Pois é. Há quase um ano eu lembro de ter feito um post falando de quando eu fui na casa da minha madrinha. Eu lembro de ter falado que quando eu tava indo, eu tava meio nervosa por estar indo pra São Paulo, e sem a intenção de fazer qualquer coisa relacionado ao Ricardo. Eu lembro que quando tocou I gotta a feeling no rádio, eu me senti teoricamente melhor. Eu lembro que lá eu quase não pensei nele. Eu lembro que eu não chorei quando passaram a filha do Michael falando no enterro dele. (eu assisti tudo de manhã, e chorei o negócio inteiro), Mas eu me lembro do quão difícil foi voltar pra casa. Passar por aquela Placa de divisa de cidade São Paulo/São Bernardo, e perceber que eu, de alguma maneira, tinha ficado naquela cidade. Eu lembro que quando eu cheguei em casa, eu fiquei um pouco travada. Eu lembro que não conseguia dormir. Não conseguia pensar. Não conseguia comer. Não conseguia fazer muita coisa consciente.
Eu lembro de ter ficado até umas 4hrs da manhã sentada na cama olhando pra parede, sem nem respirar direito. Eu lembro de não dormir direito, acordar super cedo e voltar a fazer o que eu estava fazendo.
Eu lembro de ter ligado o computador o mais rápido que podia pra ficar lendo históricos do MSN tentando disfarçar minhas frustrações.
Eu lembro de ter ouvido I gotta a feeling trocentas mil vezes tentando ter aquela sensação de volta. Eu lembro de tudo como se fosse hoje, de verdade. Eu, talvez, consiga até ter aquela sensação de nada ao pensar nisso.
Mas sinceramente, nesse - quase - um ano o que mudou? Aniversários se passaram, mas lá dentro, o que mudou?
Eu sei, algo cresceu. Dobrou de tamanho. A vontade. O amor. A saudade.
E se não valer a pena?
Bom, aí depende.
Tipo, tua alma é pequena?
quinta-feira, 1 de julho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Talvez eu estivesse um pouco errada.
É verdade. Chega a ser irônico quando você finalmente percebe que nada vai ser como nos nossos sonhos. Quando nós vemos que tudo o que sempre desejamos são como bolhas de sabão, belas, e que sempre vão alto. Mas qualquer toque, ela some. Acaba. Desaparece pra sempre.
Aliás, o que a gente deve fazer?
Seguir em frente? Deixar o tempo passar? Esperar pela salvação? Se agarrar em alguma fé, e dizer que aquilo irá te salvar?
Acredite, eu já fiz de tudo. Nada vale de fato a pena. Eu vou fazer quatorze anos nessa quarta-feira, eu mal saí da infância direito, e eu já fiz de tudo.
Não vou mentir. Já cogitei desistir de absolutamente tudo, simplesmente parar de olhar, respirar, viver. Já tentei acreditar numa coisa totalmente espiritual, acreditar que Deus me salvaria. Já procurei por médicos, por remédios, enfrentar tudo de cara.
Já tentei esconder tudo de todos, já tentei jogar tudo na cara, já tentei sair correndo fazendo coisas que nunca quis, como um pedido desesperado por ajuda.
Me escondi. Me mostrei. Me enganei. Tentei ser completamente normal. Tentei assumir tudo.
Nada funciona, queridos.
Não que eu esteja sendo completamente negativa, ou qualquer coisa do tipo. A verdade é que eu, Camila, só eu não consigo ver o que eu faço. Eu entrei num estágio que as coisas simplesmente NÃO importam.
Aliás, no que eu quero chegar? No que eu DEVO chegar? No que eu vou me tornar?
Sério, chega uma hora que essas coisas não fazem mais sentido.
Eu não me importo, sinceramente, se é depressão, se é agorafobia, se é pânico, se é um medo qualquer. Sério, não importa. Eu só quero me curar. Não por médicos, não por salvações divinas, porque eu vi que elas não dão certo. E o pior de tudo, é a frustração de não conseguir.
Se eu for melhorar, eu vou ser capaz de fazer isso sozinha. Talvez alguma ajuda, sim, mas eu quero fazer isso no MEU tempo. Não no tempo que um médico escroto vai dizer que eu vou melhorar.
