentários. Deus, POR QUE EU FUI VER OS COMENTÁRIOS? Primeiro, eles (e só eles) podem dizer se querem ou não ter um sucesso só. Segundo, as músicas são DELES, e ELES fazem o que ELES quiserem. Não o que uns posers querem que eles façam.
Sinceramente, não respeitar algo que uma banda (que tu te julga fã) é o exemplo mais clássico de "ser-poser-de-merda"!
Aliás, QUEM DISSE que Use Somebody é tipo, a música mais conhecida deles? Ok talvez seja, mas se é, é porque a sociedade em si não vai procurar as outras.
Por exemplo, se você quer comer mertillo, você vai em algum lugar comprar. Se você for numa feira por exemplo, e não tiver, você volta pra casa sem. E semana que vem você vai e pede de novo. E depois de novo. E de novo.
Vai chegar um dia que o cara vai te ver, levantar uma caixinha cheia de mertillos, e sorrir pra ti. Por que? Porque você procurou, e achou. Lei da oferta e da procura, tu repete o 8º ano/7ª série se não souber isso de cor.
Aí galera vem dizer "aaah, mas as pessoas só conhecem essa música deles" LÓGICO! Porque grande maioria das pessoas hoje em dia, não vão atrás das músicas que significam algo pra eles, não procuram, não fuçam, não metem o bedelho. Elas apenas ouvem as músicas que são "destinadas" à elas, por uma outra parcela da sociedade que tem um pouco mais de atitude.
Por exemplo, tu diz que teu cantor preferido é o Usher, mas tu nunca votou nele, num desses programas quaisquer de clipes. Aí um dia ele vai estar em primeiro, tu fica feliz, mas tu não estava ali, participando daquilo. Não foi VOCÊ que o colocou ali, foram outras pessoas, que por alguma razão, tiveram a atitude de ir e votar. Ao contrário de você (e todas as pessoas da sociedade, não estou querendo colocar a culpa em ninguém), que apenas esperou. Sentou a bunda no sofá e pensou "nossa, queria ver um clipe do Usher"! Entende a diferença? Pois é.
Eu por exemplo, sou cheia disso. Gostar sempre das músicas que não são hits, que não tem clipes, que as pessoas não conhecem.
Por que? Seremos sinceros, as músicas que viram hits/singles/na real, é a mesma coisa, os caras escolhem, por serem as mais fáceis de decorar, as que tem um ritmozinho mais baladinha, essas coisas todas. Aí o que acontece? Cai na boca da galera, vira chiclete, tu fica um ano e sete meses cantando sem parar, e teoricamente, tu iria procurar outras músicas, conhecer melhor, e ser fã.
Mas as pessoas se contentam com o hit/single/já falei sobre isso antes.
Ou seja, pelo amor de Deus, antes de reclamar dos Followill só porque eles não quiseram deixar uns atores aleatórios fazerem uma versão de um hit/single/MÁ-QUE-MERDA, pesaremos melhor!
Se coloca no lugar deles. Para pra tentar entender o que as músicas deles querem dizer, refleti um pouco, e depois vem dar a opinião.
PAUSA! TENHO QUE PUBLICAR ISSO! EU TO RAXANDO, JESUUUUUSS!

"Jessika:
Poise vc nunka assistiu e fika falando bosta ..! assiste primeiro , e muitas musicas q o seriado americano Glee cantaram fikaram melhor do q as originais dos cantores ... Por isso KOL nao liberou tem medo deles fazerem melhor ..! Até a Hailey do Paramore cantou a musica deles melhor .. "

DIOASHDIOASDHASIODHASIODHASODIHASODIHASODIHASIODHASIODHASIODHASOIDHASIODHASOIDHASIODHASIODHASOIDHASIODHASIODHASIODHASOIDHASODIHASOIDHASIODHASIODHASIODHASOIDHASIODH TÁ ME ZOANDO COM VIIIIGOOOOOOR! DOAISHDASIODHASOIDHASOIDHASIODHASIODHASIODHASIODHASIODHASIODH AI MURRI

Vamos aos fatos.
1º E ESSE PORTUGUÊS, AMIGA? VAMO TRABALHAR NISSO AÍ! 2º AHAM, as músicas na versão do Glee ficaram bem melhores mesmo. Vai ouvir Madonna, estúpida. 3º MAAANUUUU, é Hayley. 4º HAHAHAHAHA, cantar melhor que a voz zoada do Caleb (falu-memu)? NUNCA. Amiga, por favor, vai buscar tratamento. (:

E Glee é só comercial, gente. Não vamos achar que os losers da vida real terão vez, só porque cantam. VOLTANDO À REALIDADE, por favor.

