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sexta-feira, 4 de março de 2011

Dia 22: Um filme recém-lançado.

Antes de qualquer coisa eu quero que vocês (WHO?) saibam: eu me sinto extremamente triste por não poder postar aqui com a frequencia esperada. Eu decidi fazer isso do "projeto" de trinta dias, exatamente pra não deixar o Blog na mão, como vinha acontecendo. Eu amo isso aqui.
Por mais que eu tenha o Tumblr, lá estão os meus sentimentos, que as outras pessoas escreveram. Mas isso aqui, o MEU To be Sincere, é minha casa. É onde meus sentimentos estão sendo ditos por mim, e ninguém vai conseguir descrevê-los melhor que eu.
E sim, a escola tá realmente FODA. Hoje fiquei lá até três horas da tarde estudando física. E eu tô usando apostila usada, então tô tendo que apagar tudo. E, bom, apesar de quando eu estou em casa, eu passar boa parte do tempo não fazendo nada ligado à isso, eu me sinto extremamente cansada. Eu não consigo nem ler mais. Eu começo a ler, e sinto sono.
Eu não sei como eu vou fazer. Ou eu nunca mais ligo o computador, ou eu repito de ano. Sim, eu sempre estou no msn (que vocês [WHO? +1] não tem, né? AUHAUHAU), mas não porque eu esteja com vontade de, eu tenho "razões" para. A Sara. Eu preciso dela. Ela precisa de mim. Ela é minha melhor amiga (que tá passando por um momento meio... temçu), e ela mora na capital. Eu tenho que estar lá por ela.
E eu tô... Num semi-relacionamento. É. Eu, a anti-romantismo, mal compreendida, iludida, blablablá, estou com alguém. AUHAUHAUHUAHUHA, eu explico. O Leandro, a gente estudou junto na 6ª série no 7º ano, e a gente sempre foi muito amigo (e eu sempre tive uma quedinha por ele, mas deixaremos isso de lado), ele se mudou pra Sorocaba no ano seguinte, mas a gente nunca deixou de se falar. Aí um belo dia (domingo) deu uma loucura louca (ah vá), e a gente falou tudo. E é isso. Eu amo ele. Ele me ama (?). E ponto.
Então eu tenho que estar no msn. Não porque eu seja danada, e estaja no msn tipo "uuh, vou fingir que ~nem tô~ e não vou postar no Blog", não. Eu morro de saudades daqui. Mas eu não tenho vontade. Ânimo. Coragem, E falta de sono o bastante pra escrever. Até no Tumblr eu não fico muito. NO TUMBLR! Aquilo é minha vida. E eu tô em falta com ele.

Mas enfim. Expliquei tudo? Pasmei geral com o lance do Leandro? Eu sei. Na real, até eu fiquei assustada quando acordei na segunda e lembrei de tudo AUHAUAHUAUHAU, mas podemos ir ao o que interessa agora? Sim?
Um filme recém-lançado. Bom. eu não vou mais em cinema. Na real, eu mal saio de casa. Por razões mais que explícita em todo o conteúdo do meu humilde e simplório blog. Mas Black Swan.
A Natalie é muito fofa, juro. Desde '99, meu maior exemplo como atriz. SÉRIO, 1999! Eu tinha três anos, e tinha uma diva. Uma diva israelita. E judia. NOIS KI VOA BRUXAUM, DESCENDÊNCIA JUDIA É QUE É FIRME KKKKKKKKKKK' não
E bom, pelo o que eu vi/ouvi/nemli do filme, ele é MUITO bom.
Mas eu quero ver é pela Natalie. UAHUAHAUHAUH
E porque é o Lago do Cisne/dos Cisnes/FODA-SE \ooooo/
Eu fiz ballet. Por sete anos. Mesmo que eu não queira, eu tenho uma ligação com essas peças todas, ainda.
Eu acho que se eu assistir a Bela e a Fera, eu vou chorar, só de lembrar que eu apresentei isso pra trocentas pessoas. Sim, meu lado nostálgico que vocês não conheciam.
Já fui fofa e usei rosa. PASME!
Mas, voltando. Eu quero ver esse filme porque ele me deixou intrigada. Por mais que eu sempre assuste com aquela porra de olho vermelho (koé UAHUAHUAH) eu quero ver. Meu filme favorito me dá sustinhos até hoje. E eu falo as falas (bah, que bom) junto. A maioria em inglês e em português.
E bom. É isso. Vou voltar a apagar minha apostila de história (VIDA VIDAL, AWWWW <3 melhor professora, tinha que me manifestar UAHUAHUA)


si mati ki eu tenhu um ~~namoradu~~ i vose ta tiop, sosinha, amoreeeee.......................... KEM KI ÉAH BOUA AGORAAA???????? KKKKKKKKKKKKKKKKKK' brimks galera, nem namoro, sai UAHUAAUHAUHAUHAUHA beijo (?)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

De novo, ui!

De novo, o que, Camila?
Bom, hoje eu acordei exatamente assim:


CARALEO VOU FAZER QUINZE ANOS, POPULAÇÃO BRASILEIRA (?)


Não que isso seja super ÓÓÓÓÓ, mas me botou pressão, rere. Sabe, eu tô indo pro Ensino Médio (grande merda, uahuahuahauh), e sei lá, eu lembro que quando eu era criança, eu achava fazer 15 anos super legal. Era a idade que as minhas primas, vizinhas e meninas de 15 anos que eu conhecia começavam a namorar, começavam a sair, fazer RGs falsos, e tal.
Eu não pretendo fazer nada disso. Aliás, nem se eu quisesse, eu sei que nada disso vai acontecer.
Nem mesmo a festança dos quinze anos. Eu sou pobre. Oi.
Mas sabe, apesar de eu ter tirado a mágica dos 15 anos, e estar me sentindo terrivelmente nova falando isso (qual é, tem gente que lê isso que tá na faculdade, mano), a verdade é que eu tô preocupada.
Eu tenho 3 anos pra fazer as coisas que eu deveria, mas não quero, e decidir o que fazer pro resto da minha vida.
Eu não quero isso. Eu só quero uma torta, porque iria bem agora dormir.
Parece estúpido, mas é. EU só quero curtir a minha malemolência e a torta antes dita!
E sarar dessa merda que tá dentro de mim. Eu não faço nada o dia inteiro. O ponto alto do dia é tomar banho porque muda a paisagem. Porque eu tô passando os dias inteiros variando entre o meu Wallpapper do Darth Vader (com direito às vozes de M. Shadows - o menino que tem cara de mal, age como mal, fala como mal, mas no fundo é uma fofura, Caleb Followill - o caipira descolado que acha que eu levo à sério essa voz de quem se drogou, Kurt Cobain - tá, esse aí eu levo à sério tudo, e não posso fazer piadas. É contra toda e qualquer fibra do meu ser, e Renato Russo - outro que eu não me permito fazer piadas, mas não por ser tão fã assim rs é que Faroeste Caboclo faz parte da rotina. E Dezesseis.) (não sei porque dei características Q) com as paredes brancas (assumo que cantei Cine) sem graça + TV igualmente sem graça com filmes sem graças (e a TV é p-a-g-a, só pra piorar).
Pijama é a única roupa que eu conheço, e o meu café da manhã hoje foi uns dois goles de suco de limão e um copo de água acompanhado de alguns comprimidos. Lindo.
Tô precisando de vitaminas, o pouco que eu como eu vomito de tanto que eu tô tossindo vou comprar um Gatorade.
Nem vou. Atravessar uma rua pra chegar na padaria. Muito longe. Vou voltar pra TV e meu edredom. É.
Rezem por mim. Sério. Tá tenso. Eu fiz cookies ontem (sim eu sei fazer) (sim, é mtmtmtmtmt bom \o/) e só comi um. E na metade dele eu já num aguentava mais.
Mano, eu sou daquelas que come um boi sozinho se deixar. Merda. Tô mal mesmo. Mesmo.
Tá. Já deu. Não paro com isso dos pontos. Merda. Merda.
AAAAAAAAAAAH CU Q