Enfim, a real é que eu estou pouco me lixando pro que vão pensar ao ler isso, o que vão me julgar, ou o que vão querer fazer por mim.
Eu não me importo com o que pensem da minha imagem, da minha situação, ou qualquer outra coisa.
Eu só quero me encontrar. Me ver de verdade uma vez na vida. Sem lágrimas. Sem medo. Sem ansiedade.
Eu só queria voltar a ser tão viva quanto eu era antes.
E eu sei que mesmo escrevendo isso, daqui a cinco minutos eu vou voltar a ficar... Triste e etc., mas eu preciso mostrar, não pra quem for ler, mas pra mim mesma, que mesmo por pouco tempo, eu consigo encontrar a sanidade mental. Que mesmo por segundos, eu consigo ver a verdade.
E, na boa, se tu leu isso, tu foi muito idiota. (;
Adeus.
Aliás, o que a gente deve fazer?
Seguir em frente? Deixar o tempo passar? Esperar pela salvação? Se agarrar em alguma fé, e dizer que aquilo irá te salvar?
Acredite, eu já fiz de tudo. Nada vale de fato a pena. Eu vou fazer quatorze anos nessa quarta-feira, eu mal saí da infância direito, e eu já fiz de tudo.
Não vou mentir. Já cogitei desistir de absolutamente tudo, simplesmente parar de olhar, respirar, viver. Já tentei acreditar numa coisa totalmente espiritual, acreditar que Deus me salvaria. Já procurei por médicos, por remédios, enfrentar tudo de cara.
Já tentei esconder tudo de todos, já tentei jogar tudo na cara, já tentei sair correndo fazendo coisas que nunca quis, como um pedido desesperado por ajuda.
Me escondi. Me mostrei. Me enganei. Tentei ser completamente normal. Tentei assumir tudo.
Nada funciona, queridos.
Não que eu esteja sendo completamente negativa, ou qualquer coisa do tipo. A verdade é que eu, Camila, só eu não consigo ver o que eu faço. Eu entrei num estágio que as coisas simplesmente NÃO importam.
Aliás, no que eu quero chegar? No que eu DEVO chegar? No que eu vou me tornar?
Sério, chega uma hora que essas coisas não fazem mais sentido.
Eu não me importo, sinceramente, se é depressão, se é agorafobia, se é pânico, se é um medo qualquer. Sério, não importa. Eu só quero me curar. Não por médicos, não por salvações divinas, porque eu vi que elas não dão certo. E o pior de tudo, é a frustração de não conseguir.
Se eu for melhorar, eu vou ser capaz de fazer isso sozinha. Talvez alguma ajuda, sim, mas eu quero fazer isso no MEU tempo. Não no tempo que um médico escroto vai dizer que eu vou melhorar.
Enfim, a real é que eu estou pouco me lixando pro que vão pensar ao ler isso, o que vão me julgar, ou o que vão querer fazer por mim.
Eu não me importo com o que pensem da minha imagem, da minha situação, ou qualquer outra coisa.
Eu só quero me encontrar. Me ver de verdade uma vez na vida. Sem lágrimas. Sem medo. Sem ansiedade.
Eu só queria voltar a ser tão viva quanto eu era antes.
E eu sei que mesmo escrevendo isso, daqui a cinco minutos eu vou voltar a ficar... Triste e etc., mas eu preciso mostrar, não pra quem for ler, mas pra mim mesma, que mesmo por pouco tempo, eu consigo encontrar a sanidade mental. Que mesmo por segundos, eu consigo ver a verdade.
E, na boa, se tu leu isso, tu foi muito idiota. (;
Adeus.
sábado, 12 de junho de 2010
Copa do Mundo, a minha bunda melecada de chocolate suíço, beijo.
Sempre deixei duas coisas MUITO claras: Eu gosto de futebol. Eu odeio o Brasil.
Assim, odeio o modo de vida brasileiro, porque nosso país não tem culpa se esses cocozentos vieram viver aqui, e transformaram nossa terra bonita num país que se resume em "bebida alcoólica, prostituição, músicas ruins, e zéses Q bostolas". Odeio eles, não a pátria amada, idolatrada, salve salve, Brasil um sonho intenso, um raio vívido, de amor e de esper... Tá, já tá bom.