That taste, aaall I ever needed, aall I ever wanted, too dumb to surrendeeeer!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Tudo poser prepotente.

Sabe, como eu já disse aqui, eu amo o Brasil, mas odeio certos tipos de pessoas que aqui habitam. Como por exemplo os que dizem odiar o Brasil, e usam toda a sua prepotência e estupidez pra colocar isso pra fora de suas cabecinhas de um modo tão repulsivo, falso, e vazio que dá vontade de rir.
Assim, eu entendo, existem muitas pessoas que de fato não gostam do Brasil. Não gostam de nada aqui. E eu as entendo. Na verdade, acho um abuso de pseudo-nacionalismo meu, ainda não conseguir aceitar o fato de que talvez eu odeie o Brasil.
Mas a verdade, é que eu não vejo motivos para. Primeiro, dizem que a história do Brasil é uma merda. QUER A HISTÓRIA DE QUEM ENTÃO, BEBÊ? Da Inglaterra que tem guerra? Da Alemanha que tem guerra? Dos estados Unidos que são uns bosta que fazem guerras SEM NENHUMA MERDA DE MOTIVO COM OS CARAS QUE ELES PREPARARAM MILITARMENTE? Querido (a), desculpa, mas não faz sentido.
E se você quer guerra, o Brasil tem. Minha avó tava viva na época da revolução de 30 (e já fazia um tempo, néééééé vó UAHUAHAUHAUHA parei), quer o telefone dela?
Sério, o que que vocês querem? Ter do que se orgulhar? Bom, a gente tem, mano!
Quer falar do rock no trabalhinho, e num quer falar da ditadura militar? Adivinha só, coisinha fofa, se num fosse uns loucos tudo drogado daquela época que tivesse dado a cara a tapa (no sentido mais literal possivel) naquela época, o seu énixix-xeru num existiria. Nem os menino do botão do videogame.
Então, por favor, antes de querer falar do Woodstock (dels, meu inglês tá um treeeeem), vamos nos informar melhor, certo? Eles pararam uma guerra, pararam. Parabéns pr'os estado-unidenses (toma na to-ba - hihihihihi - EU também sou americana, seus merdas), mas me fala uma coisa, quem que apanhou/desapareceu/morreu/etc pelo país? Hmmm, brasileiros.
Assim, não que pessoas de outros países não tenham feito isso. E por seus ideais assim como eles, e eu entendo (e respeito) isso.
Mas gente, antes de qualquer coisa, você tem que pelo menos RESPEITAR a merda do lugar onde tu nasceu, viveu, vai viver, e provavelmente vai morrer!
Será que eu sou burra, ou vocês que simplesmente não gostam de ver a verdade? ACORDA, MANO!
Sério, isso é vergonhoso. Eu realmente sempre quis ser uma daquelas pessoas que são super interessadas em política (devo assumir que sou em partes. Às vezes eu me canso, porque, bom, virou tudo a mesma bosta, né comunistas '-'), mas a verdade, é que eu descobri que tanto faz. Porque as pessoas com minha idade agora, simplesmente não se importam. Tanto faz como tanto fez. Sim, não importa se o cara é de esquerda, ou de direita, ai dar na mesma merda porque são todos gananciosos. Mas e aí, e se eu acordasse um dia e falasse que quero ser presidenta (nunca! Enfim, situação hipotética), eu (obviamente) não seria capaz de ser assim, tão... Bom, assim como os políticos de agora são.
Faria alguma diferença? Não. Por que?