Essa foi a coisa mais sem noção que eu já escrevi. Mas grande parte é verdade. Acredite em mim. São os vírus que em mim vivem que estão me atrapalhando. Perdão.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Bom dia, garganta inflamada!

Título óbvio. Tô doente. Não sei porque, mas agora virou mania ficar doente nessa época ano novo pra mim. Terceira ou quarta vez. Sério!
E tipo, tô doente mesmo. No estilo febre, suor, olho ardendo (e ambos são sintomas de febre. Mas finge que são coisas diferentes), minha garganta não dói, queima, arde, explode, e eu não consigo mexer a cabeça, sentar levantar, blablabla sem sentir tontura.
Mas eu não me importo.
Nesse ano novo eu tava na casa de momõe, e ela me deu uma camiseta do Batman e disse que agora se eu falar palavrão, ela não vai reclamar eaeaeaeaeaeeaeaeaeaeaeeaea porra!
O que importa é que agora eu tenho uma camiseta do Batman.






Me inveja

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Então "é" Natal.

"É". Natal é só dia 25. vocês ainda tem mais ou menos duas horas e meia de ansiedade.
O que você tá fazendo no computador, com sua família na sala?
Não, não. Eu e meu pai não temos uma festa de Natal. Sofre aí com teu peru/tender/chester/o que temos para hoje?
O lado bom? Nada de frutas cristalizadas, ou secas. Nada de bolo com cara de bolo ruim. Nada de nada, na verdade.
Mentira. Eu ganhei presentinho. Me inveja.
Dois DVDs, RÁ!
Tem gente que tá tendo festa que ganhou menos coisa que eu... E coisa mais barata também. DVD importado é coisa para poucos! nnn (Tão poucos que eu comprei um importado, e o outro tinha nacional... E eu comprei o nacional heheheheh renda per capita desse humilde lar é baixa. Até porque só um trabalha, risus)
Mas eu não vim aqui pra causar problemas (?), até porque ninguém tá lendo. Posso falar o que eu quiser. SOU LESBO! Mentira. Não sou. Gosto de homem. Juro mesmo.
Mas eu vim aqui pra desejar um Feliz Natal (só se você gostar de Natal, se não... Tô pensando em fazer uma pipoquinha e ver TV... Ou meus DVDs... Tá afim? Fechô balada!), muitas uvas passas, muitas ameixas secas e sem carosso, muito panettone com gosto estranho, muito chocottone que tem um gosto pior, porque aquela massa com chocolate consegue ser uma combinação horrível (um dos poucos casos onde chocolate piora as coisas. É só no chocottone, no filé - JURO QUE JÁ VI - e a dieta. Creio eu!), muito chester/peru/pernil/bacalhau (mas esse não é no Ano Novo?)/tender (molho de laranja? Mas é claro!!!!!1111)/frango/porco/tilápia na brasa/bobó de camarão/sanduíche de presunto/pipoquinha, seja qual for a sua ceia/janta/lanchinho da madrugada, aproveite bem. É a festa do 2010º aniversário de Jesus. FAS UMA FEXTA DI AHOMBA!
Como?
Quando as pessoas já estiverem felizes, bota um CD do BragaBoys, ou aquele clássico do Kaoma que sua mãe sabe que você não sabe que ela tem, e dá uma de professor de axé/lambada.
Faz a vó levantar e dançar com você. Canta no karaokê. Bota Spice Girls, Wham! e Madonna no iPod e assume ser gay dança de pijamas pulando sozinho no quarto.
Seja feliz. Sorria. Seja mais positivo (a) que eu. Veja os fogos pela janela do banheiro. Sei lá. Estoura biribinha no dente. Faz o que você quiser porque... Hoje a festa é sua a festa é nossa é de quem vier/quiser/EU NÃO SEI!11111111
Mas bom. É isso. Feliz Natal. Não tenha um porre na frente da sua avó. Ainda mais se for de Vinho Natal. PELAMOR! Ficar bêbado (a) com isso é mais além do que o "fim do poço". Juro.
Enfim, que [insira o Deus que você acredita, adora, e segue aqui] [insira sua benção e/ou conselho do seu Deus antes inserido aqui].
Isso é uma mensagem extremamente sincera, cheia de fé, e tudo mais. Tá. Nem tanto.
Mas eu realmente espero que você, seja lá quem estiver lendo, tenha um feliz Natal.
O meu Natal vai ser feliz, mesmo que eu passe ele vendo o meu DVD dos Beatles pela 1894732472389ª vez. (não, os DVDs que eu ganhei não foram dos Beatles, se isso lhe importa. Foram o All Excess do A7X, e o live at the 02 do KOL)
Enfim... De qualquer maniera. Feliz Natal. E eu não odeio Natal tanto assim. Eu odeio essa época do ano, por causa de todo o... Exagero de felicidade que as pessoas sentem. Mas Natal é de boa. Eu só não o comemoro. Prefiro, sei lá... Comer nugget de frango assado com ketchup vendo o Natal do Shrek pela 482390ª vez na Globo, do que ter que ir pra uma festa de família, e esperar até meia noite pra comer.
Meu jeito de passar Natal, seu jeito de passar Natal.
só pros queridu que acharam que eu era ateia. A teia. Atia. At... At... QUE EU NUM CREDITAVA IN DELS!111 rs