E sim, eu gosto de futebol. Na verdade, eu amo. Mas assistir, porque jogar... Bom, só no gol, e eu sou péssima. Enfim, eu sento, assisto os jogos em silêncio, se tem algum jogo do time que eu to torcendo, eu fico feliz, mas sempre em silêncio. Sabe, eu não to nem aí se (por exemplo) o São Paulo (já disse que eu sou são paulina? Pois, é, eu sou. Hehehehehehheehehehehehhe n) tá perdendo ou ganhado, eu continuo com a mesma cara de nada. A não ser que o outro time seja o Corinthians, aí eu sou BEEEEEEEM expressiva, hehe. n
Mas bem, a verdade, é que eu ODEIO copa do mundo.
É só marketing.
Aliás, é outra coisa.
Mãe, pai, vó, família, se vocês lerem isso, desculpa as expressões, mas eu preciso usar. Sabe, tirar o ódinho de dentro, pois é.
É FI-LHA-DA-PU-TI-CE. Porque, sinceramente, todas as empresas do mundo, só usam disso pra chamar a porra da atenção de todo mundo, pra fazer propagandas, pra venderem mais, e encher a porra do cu de dinheiro. E fazer isso é ser muito, MUITO, filha da puta.
Pronto, falei.
Mas, depois de hoje, eu SINCERAMENTE, desejo com toda a merda do meu coração que todos os meus vizinhos ganhem todas as promoções pra ir pra África. Por que?
Eu to quase matando todo mundo por causa dessas cornetinhas estúpidas, e eu não to nem aí pra merda do nome delas, quando eu era criança elas eram vendidas em todos os lugares como "cornetas", e não é porque na merda da África tem um nome legal, que eu vou falar a merda do nome legal.
E eu pouco me importo se são crianças fazendo barulho, elas estão fazendo barulho, e os pais apoiam!
Por que? Porque brasileiro é troxa mesmo, só lembra de falar "eu amo o Brasil" quando tem essa bosta de copa.
Tradução, copa do mundo, além de atiçar a filha da putice dos capitalistas por aí, também faz neguinho ficar todo hipócrita.
Três palavras: vão se foder.
E pra acabar com uma bela frase, usarei a do meu professor de história tentando não demonstrar todo o seu ódinho.
- Eu não vou torcer pro Brasil nessa copa, não mesmo. Não que eu não gosto do Brasil (ERRO! Ele não gosta, só não quis assumir na frente da sala toda), é que eu torço pro São Paulo, NÃO pra seleção. - Obrigada, professor Paulo, pelas belas palavras. N
PS - nada contra os corinthianos. Na verdade, tenho muitos amigos que torcem pro Corinthians. Mas eu só tentei colocar um humorzinho ali ok.
PS² - familiares, desculpa mesmo pelos palavrões, mas eu precisava tirar todo o ódinho de dentro de mim. Ódinho? Ok, o ódio monstro. Sim, eu to com muita raiva de tudo. Vou me excluir no... Alasca durante a copa, adeus.
Assim, odeio o modo de vida brasileiro, porque nosso país não tem culpa se esses cocozentos vieram viver aqui, e transformaram nossa terra bonita num país que se resume em "bebida alcoólica, prostituição, músicas ruins, e zéses Q bostolas". Odeio eles, não a pátria amada, idolatrada, salve salve, Brasil um sonho intenso, um raio vívido, de amor e de esper... Tá, já tá bom.
E sim, eu gosto de futebol. Na verdade, eu amo. Mas assistir, porque jogar... Bom, só no gol, e eu sou péssima. Enfim, eu sento, assisto os jogos em silêncio, se tem algum jogo do time que eu to torcendo, eu fico feliz, mas sempre em silêncio. Sabe, eu não to nem aí se (por exemplo) o São Paulo (já disse que eu sou são paulina? Pois, é, eu sou. Hehehehehehheehehehehehhe n) tá perdendo ou ganhado, eu continuo com a mesma cara de nada. A não ser que o outro time seja o Corinthians, aí eu sou BEEEEEEEM expressiva, hehe. n
Mas bem, a verdade, é que eu ODEIO copa do mundo.
É só marketing.
Aliás, é outra coisa.