Cara, até os meus seis anos de idade, eu ia com meus pais quando eles iam votar. Sabe o que eu via? Meus pais votando em qualquer candidato, porque não faria a diferença. E isso fazem oito anos.
Se a oito anos atrás, dois adultos com mais de 30 anos que tinham uma opinião formada, faziam isso, imagine as pessoas que tão começando a votar esse ano? Ou que vão começar daqui a dois anos, ou quatro?
Eu realmente tenho medo de daqui há um tempo, um retardado dar um golpe de estado, e tomar conta dessa merda toda.
Por que? Porque a galera de agora, não tá nem aí!
Se tá passando Big Brother, TUDO BEM! MATA, ENTRA EM GUERRA, VIRA NAZISTA, VIRA TUDO-MILITAR-DE-NOVO, DANE-SE! SÓ ME DEIXA CONTINUAR DANDO AQUELA ESPIADINHA!
Mano. Dá vontade de enfiar a espiadinha no (cara, desculpem, mas é necessário) cu de vocês!
A galera tá deitando, rolando, fazendo de gato e sapato deixando de quatro no ato, dormindo, acordando, começando, lavando roupa em cima de vocês, e vocês só se preocupam com o João da novela?
Cara, não é ser nacionalista (não, não é), mas é ter opinião! O-P-I-N-I-Ã-O! Sabe?
Aliás, num sabe.
Porque agora, qualquer bosta que um colírio fala, vira opinião nacional. Qualquer merda que um cara de uma bandinha de modinha fala, vira mantra. Qualquer coisa que vê no vídeo do PC Siqueira ou do Felipe Neto, vira oração.
(Não, concordar com o Felipe Neto quando ele diz que Colírio, Colorido, e Justin Bieber são uns merdas, não vão te fazer uma pessoa melhor, cuzona!)
Cara, vamo refletir um pouco por nossa própria conta, valeu? Vamo parar pra pensar no que A GENTE (que se escreve separado) quer de verdade?
Tu gosta de Justin Bieber? Beleza, cara, goste. Eu também gosto de coisas que as pessoas julgam. Eu gosto de McFly (que nessa fase pop está me matando. Musicalmente me matando de desgosto, e físicamente de outro jeito UAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAH CORROR), as pessoas dizem ser emo, e eu não me importo. Porque McFly significa algo pra mim.
Eu gosto de James Blunt, e mesmo todo mundo zoando dele, eu num to nem aí.
Eu ouço ópera, eu gosto de chá, eu curto uma bolacha água e sal com margarina a tarde, me chamam de velha, e eu rio. Rio mesmo. Não zoando eles. Eu rio com eles.
Porque eu entendo a razão deles dizerem isso de mim.
Então, se eu, se o João da esquina, se o vlogger bonitinho, o vlogger feinho, o estranho, o gaúcho, o paulista, ou um idiota qualquer falou "JUSTIN BIBA" não faça disso a sua opinião.
Cara, vamo olhar bem pras coisas, ver o que essas coisas tem de conteúdo, e mesmo se não tiver, se isso te fizer bem, se isso te fizer VERDADEIRAMENTE feliz (e não feliz só porque faz a sua amiga feliz), continua. Não, não é vergonhoso. Você deve se orgulhar, se você fizer isso!
MAS POR FAVOR, NUM VER FALAR QUE LEGIÃO NÃO É ROCK, E NUM VEM FALAR QUE KID ABELHA, LOBÃO, CAETANO VELOSO E TANTOS OUTROS NÃO FORAM IMPORTANTES PRO BRASIL!
Mas tudo bem, vai lá, vai lá falar dos drogados do Woodstock, como se só o fato deles serem estrangeiros os fazem melhores do que Caetano.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Mais ou menos uns três anos.