FELIÇ ANIVERSARIU DI NOVU G-ZUIS ZIKA DAH BALADAH KAKAKAKAKAKAKAKAKAKA

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

OU GÓDI, É NATAU!11111111



Em todos os meus 93842973489 blogs (Just a Secret, Secappf, e tinha um outro, e todos os outros que eu recordo os nomes), eu sempre deixei uma coisa muito clara: eu odeio essa época do ano.
Odeio mesmo. Sabe, toda essa felicidade natalina, toda essa expectativa pelo próximo ano (e eu juro que ainda me pego pensando naquela propaganda do 2000inove quando penso em ano novo, sério), ou talvez só o fato de fazerem festas familiares, eu simplesmente não entendo.
Eu acho falsidade.
Você odeia seus parentes. E a maioria te acha um ser estranho, que não pode/deve ser entendido pela sociedade. PRA QUE COMEMORAR TUDO JUNTO?
Mas ok. Vamos supor que você é de uma família super de boa, que não tem brigar internas (assim como a minha - eu espero que a minha seja assim, na verdade, não vejo a maioria faz muito tempo D:), e nossa, festejar tudo junto é super divertido. Rola risada. Rola foto engraçada. Rola foto do tipo "só os primos!", "agora só os tios!", ou tipo "VEM MULHERAAAADAAA!" e "vai, só o clube do bolinha agora, hein?", e o clássico "TODO MUNDO, OLHA PRO OUTRO LADO!", e bom, é tudo bem feliz, tem comida, tem álcool (não que isso faça diferença pra mim, mas né, tem gente que não é puro tipo eu, e bebe), rola sobremesa, rola mesa das crianças e mesa dos adultos, rola gente comendo no chão porque não cabe mais na mesa, rola copo quebrando, roupa manchando e gente dormindo na sala. É legal.
Mas ainda é falsidade.
Assim, natal é tipo aniversário de Jesus, né? E porque A GENTE ganha presente?
Se é aniversário, porque não tem bolo&brigadeiro&adjacentes?
Se é aniversário, POR QUE UMA ÁRVORE COM PISCA-PISCA&BOLAS ESCROTAS&ADJACENTES DE NOVO???????????/////////////////////////
Se é verão, é calor, é Brasil, é tupiniquim, POR QUE O PAPAI NOEL USA AQUILO TUDO DE ROUPA? BORA DESCOLAR UMA SUNGA DE CROCHÊ PRO VEIO! (ok, pode ignorar essa parte, eu deixo)
Mas o mais importante, e o grande causador da minha revolta: as pessoas perderam o espírito da coisa.
Eu sempre acreditei que o natal fosse pra... Pra... Ah, é o aniversário de Jesus, mano!
E não o dia de ganhar um presente melhor do que do seu amigo.
Não o dia pra ir na praia (uai, mas pular onde é no ano novo, né?) e pegar gatchenhos no escuro.
Não é dia pra pedir um vídeogame super-ultar-mega-blaster-ubaaaaaaa-muderno, que tu viu naquele filme supimpa que passou no cinema.
Não é dia pra globo passar os filmes de sempre.
Não é dia pra comprar um presente pra VOCÊ MESMO, e um que seja super fodão, pra jogar na cara do teu parente distante (tipo aquele neto do primo do irmão da tia da mãe do seu avô) (não me pergunte o que essa pessoa seria sua, mas a pessoa seria velha, e algumacoisa-avô) que você é o bonzão, e tem grana. Ou que sabe como que funciona o crediário das Casas Bahia.
NÃO! TÁ ERRADO!
O natal é basicamente o dia que a gente tem que rezar, porque Deus teve um filho (uai, mas Deus não é pai de todos? Então Jesus é tipo nosso irmão, não é?). Não que eu faça isso.
Mas assim, eu deveria. Não que eu vá começar. Eu deveria. Mas... Ah... Vocês já sabem!
O lance é: eu não vejo mais graça.
Eu não vejo mais graça na festa toda. Eu não vejo mais graça em ganhar e receber presentes (mas eu aceito presentes, é sério. Oportunismo? Sempre! Aceito mesmo. É sério. ME DÁ UM PRESENTE! Ou presentes, né, eu aceito também \o/), eu não vejo mais graça em nada. Só na comida. Mas não por ser natal. É que comida é sempre bom. (percebo que agora tá na moda ser gordinho, tá na moda falar que ama comer e dormir. E café virou moda também. Alguém me leva de volta pra época que o lance era Ana&Mia?)
Mas assim, eu amo minha família. Eu sou grata por ter uma família grande, e toda torta. Eu sou grata por tudo.
Eu só não curto o lance do "vaaaaaamu comemora tudu juntu", é bom, é engraçado, é divertido, mas eu acho que é meio indiferente pra mim. Eu acho legal passar natal e ano novo no MSN.
Não tem ninguém, é, mas é legal. É diferente.
Mentira. Eu quero dormir mais. Mas pode mandar a marmita com a comida. Eu deixo no microondas, e durmo. Aí com os fogos eu acordo com fome, como, e volto a dormir.
Eu sou gorda. Me deixem.
Mas, enfim...



*****FELIS ANIVERÇARIU***** G-SUIS MANO ZIKAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!11111111111111
(não é blasfêmia. É verdadeiro. É de coração, gente!)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Você não podia ter sumido assim,

Você sabe aonde eu estou. Liga pra mim.

So what? Tô com essa música na cabeça.
Bom, hoje é um dia típico de férias. De inverno, na verdade. Frio, chuva, pijama o dia inteiro The Sims sem funcionar, o que tá me matando, sem pessoas legais na internet, que pra ajudar tá uma merda e não abre meu e-mail. Eu ainda uso e-mail, ué.
TV tá um tédio, internet tá um tédio, e tudo o que eu queria era viajar. Eu preciso sair daqui. Não sair daqui quarto. sair daqui essa casa. Mas onde eu vou? Casa da minha mãe? Não, obrigada. Prefiro ficar aqui dormindo o dia inteiro.
E eu não quero ir pros lugares de sempre. Casa de tio, tia, vó, blábláblá.
Na verdade, eu tenho sonhado muito (MUITO MESMO, tipo quase toda noite) que eu vou pros Estados Unidos. Assim, eu aceito convites gente. (:
Vem, vamu.
Vamu que ficar no Brasil fim de mundo tá meio traumático pra mim.
Na real, tá quase impossível. Não pelo país. Pelas pessoas.
Se bem que pra ir pros EUA, precisa do visto consu... Do visto do consulado.
VAMU PRA EUROPA GALEEEEEEEEEEEEREEEEEE \o/
Sério. Vamos. Vem gente.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

No matter how many lies that I live

I will never regret.