Mãe, pai, vó, família, se vocês lerem isso, desculpa as expressões, mas eu preciso usar. Sabe, tirar o ódinho de dentro, pois é.
É FI-LHA-DA-PU-TI-CE. Porque, sinceramente, todas as empresas do mundo, só usam disso pra chamar a porra da atenção de todo mundo, pra fazer propagandas, pra venderem mais, e encher a porra do cu de dinheiro. E fazer isso é ser muito, MUITO, filha da puta.
Pronto, falei.
Mas, depois de hoje, eu SINCERAMENTE, desejo com toda a merda do meu coração que todos os meus vizinhos ganhem todas as promoções pra ir pra África. Por que?
Eu to quase matando todo mundo por causa dessas cornetinhas estúpidas, e eu não to nem aí pra merda do nome delas, quando eu era criança elas eram vendidas em todos os lugares como "cornetas", e não é porque na merda da África tem um nome legal, que eu vou falar a merda do nome legal.
E eu pouco me importo se são crianças fazendo barulho, elas estão fazendo barulho, e os pais apoiam!
Por que? Porque brasileiro é troxa mesmo, só lembra de falar "eu amo o Brasil" quando tem essa bosta de copa.
Tradução, copa do mundo, além de atiçar a filha da putice dos capitalistas por aí, também faz neguinho ficar todo hipócrita.
Três palavras: vão se foder.
E pra acabar com uma bela frase, usarei a do meu professor de história tentando não demonstrar todo o seu ódinho.
- Eu não vou torcer pro Brasil nessa copa, não mesmo. Não que eu não gosto do Brasil (ERRO! Ele não gosta, só não quis assumir na frente da sala toda), é que eu torço pro São Paulo, NÃO pra seleção. - Obrigada, professor Paulo, pelas belas palavras. N
PS - nada contra os corinthianos. Na verdade, tenho muitos amigos que torcem pro Corinthians. Mas eu só tentei colocar um humorzinho ali ok.
PS² - familiares, desculpa mesmo pelos palavrões, mas eu precisava tirar todo o ódinho de dentro de mim. Ódinho? Ok, o ódio monstro. Sim, eu to com muita raiva de tudo. Vou me excluir no... Alasca durante a copa, adeus.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Amor-de-orkut.
Eu tava fazendo um super post legal n sobre utopias e ideologias, mas aí algo no fundo do meu pâncreas gritous:
NÃO! É A HORA DE SALVAR O MUNDO, SUPER CAMILA!
E como um dia o planeta Terra vai se chamar Camilopólis eu respondi:
- Sim, pâncreas. Está na hora de salvar a futura Camilopólis do mal!
E cá estou eu.
Sabe, tem algo que vem me empurrunhando a vida de um jeito que ninguém consegue explicar.
Esses dias eu to perambulando no Orkut e vejo uma menina que estudava na minha escola. Ela tinha três álbuns no Orkut.
Um, que se chamava "todo mundo tem alter ego" - eu JURO -, que estava basicamente cheio de fotos dela com roupas curtas, no espelho, com doces super variados entre chiclete, pirulitos e... chicletes, com aquele sapato que chamam de "pulo do gato", e legendas de músicas de pagode.
O outro dela com um menino que se chama Thiago, com fotos dos dois se beijando, mais pulos do gato, mais roupas curtas, e mais legendas de músicas de pagode (a gente tem tudo pra dar certo, fica comigoooooo* e afins).
O terceiro era dela com uma menina, em várias poses que julgam "pelegas", "zicas", e que na minha época eram chamadas de "marotas', "supimpas", e "idiotas", mais algumas legendas de pagode, passando por sertanejo universitário, e terminando no funk.
Conclusão, é o tipo de gente que eu denomino, inútil, burra, e ligeiramente sonsa.
Hoje eu achei o Orkut dela de novo, com mais uma vez três álbuns.
O primeiro era basicamente a mesma coisa, só que com cada vez mais fotos, cada vez mais legendas de pagode, cada vez mais fotos no espelho.
O segundo ainda era dela beijando um garoto. Mas ele se chamava Alexandre.
O terceiro ainda era de uma menina trouxa, MAS ela se chamava Maysa.
Mais gente inútil, burra, e ligeiramente sonsa!