Eu me lembro claramente de quando eu comecei a usar o computador assim, com mais frequência. Computador não, internet. Desde os meus oito/nove anos eu jogava The Sims loucamente, assim, várias noites acordada.
Enfim, me lembro que mais ou menos no meio de 2007 eu e a Bárbara (minha amiguxa-irmã-ex-vizinha), ficamos mucho amigas, e ela tinha uma amiga (que depois virou minha amiga) A Gabriele. E a irmã dela tinha um fake.
Aí a Gabriele fez um. E por algum motivo eu e a Bárbara fizemos um também. Eu, no começo, achava ligeiramente estúpido. Brincadeira. MUITO ESTÚPIDO!
Depois de seis meses era vicio louco. E sabe, eu não me arrependo disso. Muito menos me envergonho.
Sim, eu fiz muitos amigos que nunca vi. Amigos desnecessários, amigos temporários, amigos falsos, e amigos muito, muito importantes.
Na verdade, eu conheci a Gabriele pelo fake, e a gente só foi se ver depois de uns meses.
Eu já conheci um amigo meu que conheci lá (que por sinal, é meu melhor amigo. Aaah, e ele é gay!), já passei horas no telefone (e eu ODEIO telefone) com amigas de lá. Já falei com irmãos e irmãs dos meus amigos. Já falei com mães de amigos. Já fiz uma mini-festa de aniversário pra uma amiga minha, pela webcam.
E sinceramente, eu não conseguiria fazer amigos como muitos que eu fiz ali, fora... dali. Por que? Porque eu conheci eles por um acaso (eu diria pelo destino), sem me importar com o que eles aparentavam ser. O mesmo eles comigo.
Tenho certeza que os amigos que eu fiz ali, são muito mais sinceros do que muita gente que eu conheço desde pequena. Tenho certeza que não importa o que aconteça, pelo menos uns cinco amigos dali eu vou ter pra sempre. Não importa o quanto eu os irrite, eles estarão do meu lado pra sempre.Não, eu não tenho mais fake. Desde o ano passado eu já não entrava com tanta vontade, e no começo desse ano eu desisti de tentar ficar ali. Aquilo já não era "legal" como antes. Até porque eu entrava ali pra falar com as mesmas pessoas que eu falava no meu MSN normal, mesmo.
Aí esses dias eu entrei no meu perfil antigo, pra ver quem ainda estava ali. Eu não achei uma pessoa que eu fosse realmente amiga, ali.
Sim, isso significa que todos os que eram "da mesma geração que eu" saíram de lá. Até porque eles tem no mínimo 14 anos, né? (A Sara não, mas é que ela faz aniversário no final do ano AUHAUHAUHAUHUAH, e eu falo loucamente com ela, ok!) e bom, a grande maioira quando tem essa idade acha coisas melhores pra fazer (no meu caso, eu achei dormir, comer, e jogar The Sims 3! Falando nisso, lembrei de instalar as expansões. E rezar pra funcionar dignamente dessa vez), e simplesmente saem dali.
E já que eu estava ali, no fake, comecei a olhar algumas comunidades aleatórias que alguns amigos meus estavam (a maioria, perfis inativos hehehehe Q), e eu achei uma que falava sobre "o fake agora tá um saco, blá blá blá, as pessoas esqueceram que também já foram capengas blá blá blá, pfff", aí eu fiquei pensando.
Ainda existem pessoas que com onze, doze anos fazem o primeiro fake hoje em dia? O fake é tão divertido e sadio pra eles quanto foi pra mim, nessa época? Eles ainda não se preocupam com o fato de serem ou não capengas (ok, ficar dividindo as pessoas entre capengas, não capengas, pops, tops, ou não importa qual merda usam é a coisa mais capenga do mundo! Um bando de adolescentes não podem julgar outros adolescentes pela internet!), ou ainda usam avatares supereditados (pô, já passei horas fazendo avatar UAHUAHUAHUAHAUUAHUAH), ou apenas fotos?
Enfim, será que tudo o que as pessoas dessa "geração de agora" estão vendo o fake como eu vi (uma brincadeira MUITO inocente), ou como uma competição estúpida?
Sério, eu fico ligeiramente preocupada com isso. Por que? Porque bom, todo mundo cresce (mesmo que pouco), ali. Mas as pessoas que estavam "começando" na época que eu tava saindo, elas não cresciam como eu cresci, lentamente. Eles cresciam num dia só, e superficialmente. E isso é preocupante. Por que?
PORQUE PESSOAS QUE SÃO IMATURAS VIRAM FÃS DE JUSTIN BIIIIIBEEEEEER!!!!!!!1111 E MÚSICA COLORIIIDAAAA!!!!11 EEEEEEEEE ESSAS BOSTAS TOOODAAAAAAS!!!!!!!!!!!111111
E eu já tô de saco cheio dessas pessoas.
Adeus.