É nesse clima Hurricane que a gente começa essa merda! E eu vou trabalhar na TV! ODIASHDOIASHDIOHDIOHSIODH mentira, tudo mentira, mas seu sempre quis começar um post assim, gente. Desculpa hihihihihihihihihihihih.
A real é que assim, as pessoas vem o mal em mim. Eu pareço ser a personificação do Darth Vader (ou até mesmo o Palpatine *ooooooooooooh*), ou do Nero, mas tem gente achando que é o Diabo mesmo.
Por que? Bom, todo mundo vai seguir a linha mamãe, e me culpar pelo fato de que o Hitler matou não-importa-quantas pessoas. Uhum. Virei tipo a caixa de pandora. Ah, é isso. Sou a Pandora, porque Diabo tá muito old (e a Pandora não? Bom, ela é mulher. Não que eu seja feminista, mas ah, eu quero brincar de ser a Pandora UQQQQ), e porque, né, a Pandora que causou todos os males. É. E guardei a esperança (ooooou seria a antecipação? Hm, vai aprender sobre mitologia grega!) só pra mim. Sou muito fofa.
Tipo, NÃO GENTE! Eu tenho cara de demônio? Ok, posso ter porque eu sou terrivelmente feia (koé IOAHOIHSIODHIOH), mas gente, eu não uso isso como desculpa pra fazer maldades.
Eu sei, dentro de mim eu tenho uma sede interminável por vingança, sou puro ódio, e nada simpática, e blá blá blá, mas eu não sou assim por que quero. Na verdade, eu sou a criatura mais inofensiva do mundo. Eu sou daquelas que não vai atacar. Nunca. Eu só defendo. Até demais.
E às vezes a melhor defesa é ignorar. Sério. Eu não sei se todos sentem isso, ou se é só comigo que aquele lance de "melhor defesa é o ataque" não funciona, mas todas às vezes que eu tento ir por esse lado, eu quebro a cara. De verdade.
Eu sou a pessoa mais passiva do mundo [se você inserir uma piadinha suja aqui, acredite, só vai "envergonhar" à você, que não consegue ler nada sem pensar em sexo. E com tendências homossexuais. Não que eu veja homossexualismo como uma vergonha, MAS você entendeu que eu sei!], eu nunca seria capaz de provocar ninguém. Nunca seria capaz de manipular ninguém, nunca seria capaz de fazer mal à alguém. Eu tenho dó de matar inseto, gente! Pode ser uma barata, eu tenho dó de matar. Na verdade, da última vez que eu vi uma barata (na casa da minha mãe por sinal hm) eu fui "varrendo ela" até a rua, pra ela poder ser feliz no fim do mundo. Sou muito fofa. +1
Mas ok, se mesmo assim todos ainda quiserem me culpar por causa do não-sei-o-que da formatura, porque não sei quem foi ofendida, porque Hitler não conseguiu virar artísta/padre/não-importa-a-história-que-você-conhece, porque a Sula Miranda sumiu (AHOIEHOIHEIOHEIOHEIOAHI ooooooooi gente), ou porque você não foi no show do Paul McCartney (vem gente, vem quem ainda tá sofrendo por isso, vem que tem reprise na TV, que eu não vou falar o canal, porque eu ainda não tô recebendo por isso, quero ficar rica, beijo), porque eu não sou a causadora de todos os males (amém).
E se você, da-na-di-nho da piadinha do sexo ali em cima (aaaaaaaaahahahahhahahahahahahahaha não) não entendeu o que Hurricane tem a ver com isso, significa que além de danado, você é preguiçoso. O vídeo é bom, não se sintam pressionados por 13 minutos. Rola até uma pornografia de leve (aposto que TODO MUNDO foi colocar o vídeo pra carregar agora), rola masoquismo (GOGOGO), rola mulher com grande atributo físico (leia peito grande), rola Jared Leto sem camisa (VEM GEEEEENTE), rola fogueira, rola Judaísmo, rola Islamismo, rola Cristianismo (também me senti triste por não ter um budista, mas tudo bem, a gente já superou isso com a mulher peituda/o Jared sem camisa/com tudo), e rola cultura.
É. Apesar de todo o uso de pornografia e blasfêmia (e o Jared sem camisa!!!!!!1111111 tá, eu já parei), todo a coisa tá relacionada à coisas mais importantes.
Tipo, invés de usar toda a prepotência contida em vocês pra dizer que fui eu que mandei os EUA jogar duas bombas atômicas do Japão, porque vocês não vem o clipe, lem a música, refletem um pouco, tomam uma cafézinho, e depois vem falar comigo comentar no meu blog? Porque poxa, eu curto ler comentários. :')
Inclusive os que não existem. AOIEHOIHEAOIEHIOH

Tell me, would you kill to save a life? Tell me, would you kill to prove you're right?

domingo, 5 de dezembro de 2010

We'll live like Jack and Sally if you want.

Eu sinceramente não tenho o que postar UAHUAHUAHUAH
Sabe, eu queria escrever, mas eu simplesmente não consigo. Muita coisa ao mesmo tempo.
Mas eu acho que se você já leu a maior parte desse blog, só pelo título você JÁ ENTENDEU sobre o que eu tava pensando em falar.
Mas ok.

NEEEEEEXT!

domingo, 28 de novembro de 2010

But you're eyes will always show me the true.

Sabe, eu talvez tenha entrado numa fase muito... Peculiar.
Eu ando muito introspectiva. Eu ando sempre me importando com o que eu estou no momento, sem me importar muito com o futuro ou o passado (o que me fez rever alguns de meus sonhos e conceitos), eu entrei naquela fase da adolescência que você para de se importar com as coisas. Você simplesmente vê que tanto faz, como tanto fez, você vê que você não é nada, mas você pode mudar o mundo inteiro se quiser.
Tudo isso me fez ficar naquela "não quero amar. Amar é coisa para crianças", mas não, eu não quero sair por aí pegando todo mundo. Eu acho isso ridículo.
Eu simplesmente quero ficar sozinha, com ou sem amigos, viver do jeito mais razoável possível, tipo, parar de querer ser a aluna perfeita, parar que querer sempre fazer tudo certo, ser uma adolescente "normal", porém sem a parte da curtição. Sem as festas. Sem as herpes UAHAUHAUHUHA, sem essas coisas todas.
Ser feliz, dentro do meu quarto, pirando com as MINHAS músicas, sozinha, de pijama, deitar e dormir por 17 horas.
É o que eu quero.
Só isso.
É a coisa mais fácil que eu posso fazer, mas eu NÃO consigo.
Sempre aparece alguma coisa pra quebrar tudo o que eu consegui fazer até agora.
Quase como um cubo mágico, quando você está quase conseguindo, vem alguém e mexe, e desmancha todo o seu trabalho.
Tipo, pessoa querida, pare. Saia daqui. Cuide do seu próprio cubo.
Ou então, se quiser mexer no alheio, ok. Mas NÃO NO MEU CUBO.
E essa foi a pior metáfora da minha vida, mas tudo bem.

sábado, 20 de novembro de 2010

Hold on, let me think.