Enfim, e semana que vem, como vai estar? Felipe e Gabriela? (Aaai, tenho primos com esses nomes, e eles são irmãos! Mas ignore). Marcos e Vanessa? Juro que me sinto num looping (??????????????) (na dúvida, leia lupin que tá tudo bem) eterno.
Amar quem tu conheceu no Orkut é uma coisa. Mas deopis de uma semana trocar de namorado, tirar fotos toscas com ele e ainda colocar legendas de pagode (to fazendo amor com outra pessooooooooooaaa, mas meu coração vai ser sempre (?) seeeeeeuuuuuuuu!)? Cara. Que... Ousadia!!!!11111111!!!11!!1!1
*Marrom Bombom - Os morenos. Aquela do "tira a calça jeans, bota o fio dental, morena você é tão sensual [...]marrom bombom, marrom bombom, nossa cor marrom" enfim, tu reconhece que eu SEI!
NÃO! É A HORA DE SALVAR O MUNDO, SUPER CAMILA!
E como um dia o planeta Terra vai se chamar Camilopólis eu respondi:
- Sim, pâncreas. Está na hora de salvar a futura Camilopólis do mal!
E cá estou eu.
Sabe, tem algo que vem me empurrunhando a vida de um jeito que ninguém consegue explicar.
Esses dias eu to perambulando no Orkut e vejo uma menina que estudava na minha escola. Ela tinha três álbuns no Orkut.
Um, que se chamava "todo mundo tem alter ego" - eu JURO -, que estava basicamente cheio de fotos dela com roupas curtas, no espelho, com doces super variados entre chiclete, pirulitos e... chicletes, com aquele sapato que chamam de "pulo do gato", e legendas de músicas de pagode.
O outro dela com um menino que se chama Thiago, com fotos dos dois se beijando, mais pulos do gato, mais roupas curtas, e mais legendas de músicas de pagode (a gente tem tudo pra dar certo, fica comigoooooo* e afins).
O terceiro era dela com uma menina, em várias poses que julgam "pelegas", "zicas", e que na minha época eram chamadas de "marotas', "supimpas", e "idiotas", mais algumas legendas de pagode, passando por sertanejo universitário, e terminando no funk.
Conclusão, é o tipo de gente que eu denomino, inútil, burra, e ligeiramente sonsa.
Hoje eu achei o Orkut dela de novo, com mais uma vez três álbuns.
O primeiro era basicamente a mesma coisa, só que com cada vez mais fotos, cada vez mais legendas de pagode, cada vez mais fotos no espelho.
O segundo ainda era dela beijando um garoto. Mas ele se chamava Alexandre.
O terceiro ainda era de uma menina trouxa, MAS ela se chamava Maysa.
Mais gente inútil, burra, e ligeiramente sonsa!
Enfim, e semana que vem, como vai estar? Felipe e Gabriela? (Aaai, tenho primos com esses nomes, e eles são irmãos! Mas ignore). Marcos e Vanessa? Juro que me sinto num looping (??????????????) (na dúvida, leia lupin que tá tudo bem) eterno.
Amar quem tu conheceu no Orkut é uma coisa. Mas deopis de uma semana trocar de namorado, tirar fotos toscas com ele e ainda colocar legendas de pagode (to fazendo amor com outra pessooooooooooaaa, mas meu coração vai ser sempre (?) seeeeeeuuuuuuuu!)? Cara. Que... Ousadia!!!!11111111!!!11!!1!1
*Marrom Bombom - Os morenos. Aquela do "tira a calça jeans, bota o fio dental, morena você é tão sensual [...]marrom bombom, marrom bombom, nossa cor marrom" enfim, tu reconhece que eu SEI!
terça-feira, 25 de maio de 2010
Eu já era revoltada, mas agora corram.
Bom, como todos já devem - ou deveriam - saber, eu sempre tive uma opinião muito concreta sobre a deliciosa aula de educação física: desnecessária, inútil, e ligeiramente tonta.
É o tipo de aula que tira o foco dos estudos, que leva os alunos a reclamarem com o time quando eles fizeram merda, e lança expressões bombásticas que poderão ser usadas na sua vida para sempre. Exemplo.