sábado, 26 de junho de 2010

Talvez eu estivesse um pouco errada.

É verdade. Chega a ser irônico quando você finalmente percebe que nada vai ser como nos nossos sonhos. Quando nós vemos que tudo o que sempre desejamos são como bolhas de sabão, belas, e que sempre vão alto. Mas qualquer toque, ela some. Acaba. Desaparece pra sempre.
Aliás, o que a gente deve fazer?
Seguir em frente? Deixar o tempo passar? Esperar pela salvação? Se agarrar em alguma fé, e dizer que aquilo irá te salvar?
Acredite, eu já fiz de tudo. Nada vale de fato a pena. Eu vou fazer quatorze anos nessa quarta-feira, eu mal saí da infância direito, e eu já fiz de tudo.
Não vou mentir. Já cogitei desistir de absolutamente tudo, simplesmente parar de olhar, respirar, viver. Já tentei acreditar numa coisa totalmente espiritual, acreditar que Deus me salvaria. Já procurei por médicos, por remédios, enfrentar tudo de cara.
Já tentei esconder tudo de todos, já tentei jogar tudo na cara, já tentei sair correndo fazendo coisas que nunca quis, como um pedido desesperado por ajuda.
Me escondi. Me mostrei. Me enganei. Tentei ser completamente normal. Tentei assumir tudo.
Nada funciona, queridos.
Não que eu esteja sendo completamente negativa, ou qualquer coisa do tipo. A verdade é que eu, Camila, só eu não consigo ver o que eu faço. Eu entrei num estágio que as coisas simplesmente NÃO importam.
Aliás, no que eu quero chegar? No que eu DEVO chegar? No que eu vou me tornar?
Sério, chega uma hora que essas coisas não fazem mais sentido.
Eu não me importo, sinceramente, se é depressão, se é agorafobia, se é pânico, se é um medo qualquer. Sério, não importa. Eu só quero me curar. Não por médicos, não por salvações divinas, porque eu vi que elas não dão certo. E o pior de tudo, é a frustração de não conseguir.
Se eu for melhorar, eu vou ser capaz de fazer isso sozinha. Talvez alguma ajuda, sim, mas eu quero fazer isso no MEU tempo. Não no tempo que um médico escroto vai dizer que eu vou melhorar.
Enfim, a real é que eu estou pouco me lixando pro que vão pensar ao ler isso, o que vão me julgar, ou o que vão querer fazer por mim.
Eu não me importo com o que pensem da minha imagem, da minha situação, ou qualquer outra coisa.
Eu só quero me encontrar. Me ver de verdade uma vez na vida. Sem lágrimas. Sem medo. Sem ansiedade.
Eu só queria voltar a ser tão viva quanto eu era antes.
E eu sei que mesmo escrevendo isso, daqui a cinco minutos eu vou voltar a ficar... Triste e etc., mas eu preciso mostrar, não pra quem for ler, mas pra mim mesma, que mesmo por pouco tempo, eu consigo encontrar a sanidade mental. Que mesmo por segundos, eu consigo ver a verdade.
E, na boa, se tu leu isso, tu foi muito idiota. (;
Adeus.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Amor-de-orkut.

Eu tava fazendo um super post legal n sobre utopias e ideologias, mas aí algo no fundo do meu pâncreas gritous:
NÃO! É A HORA DE SALVAR O MUNDO, SUPER CAMILA!
E como um dia o planeta Terra vai se chamar Camilopólis eu respondi:
- Sim, pâncreas. Está na hora de salvar a futura Camilopólis do mal!
E cá estou eu.
Sabe, tem algo que vem me empurrunhando a vida de um jeito que ninguém consegue explicar.
Esses dias eu to perambulando no Orkut e vejo uma menina que estudava na minha escola. Ela tinha três álbuns no Orkut.
Um, que se chamava "todo mundo tem alter ego" - eu JURO -, que estava basicamente cheio de fotos dela com roupas curtas, no espelho, com doces super variados entre chiclete, pirulitos e... chicletes, com aquele sapato que chamam de "pulo do gato", e legendas de músicas de pagode.
O outro dela com um menino que se chama Thiago, com fotos dos dois se beijando, mais pulos do gato, mais roupas curtas, e mais legendas de músicas de pagode (a gente tem tudo pra dar certo, fica comigoooooo* e afins).
O terceiro era dela com uma menina, em várias poses que julgam "pelegas", "zicas", e que na minha época eram chamadas de "marotas', "supimpas", e "idiotas", mais algumas legendas de pagode, passando por sertanejo universitário, e terminando no funk.
Conclusão, é o tipo de gente que eu denomino, inútil, burra, e ligeiramente sonsa.