Sabe, eu descobri que tudo o que eu achei que fosse o fim das coisas, na verdade é o começo de tudo.
Eu sempre disse isso, eu escrevo sobre isso, mas eu nunca tinha sentido isso.
E não é bom assim como as pessoas dizem. Não te faz sentir melhor. Não faz tu te sentir vivo de novo, ou mais vivo que antes.
Na verdade tu continua a mesma coisa, só que tu vê tudo ao teu redor mudar.
Mas por dentro, é a mesma coisa.
O que faz com que eu continue mais ou menos como uma pedra de gelo por dentro.
E todo o medo de me machucar de novo, de que me machuquem de novo.
Não necessariamente com aquele lance de "meu Deeeus, meu amor me deixou, que que eu faço, Márcia?", mas inclusive toda a coisa do bullying, toda a coisa das feridas que eu causo à mim mesma.
Todas as feridas que eu cultivei dentro de mim, em silêncio. Todas as feridas que eu não permiti se cicatrizarem, todas as que eu quis manter sangrando, pois achava que era a única coisa que fazia com que eu me sentisse viva.
Talvez realmente fosse. A dor que fez com que eu com que eu me sentisse viva, que fez com que eu percebesse que estava esquecendo que eu ainda respirava, que eu ainda poderia melhorar.
Óbvio, que algumas dessas feridas ainda permanecem em mim, como a de eu não conseguir sair. Porque isso provavelmente vai ser a pior memória da minha vida pra sempre. E hoje em dia, não é uma memória, é minha vida. É o que eu passo todos os dias.
Mas talvez eu de fato tenha sido boba todo esse tempo, tirando pedaços de mim pelas pessoas, enquanto tanta gente me dizia que eu não precisava de nada daquilo.
E agora, eu não vivo mais só esperando e sofrendo. Aliás, eu ainda vivo só esperando, e me machucando como antes, mas eu simplesmente aprendi que se eu continuar assim, nada nunca vai mudar. Que eu tenho que me mudar POR DENTRO, e aí sim as pessoas poderão ver o que eu realmente quero dizer.
Com tantas feridas igual antes, eu tinha aprendido a esconder tudo, até mesmo pelo olhar.
E eu tenho parar com isso. Eu preciso.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010


Clássico, Francesinha, Tubinho, Prateado Metálico, Arranha Céu, New York, Rock, Noite, Barra, Coque, Tania, Laranja Cítrico, Meia Calça, Pop, Fluors, Spirit, Absinto, Sedutora, Militar, Sereia, Hippie Chic, Sonho, Jeans, Azul Hortênsia, Obsessão, Glacê, Audrey, Jamile, Momento Penélope, Eugenia.

Nomes idiotas, viadagens a parte, mas é isso aí.
Sou viciada nessas merdas. Eles são meus bebês.
E ponto.
Adeus.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

I wish I could say I'm sorry

I'm sorry for all the things I've said to you. But I can't. 'Cause you really did hurt me.
And it's no about what you do, or what you say.
It's about the way you've made that.
And I can't forgive you.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

27 de abril de 2010 - 22:12

"Não desista, por mim, de verdade, se você gosta um pouquinho de mim, tenta melhorar, eu não posso te perder, Mila, eu te amo."

É mais ou menos assim que a gente percebe como as coisas são, lendo mensagens antigas do celular.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Hora de falar sério.

Eu geralmente venho postar aqui por causa de coisas que me revoltam, fazer piadinhas sem graça que a maioria das pessoas que leem (todas as duas N) não entendem, pra divulgar minhas reflexões bobas, ou postar trechos de músicas que significam algo pra mim. Legal.
mas a real é que hoje eu decidi que vou falar sobre os meus sentimentos mais puros, aqueles que eu tento esconder até de mim mesma, aqueles que realmente me tocam de alguma maneira, aqueles sentimentos que me fizeram fazer um blog. Pra ter onde falar sobre eles. Mas eu nunca falei. Não por medo de ser julgada. mas simplesmente, porque o ânimo nunca é o bastante. O tempo nunca é o bastante. Ou eu simplesmente acho que outra coisa será mais interessante.
Mas a verdade é que de um tempo pra cá, todas as pequenas coisas que acontecem tem me ferido de uma maneira que eu não sabia que era possivel. E tudo isso vem tirado a minha vontade de ler e escrever. E isso dói em mim. Minha vida são livros, histórias, fic, bulas de remédio, rótulos de shampoos, e palavras jogadas numa mesma frase. Eu não posso ficar sem isso.
Então, sim, eu preciso escrever aqui as coisas que eu não seria capaz de colocar no meu diário (sim, eu tenho um); primeiro porque eu acharia sem lógica escrever esse tipo de coisa, num diário, lá é o lugar de colocar as coisas boas pra lembrar depois. Segundo porque eu provavelmente vou escrever MUITO, e no diário eu desanimo.

A verdade é: eu sou nostálgica, eu sou platônica, eu sou megalomaníaca, eu sou enjoada, eu não CONSIGO me divertir se não no computador, ou com minhas amigas, o que geralmente significa na escola. Eu não gosto de sair, eu NÃO QUERO sair. Eu não me importo se enquanto as pessoas da minha idade já beijaram mais de dez num dia só, eu nos meus 14 anos inteiros só beijei dois garotos. Na verdade, eu sinto orgulho de mim por isso.
Eu não me importo se enquanto as garotas da minha idade usam salto altíssimo, usam quilos de maquiagem, e tem trocentos perfumes em casa; eu só uso tênis (tênis não! Só All Star mesmo), minha maquiagem é lápis de olho, e eu não tenho um perfume se quer. (qualquer coisa com cheiro que eu uso, eu começo a espirrar. Nem o meu shampoo tem cheiro. Isso é sério!) E o maior desleixo feminino: eu não tiro a merda da sobrancelha. Mas não que seja proposital, na verdade eu tenho razões para: eu não consigo tirar eu mesma, porque se eu for, eu preciso estar de óculos, se eu tô de óculos não dá pra ver a sobrancelha. Meu grau aumentou, e eu ainda não fui fazer outro óculos, é. Minha mãe me fazia esse favor, mas eu não vejo ela nem uma vez por mês agora, haha. Eu tenho preguiça de pedir para alguém me ajudar/ir em algum lugar.
Mas eu realmente não vejo importância alguma nisso.