- NOSSA, DESCOBRI A CURA DO CANCER!!!!!1 E DA AIDS!!!!! MAS OLHA SÓ QUE COISA, NA VERDADE EU TRABALHO NA NASA FAZENDO ~FOGUETES~, SENDO QUE NA VERDADE SEMPRE SONHEI EM SER MAESTRO. COISA DE LOUCO, NÉÉÉ?
- Bem tiiiiimeeee!
Pronto. conquistou o coração de nosso gênio, talentoso e meramente ilustrativo. Simples assim.
E bom, como - mais uma vez - vocês devem - ou deveriam - saber, desde quando eu tinha uns seis anos eu sempre tive assim, duas opções para um futuro brilhante, e uma que é assim, atestado de pobreza. a) ser cientista (VULGO química. Sempre quis misturar líquidos coloridos e causar explosões, desculpa aê); b) ser astronauta (não zoa); e por último, e OBVIAMENTE o que me faria vender à alma para o sistema pra tipo, conseguir comprar comida c) ser psicóloga.
Sabe, amo psicologia, mas convenhamos, ou tu vende tua alma mesmo, ou anda de sandália por aí. Mas como se eu for ser rica, vai ser só pra ter dinheiro mesmo, ser astronauta era assim, uma doce ilusão infantil. Então, descubra pelo o que a gente (eu) escolhemos. Uhum.
AGORA MIM FALA, SABER SACAR BEM QUANDO EU TIVER JOGANDO VÔLEI VAI ME FAZER SER UMA QUÍMICA MELHOOOORR?
JOGAR HAND VAI ME FAZER SER UMA QUÍMICA DA PERICIA LABORATORIAL DA POLICIA FEDERAL MAIS DIGNA, JUSTA, E BEM REMUNERADA (qual é, Marx era um gênio, mas ser rico deve ser bom)?
Eu respondo. NÃO VAI!!!!!!!!!!!!!!!!11111111111111
Agora à razão de tudo isso. Hoje é terça. De terça eu tenho aula de educação física. Ok. Tudo bem. Eu sempre faço as aulas. Sabe, é engraçado ficar lá sem fazer nada, ouvindo todo mundo falando pra eu me mexer, e quando eu faço alguma coisa que é realmente sorte, ninguém faz nada, e a gente continua perdendo. Sério, me distraí.
Bom, aí a gente entrou na quadra e eu olhei pra rede. Juro que eu senti meus olhos brilhando. Porque assim, se não é vôlei, é hand, e se tem um esporte que eu odeio é hand. Cara, ódio mortal mesmo.
Bom, eu fui, deixie minha mochila no cantinho de sempre, e fiquei lá, esperando o professor começar a aula.
Até aí tudo bem.
Aí ele fala:
- Separem em trios que hoje vai ser treino.
Ok, de boas. Mas eu queria jogar, né? Aí eu fiz uma cara de quem está ligeiramente triste com a noticia que anteriormente foi divulgada e disse mais para a Natália que estava do meu lado do que pro professor:
- Pô professor. Treino? Achei que a gente ia jogar...
E fui em direção onde estavam separando os trios de meninas. Uma aula normal até aí.
NIIIIIIIISSO, ASSIM, DO NAAADAAA, ele quase grita pelo meu nome e fala pra eu ir lá.
Eu com medinho fui.
Fui me ferrar de uma maneira esplêndida, né?
- Você não quer fazer a aula, sai da quadra.
Juro que ele disse isso. Eu fiquei pasma, olhando pra ele com uma cara até um pouco engraçada. Porque sério, eu tava mais preparada pra sofrer estupro do que ser colocada pra fora da aula.
Aí ele ficou ali, me olhando como se eu fosse uma criminosa, como se eu tivesse xingado a mãe dele ou sei lá o que, e quando eu senti que a sala inteira tava olhando, e que ele tava quase querendo explodir eu sai. Sai pra evitar maiores confusões, porque minha vontade era falar "HEEEEY, eu quero fazer a aula sim. Não coloque palavras na minha boca", mas isso causaria mais discussões, e piores consequencias.
Bom, eu fiquei ali, sentada na escada - pior, sem meu material pra, pelo menos, fazer algo de útil -, esperando por 45 minutos. E rezando pra que nenhuma de todas as duas diretoras decidissem ir pra quadra.