Hoje eu achei o Orkut dela de novo, com mais uma vez três álbuns.
O primeiro era basicamente a mesma coisa, só que com cada vez mais fotos, cada vez mais legendas de pagode, cada vez mais fotos no espelho.
O segundo ainda era dela beijando um garoto. Mas ele se chamava Alexandre.
O terceiro ainda era de uma menina trouxa, MAS ela se chamava Maysa.
Mais gente inútil, burra, e ligeiramente sonsa!

Enfim, e semana que vem, como vai estar? Felipe e Gabriela? (Aaai, tenho primos com esses nomes, e eles são irmãos! Mas ignore). Marcos e Vanessa? Juro que me sinto num looping (??????????????) (na dúvida, leia lupin que tá tudo bem) eterno.
Amar quem tu conheceu no Orkut é uma coisa. Mas deopis de uma semana trocar de namorado, tirar fotos toscas com ele e ainda colocar legendas de pagode (to fazendo amor com outra pessooooooooooaaa, mas meu coração vai ser sempre (?) seeeeeeuuuuuuuu!)? Cara. Que... Ousadia!!!!11111111!!!11!!1!1

*Marrom Bombom - Os morenos. Aquela do "tira a calça jeans, bota o fio dental, morena você é tão sensual [...]marrom bombom, marrom bombom, nossa cor marrom" enfim, tu reconhece que eu SEI!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Eu já era revoltada, mas agora corram.

Bom, como todos já devem - ou deveriam - saber, eu sempre tive uma opinião muito concreta sobre a deliciosa aula de educação física: desnecessária, inútil, e ligeiramente tonta.
É o tipo de aula que tira o foco dos estudos, que leva os alunos a reclamarem com o time quando eles fizeram merda, e lança expressões bombásticas que poderão ser usadas na sua vida para sempre. Exemplo.
- NOSSA, DESCOBRI A CURA DO CANCER!!!!!1 E DA AIDS!!!!! MAS OLHA SÓ QUE COISA, NA VERDADE EU TRABALHO NA NASA FAZENDO ~FOGUETES~, SENDO QUE NA VERDADE SEMPRE SONHEI EM SER MAESTRO. COISA DE LOUCO, NÉÉÉ?
- Bem tiiiiimeeee!
Pronto. conquistou o coração de nosso gênio, talentoso e meramente ilustrativo. Simples assim.
E bom, como - mais uma vez - vocês devem - ou deveriam - saber, desde quando eu tinha uns seis anos eu sempre tive assim, duas opções para um futuro brilhante, e uma que é assim, atestado de pobreza. a) ser cientista (VULGO química. Sempre quis misturar líquidos coloridos e causar explosões, desculpa aê); b) ser astronauta (não zoa); e por último, e OBVIAMENTE o que me faria vender à alma para o sistema pra tipo, conseguir comprar comida c) ser psicóloga.
Sabe, amo psicologia, mas convenhamos, ou tu vende tua alma mesmo, ou anda de sandália por aí. Mas como se eu for ser rica, vai ser só pra ter dinheiro mesmo, ser astronauta era assim, uma doce ilusão infantil. Então, descubra pelo o que a gente (eu) escolhemos. Uhum.
AGORA MIM FALA, SABER SACAR BEM QUANDO EU TIVER JOGANDO VÔLEI VAI ME FAZER SER UMA QUÍMICA MELHOOOORR?
JOGAR HAND VAI ME FAZER SER UMA QUÍMICA DA PERICIA LABORATORIAL DA POLICIA FEDERAL MAIS DIGNA, JUSTA, E BEM REMUNERADA (qual é, Marx era um gênio, mas ser rico deve ser bom)?
Eu respondo. NÃO VAI!!!!!!!!!!!!!!!!11111111111111