Porque, talvez por causa da minha "falta de feminilidade (?) mínima necessária para uma adolescente", eu cresci muito mais rápido do que as outras garotas (não que elas sejam imaturas. Eu que sou a torta, lembrem-se!), e a verdade é que quando eu tento agir do mesmo jeito que as mais maduras delas agem, eu me sinto uma criança. Me sinto num território totalmente desconhecido. E não é aquele desconhecido tipo "wow, vamos explorar, caçadores de aventuras!" (sinto que isso é de um desenho, sério), é do tipo de desconhecido que te deixa extremamente desconfortável.
Quando eu tento ouvir as coisas que muitos ouvem (erm, happy rock? Pop. RnB, e sei lá mais o que ouvem. AAAH, E JUSTIN BIEBER!) eu me sinto traindo à mim mesma.
Se eu saio pra comprar alguma coisa, me contento à dois esmaltes (sou meio viciada em pintar a unha, não em comprar esmaltes, mas sim em usá-los), e um sorvete. No máximo um chocolate ou um chiclete. É contra todas as minhas células sair pra gastar. Sair pra beber. Sair pra dançar. Eu não sei dançar! Minha mãe reclama comigo sempre que eu falo com ela, que eu fui bailarina por trocentos anos, e não sei dançar nada. Pega uma vassoura. Dança com ela. É o mesmo que dançar comigo.
Eu não me importo em ser mais rica, em ter uma casa maior, em ter uma casa própria (meus pais moram de aluguel, e aí?), eu não me importo se estou ou não dentro da moda, não me importo se tenho iphone, ipod, ipad, macbook e sei lá mais o que da apple (na real, eu AMO o meu celular verde neon cine metálico apenas na luz do sol, mas ele não tem cabo usb, não tem como colocar música, e zas. E entre comprar um celular novo, e comprar um ipod e uma camera digital, sai mais barato um celular sério), não me importo se numa hora eu escrevo certo e na outra não. Não me importo com essas coisas superficiais.
Tipo capa de trabalho. O que vale mais, um trabalho mediano com uma capa MEEEGA LEEENDA, aquela coisa com glitter, e o glitter não cola na tua mão quando tu encosta. Uma coisa de outro-mundo, OU um trabalho bom com uma capa simples, normal, sem muita viadagem ou creuzisse?
É mais ou menos assim que eu vejo as coisas. Mas não só os trabalhos, eu vejo TUDO assim.
De que me adianta (viver na cidade, se a felicidade não me acompanhar?, adeus paulistinha do meu coração, lá pro meu sertão eu quero voltar... Tá, volta Camila) ser a gata sensual arrasa na night, a mina zika nois só porta pulo-do-gato, ser a popular que todos desejam, ou qualquer outra coisa, e ser vazia? Ou menos cheia? Ou ser alienada?
Eu prefiro ser a estranha, excluída, loser, nerd, cdf, medrosa, fútil, infantil, (são as coisas que falam que eu sou, ué) e etc., e ter a mentalidade que eu tenho hoje. Me lembro de que quando eu morava com minha mãe, muitas vezes ela vinha pedir conselhos pra MIM, e não eu que ia pedir pra ela.
Eu sou tudo o que dizem, mas eu sou provavelmente a única (entre as pessoas com quem eu convivo) que consegue conversar com um adulto sem se sentir minimizada, sem se sentir inferior de qualquer maneira, sem sentir que está falando coisas bobas. Aliás, quem mais de 13/14/15 anos já ouviu alguém da família virar e falar "Sabe, eu sinto orgulho de você. Porque desde o jeito que você fala, às músicas que você ouve, às roupas que usa, aos sonhos que tem. Tudo no seu jeito de se comportar e pensar mostra que você não é como as outras pessoas da sua idade. Você é bem madura. Muito mais madura que tantos adultos por aí.", quem já ouviu um tio pedir conselho quando tava se separando? Quem cuidou de uma mãe que sofria por causa de um divórcio, que passava noites sentindo alguém chorar no seu ombro sem poder fazer nada, durante uns 8 meses? Quem de 14 anos sabe o que é perder tudo o que tinha. não no sentido "aai, meu namorado me deixou, o que eu faço, Márcia?", mas do tipo não ter dinheiro pra nada, perder todos os amigos, não ver os pais nem nos fins de semana, ficar sozinha e com medo, sem ter o que fazer pra ajudar, e continuar atrapalhando?
Desde os meus 10 anos eu sou uma adulta presa no fato de ter nascido em 1996. Desde meus 10 anos eu tenho que viver com o fato de que eu TENHO que ser capaz de viver sozinha, com medo, ou sem ele. Desde os meus 10 anos, eu tenho que lidar com problemas psicológicos.
Desde os meus 10 anos eu tenho que viver relembrando e remoendo as coisas boas e más, viver imaginando pra poder ter uma vida normal. Eu que me iludo todos os dias, achando que eu estou conversando com meus amigos, que nós estamos felizes, que eu estou fora de casa, quando na verdade eu to sentada no sofá olhando pra TV.
Eu to sempre tentando me colocar no lugar das outras pessoas, não só por ter compaixão quando elas estão mau, mas pra poder ter uma vida normal. Quando eu tive uma vida normal? Quando eu brinquei com outras crianças? Quando eu tive uma paixão que (mesmo que boba) fosse correspondida? Quando que eu tive um daqueles namorinhos bobos de primário, que as pessoas compraram balas, e ficavam as dividindo, e andando pelo pátio do colégio de mão dadas? quando eu falei "ah, vou comprar tal coisa" sai de casa, peguei um ônibus ou sai andando, comprei, andei um pouco, conheci pessoas, fiz amigos e voltei pra casa?
Sabe quando você quer sair por tudo? Aquela agonia, de querer sair desesperadamente? Então quando eu morava com a minha mãe, eu ia dar uma volta no condomínio, porque era um condomínio REALMENTE pequeno. Aqui na casa do meu pai, é um condomínio enorme (21 prédios - cada um com 15 andares -, padaria, pista de skate, biblioteca, quadra esportiva, creche e feira --- tudo isso SÓ no condomínio) eu abro a janela e fico olhando os carros. É a explosão de liberdade. E mesmo assim, eu provavelmente já vivi muito mais (não tão intensamente, mas mais mesmo assim) que muita gente. Porque eu não vivo tudo pouco me importando, tipo "pff, dane-se, amanhã vou sair/comprar de novo". A verdade é que ir no mercado (ou até mesmo na padaria, QUE É NO MEU CONDIMINIO) pra mim já é algo tão sublime, que cada detalhe é importante. É praticamente a cena do suicídio da Julieta, em Romeu em Julieta. Cada detalhe faz parte do climax da coisa toda. Tanta coisa que se eu for na portaria do prédio pegar alguma carta, eu volto tão diferente, eu esqueço o que eu tava fazendo antes. E não só por não ser tão atenta assim.
E é por isso que eu não me importo se todos os meus amigos são da internet. É por isso que eu não me importo quando as pessoas falam de mim. Não me importo com o que elas pensam. Porque ou eu to quase em estágio vegetativo, ou eu to praticamente hiperativa por ter ido comprar couve no sacolão.
Então não, o fato das pessoas me acharem estranha não me incomoda. E eu realmente estou bem assim. Eu estou feliz. Eu estou muito mais feliz assim, do que muitos que tem uma "vida normal". Então, POR FAVOR, não venha me julgar.
Não julgue o modo como cresci, não julgue o comportamento da minha família em relação à mim, não julgue o meu modo de andar ou falar. Tu pode saber meu nome, tu pode saber onde eu moro, tu pode saber minha idade. Mas tu não sabe minha história. Tu não sabe meus maiores sonhos, tu não sabe o que se passa dentro de mim. Muito menos do meu cérebro.
Aah, e também não me julgue por sonhar demais. Ou falar sozinha. É a MINHA vida, ok? E e vou viver do jeito que EU quiser. Eu tô cagando e andando pouco me fo-den-do pra ti, coisa-phopha.


Você sonhava acordada, um jeito de não sentir dor, prendia o choro e aguava o bom do amor.



Uptade básico ali huahuahuahuahuah, oi

domingo, 26 de setembro de 2010

Au revoir, sweetheart.

A verdade é que as coisas nunca voltarão, e nós teremos que nos acostumar com isso.
Eles dizem que a vida sempre muda para o melhor, e nós vamos fingir que estamos crendo nisso.
Mas a verdade é que agora não somos apenas nós dois num jogo de quem machuca mais.
Agora tem duas coisas entre nós. E pelo menos uma delas vai ser pra sempre. Daquelas coisas que não se pode abandonar. Nunca. Daquelas que não se deve nem pensar nisso. E eu sei que você não o abandonará. E eu devo assumir que eu quero isso de você - que você não o abandone.
E não volte. Por que eu tenho uma vida inteira pra dizer que eu estou bem, que eu superei, sendo isso verdade ou não. E nós dois sabemos qual é a verdade aqui, por mais que não aceite.
Então adeus. Au revoir, se preferir.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Samba, praia e futebol dão charme pra esse país com fome, doença e repressão.

Feliz ano velho.

A verdade é que ultimamente eu ando muito politizada (corram!).
Ando me interessando muito por certas coisas que me dão um certo medo. Aliás, o que milhares de pessoas não passam/passaram para nós estarmos aqui agora?
E aí que meu pai falou que nossa família tem descendência judia. Aí hoje eu assisti pela primeira vez O menino do Pijama Listrado (koé, li o livro uma vez, e só consegui pensar em duas coisas "pfff, deixaram as coisas mais bonitas, pra fazer um filme" e "pff, to depre, maldito Bruno, POR QUE FEZ AMIZADE COM O JUDEU? EU TAVA FELIZ, TU PODERIA TER FICADO COM A VOVÓ, ALIÁS, ELA MORREU, SAI CORRENDO BRUNETI!" mas ok), e eu fiquei depre de novo. Sei lá, mexeu comigo de alguma maneira, fez com que eu (por alguma razão divina NNNNNNNN) só percebesse agora que minha família foi judia, e provavelmente alguém muito distante de mim deve ter morrido nas mãos (ou câmaras de gás AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHAHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHA não. Não mesmo. Nunca.) de algum nazista por aí. Hmmm, estranho pensar assim.
Enfim, hoje, eu finalmente descobri que eu sou social-anarco-comunista (ok) demais pra suportar tudo isso. E aí, que algo dentro de mim saiu voando por aí, e deu alok, cato umas panela e saiu fazendo barulho por aí. (pausa para refletirmos: com descendência judia e social-anarco-comunista [Deus]? FOGE PRAS COLINAS, CAMILA! FOGE, VAI, EU DOU COBERTURA!) (Só eu tô me sentindo meio mais idiota que o comum hoje? Deus, salva minha alma aê, valeu!)
Pois é, tô aqui pra avisar que eu não tenho mais meu cabelo verde (nãã~~aao :/ volta pra mim, cabeleti), to com uma calça jeans escura, e uma blusa de moletom branca, se alguém me vir batendo umas panelas, gritando pela reforma agrária, ou pedindo qualquer coisa bonita, não chamem a polícia, me tragam de volta pra casa. Obrigada, salvem a vida de uma criança adolescente feliz, com uma vida toda pela rente.
Amém!

sábado, 28 de agosto de 2010

Só se resta enterrar um homem,

Quando todos os seus sonhos morre.

Eu li isso em algum lugar quando tinha uns nove anos. Não esqueci até hoje.
E eu de fato nunca consegui imaginar como seria não ter mais seus sonhos ao seu redor. Nunca consegui imaginar alguém viveria ao perceber que todos os seus sonhos eram impossíveis. Na verdade, nunca achei que alguém poderia viver o bastante pra isso.
Demoraria milhões de anos!
Grande erro. (Devo lembrá-lo, somos todos seres-humanos, que erramos, e deveríamos aprender com os mesmos. Deveríamos pensar que a cada erro é algo a mais que entra na tua bela cabeça vazia. Agora finge que as coisas são assim)
É, sinceramente, hilário perceber que tudo o que você sempre acreditou, tudo o que você sempre quis, tudo o que você sempre soube, viveu e amou, caiu em volta de você, como leves e transparentes gotas de chuva (agora devo lembrá-los "Deus está na chuva"), e você, achando que a memória delas ainda te salvaria. Você continuou acreditando, vivendo e a amando, achando que apenas o caminho que as gotas fazem no vidro até chegar ao chão era o suficiente.
Continuou ali, lutando com todas as suas forças, achando que o universo lhe ajudaria.
Doce ilusão. Triste engano. Grande erro. Ligeira inocência.
Queria eu que alguém tivesse me dito isso, naquele dia que eu li isso em algum lugar que eu não lembro qual foi. Talvez se isso tivesse acontecido, eu não teria me permitido sonhar tão alto o quanto sonhei.
A verdade é que não importa o quanto você espere que as coisas deem certo, não importa o quando peça, não importa nada do que você faça, as coisas tomam um caminho sozinhas. Isso não depende de Deus, nem do universo, nem de karma, nem lei da atração, e qualquer outra coisa. As coisas funcionam por si só, e não pelo vontade alheia.
Tente entender, não é pessimismo. É só ser realista, entender os meus próprios erros, e o das pessoas que me cercam. É entender a vida como ela é e funciona.
Eu posso estar errada e sei disso. Mas mesmo assim, eu posso estar certa.
Mas a verdade, é que eu cheguei à um ponto em que tanto faz. Não importa o que aconteça. Não vai fazer diferença. Infelizmente não vai. eu me tornei indiferente ao mundo, e como ele reage às coisas.
Decidi ficar parada, e deixar que o tempo faça o que quiser, que as coisas se mexam pelas suas vontades. Assim coo uma escada rolante. Você fica ali, parado, e esperando que ela faça o trabalho por ti. Sem se preocupar exatamente com o que está acontecendo. Vivendo ali, olhando, ouvindo, e muitas vezes falando, mas nunca se importando com o que está acontecendo de fato.
Se meus sonhos serão realizados ou não (Deus, quais sonhos?) tanto faz. O que acontecer comigo, aconteceu e pronto. Eu não quero esquecer, não quero lembrar, quero apenas continuar. O que tiver que acontecer, irá acontecer.
Eu só não quero sentir dor. Por favor, não me cause nenhuma dor.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