Agora à razão de tudo isso. Hoje é terça. De terça eu tenho aula de educação física. Ok. Tudo bem. Eu sempre faço as aulas. Sabe, é engraçado ficar lá sem fazer nada, ouvindo todo mundo falando pra eu me mexer, e quando eu faço alguma coisa que é realmente sorte, ninguém faz nada, e a gente continua perdendo. Sério, me distraí.
Bom, aí a gente entrou na quadra e eu olhei pra rede. Juro que eu senti meus olhos brilhando. Porque assim, se não é vôlei, é hand, e se tem um esporte que eu odeio é hand. Cara, ódio mortal mesmo.
Bom, eu fui, deixie minha mochila no cantinho de sempre, e fiquei lá, esperando o professor começar a aula.
Até aí tudo bem.
Aí ele fala:
- Separem em trios que hoje vai ser treino.
Ok, de boas. Mas eu queria jogar, né? Aí eu fiz uma cara de quem está ligeiramente triste com a noticia que anteriormente foi divulgada e disse mais para a Natália que estava do meu lado do que pro professor:
- Pô professor. Treino? Achei que a gente ia jogar...
E fui em direção onde estavam separando os trios de meninas. Uma aula normal até aí.
NIIIIIIIISSO, ASSIM, DO NAAADAAA, ele quase grita pelo meu nome e fala pra eu ir lá.
Eu com medinho fui.
Fui me ferrar de uma maneira esplêndida, né?
- Você não quer fazer a aula, sai da quadra.
Juro que ele disse isso. Eu fiquei pasma, olhando pra ele com uma cara até um pouco engraçada. Porque sério, eu tava mais preparada pra sofrer estupro do que ser colocada pra fora da aula.
Aí ele ficou ali, me olhando como se eu fosse uma criminosa, como se eu tivesse xingado a mãe dele ou sei lá o que, e quando eu senti que a sala inteira tava olhando, e que ele tava quase querendo explodir eu sai. Sai pra evitar maiores confusões, porque minha vontade era falar "HEEEEY, eu quero fazer a aula sim. Não coloque palavras na minha boca", mas isso causaria mais discussões, e piores consequencias.
Bom, eu fiquei ali, sentada na escada - pior, sem meu material pra, pelo menos, fazer algo de útil -, esperando por 45 minutos. E rezando pra que nenhuma de todas as duas diretoras decidissem ir pra quadra.

OI? Cara, não que eu seja perfeita, mas nenhum professor nunca reclamou de mim. Eu converso mas tenho tudo menos um mapa de história ihihihihihihhi Q em dia. Minha nota mais baixa foi 5,7 e grande maioria da sala tirou notas mais baixas.
Faço todos os trabalhos, faço as lições de casa menos o bendito mapa de história que não vai fazer diferença terminar ou não, sempre pergunto tudo o que tenho dúvida, ajudo meus colegas quando eles tem alguma dúvida e etc. Sabe, eu sou esforçada, mesmo.
MAS POR QUE EU TIVE QUE NÃO FAZER A AULA? Será que meu professor lembrou que eu tenho problema no joelho (o que não me impede de fazer as aulas de educação física. Aliás, só impede quando tá doendo muito, mas é tão raro que essa opção é quase impossível de ser colocada ali) e tipo "aaaaaah, vou fazer a boa ação do ano". Não foi isso. Na verdade, não importa o que foi. E não vai fazer nenhuma diferença eu sentir raiva, ou qualquer outra coisa, tanto é que eu to normal. Continuo com minha mesma opinião sobre o professor (baixinho, implicante, com um senso de humor um pouco estranho, poréééém uma boa pessoa. Boa pessoa mesmo. Acho ele muito gente fina), mas cara, a sala inteira ficou tensa. Sabe, todo mundo sempre me viu como uma das mais quietas da sala. E eu fui a primeira aluna que o professor coloca pra fora da aula.
Bom, foda-se.

Mas entendam minha revolta. ENTENDAAAAAAM! Eu fui colocada pra fora de uma aula que nem deveria existir! Cara, coooooomooooooo?
Tipo, estou em abalo sísmico até agora. E olha que a aula de educação física acabou 10:30 da manhã!