It's getting hard to be someone,

But it all works out.

A verdade, é que às vezes tudo o que a gente tem que fazer, é deixar o tempo agir por si só, e, obviamente, se tornar uma rocha por dentro, enrolar o coração em metros de plástico-bolha, ler muitos livros, beber muito café, e se esperar.
Afinal, esses são os melhores anos da tua vida, não é, amor? (:

Always, no, sometimes, think it's me, but you know I know when it's a dream. I think, er, no I mean, er, yes, but it's all so wrong; that is I think I disagree.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Mais ou menos uns três anos.

Eu me lembro claramente de quando eu comecei a usar o computador assim, com mais frequência. Computador não, internet. Desde os meus oito/nove anos eu jogava The Sims loucamente, assim, várias noites acordada.
Enfim, me lembro que mais ou menos no meio de 2007 eu e a Bárbara (minha amiguxa-irmã-ex-vizinha), ficamos mucho amigas, e ela tinha uma amiga (que depois virou minha amiga) A Gabriele. E a irmã dela tinha um fake.
Aí a Gabriele fez um. E por algum motivo eu e a Bárbara fizemos um também. Eu, no começo, achava ligeiramente estúpido. Brincadeira. MUITO ESTÚPIDO!
Depois de seis meses era vicio louco. E sabe, eu não me arrependo disso. Muito menos me envergonho.
Sim, eu fiz muitos amigos que nunca vi. Amigos desnecessários, amigos temporários, amigos falsos, e amigos muito, muito importantes.
Na verdade, eu conheci a Gabriele pelo fake, e a gente só foi se ver depois de uns meses.
Eu já conheci um amigo meu que conheci lá (que por sinal, é meu melhor amigo. Aaah, e ele é gay!), já passei horas no telefone (e eu ODEIO telefone) com amigas de lá. Já falei com irmãos e irmãs dos meus amigos. Já falei com mães de amigos. Já fiz uma mini-festa de aniversário pra uma amiga minha, pela webcam.
E sinceramente, eu não conseguiria fazer amigos como muitos que eu fiz ali, fora... dali. Por que? Porque eu conheci eles por um acaso (eu diria pelo destino), sem me importar com o que eles aparentavam ser. O mesmo eles comigo.
Tenho certeza que os amigos que eu fiz ali, são muito mais sinceros do que muita gente que eu conheço desde pequena. Tenho certeza que não importa o que aconteça, pelo menos uns cinco amigos dali eu vou ter pra sempre. Não importa o quanto eu os irrite, eles estarão do meu lado pra sempre.Não, eu não tenho mais fake. Desde o ano passado eu já não entrava com tanta vontade, e no começo desse ano eu desisti de tentar ficar ali. Aquilo já não era "legal" como antes. Até porque eu entrava ali pra falar com as mesmas pessoas que eu falava no meu MSN normal, mesmo.
Aí esses dias eu entrei no meu perfil antigo, pra ver quem ainda estava ali. Eu não achei uma pessoa que eu fosse realmente amiga, ali.
Sim, isso significa que todos os que eram "da mesma geração que eu" saíram de lá. Até porque eles tem no mínimo 14 anos, né? (A Sara não, mas é que ela faz aniversário no final do ano AUHAUHAUHAUHUAH, e eu falo loucamente com ela, ok!) e bom, a grande maioira quando tem essa idade acha coisas melhores pra fazer (no meu caso, eu achei dormir, comer, e jogar The Sims 3! Falando nisso, lembrei de instalar as expansões. E rezar pra funcionar dignamente dessa vez), e simplesmente saem dali.
E já que eu estava ali, no fake, comecei a olhar algumas comunidades aleatórias que alguns amigos meus estavam (a maioria, perfis inativos hehehehe Q), e eu achei uma que falava sobre "o fake agora tá um saco, blá blá blá, as pessoas esqueceram que também já foram capengas blá blá blá, pfff", aí eu fiquei pensando.
Ainda existem pessoas que com onze, doze anos fazem o primeiro fake hoje em dia? O fake é tão divertido e sadio pra eles quanto foi pra mim, nessa época? Eles ainda não se preocupam com o fato de serem ou não capengas (ok, ficar dividindo as pessoas entre capengas, não capengas, pops, tops, ou não importa qual merda usam é a coisa mais capenga do mundo! Um bando de adolescentes não podem julgar outros adolescentes pela internet!), ou ainda usam avatares supereditados (pô, já passei horas fazendo avatar UAHUAHUAHUAHAUUAHUAH), ou apenas fotos?
Enfim, será que tudo o que as pessoas dessa "geração de agora" estão vendo o fake como eu vi (uma brincadeira MUITO inocente), ou como uma competição estúpida?
Sério, eu fico ligeiramente preocupada com isso. Por que? Porque bom, todo mundo cresce (mesmo que pouco), ali. Mas as pessoas que estavam "começando" na época que eu tava saindo, elas não cresciam como eu cresci, lentamente. Eles cresciam num dia só, e superficialmente. E isso é preocupante. Por que?
PORQUE PESSOAS QUE SÃO IMATURAS VIRAM FÃS DE JUSTIN BIIIIIBEEEEEER!!!!!!!1111 E MÚSICA COLORIIIDAAAA!!!!11 EEEEEEEEE ESSAS BOSTAS TOOODAAAAAAS!!!!!!!!!!!111111
E eu já tô de saco cheio dessas pessoas.
Adeus.

segunda-feira, 26 de julho de 2010


But, they all are coming from the same left eye.