OI? Cara, não que eu seja perfeita, mas nenhum professor nunca reclamou de mim. Eu converso mas tenho tudomenos um mapa de história ihihihihihihhi Q em dia. Minha nota mais baixa foi 5,7 e grande maioria da sala tirou notas mais baixas.
Faço todos os trabalhos, faço as lições de casamenos o bendito mapa de história que não vai fazer diferença terminar ou não, sempre pergunto tudo o que tenho dúvida, ajudo meus colegas quando eles tem alguma dúvida e etc. Sabe, eu sou esforçada, mesmo.
MAS POR QUE EU TIVE QUE NÃO FAZER A AULA? Será que meu professor lembrou que eu tenho problema no joelho (o que não me impede de fazer as aulas de educação física. Aliás, só impede quando tá doendo muito, mas é tão raro que essa opção é quase impossível de ser colocada ali) e tipo "aaaaaah, vou fazer a boa ação do ano". Não foi isso. Na verdade, não importa o que foi. E não vai fazer nenhuma diferença eu sentir raiva, ou qualquer outra coisa, tanto é que eu to normal. Continuo com minha mesma opinião sobre o professor (baixinho, implicante, com um senso de humor um pouco estranho, poréééém uma boa pessoa. Boa pessoa mesmo. Acho ele muito gente fina), mas cara, a sala inteira ficou tensa. Sabe, todo mundo sempre me viu como uma das mais quietas da sala. E eu fui a primeira aluna que o professor coloca pra fora da aula.
Bom, foda-se.
Mas entendam minha revolta. ENTENDAAAAAAM! Eu fui colocada pra fora de uma aula que nem deveria existir! Cara, coooooomooooooo?
Tipo, estou em abalo sísmico até agora. E olha que a aula de educação física acabou 10:30 da manhã!
É o tipo de aula que tira o foco dos estudos, que leva os alunos a reclamarem com o time quando eles fizeram merda, e lança expressões bombásticas que poderão ser usadas na sua vida para sempre. Exemplo.
- NOSSA, DESCOBRI A CURA DO CANCER!!!!!1 E DA AIDS!!!!! MAS OLHA SÓ QUE COISA, NA VERDADE EU TRABALHO NA NASA FAZENDO ~FOGUETES~, SENDO QUE NA VERDADE SEMPRE SONHEI EM SER MAESTRO. COISA DE LOUCO, NÉÉÉ?
- Bem tiiiiimeeee!
Pronto. conquistou o coração de nosso gênio, talentoso e meramente ilustrativo. Simples assim.
E bom, como - mais uma vez - vocês devem - ou deveriam - saber, desde quando eu tinha uns seis anos eu sempre tive assim, duas opções para um futuro brilhante, e uma que é assim, atestado de pobreza. a) ser cientista (VULGO química. Sempre quis misturar líquidos coloridos e causar explosões, desculpa aê); b) ser astronauta (não zoa); e por último, e OBVIAMENTE o que me faria vender à alma para o sistema pra tipo, conseguir comprar comida c) ser psicóloga.
Sabe, amo psicologia, mas convenhamos, ou tu vende tua alma mesmo, ou anda de sandália por aí. Mas como se eu for ser rica, vai ser só pra ter dinheiro mesmo, ser astronauta era assim, uma doce ilusão infantil. Então, descubra pelo o que a gente (eu) escolhemos. Uhum.
AGORA MIM FALA, SABER SACAR BEM QUANDO EU TIVER JOGANDO VÔLEI VAI ME FAZER SER UMA QUÍMICA MELHOOOORR?
JOGAR HAND VAI ME FAZER SER UMA QUÍMICA DA PERICIA LABORATORIAL DA POLICIA FEDERAL MAIS DIGNA, JUSTA, E BEM REMUNERADA (qual é, Marx era um gênio, mas ser rico deve ser bom)?
Eu respondo. NÃO VAI!!!!!!!!!!!!!!!!11111111111111
Agora à razão de tudo isso. Hoje é terça. De terça eu tenho aula de educação física. Ok. Tudo bem. Eu sempre faço as aulas. Sabe, é engraçado ficar lá sem fazer nada, ouvindo todo mundo falando pra eu me mexer, e quando eu faço alguma coisa que é realmente sorte, ninguém faz nada, e a gente continua perdendo. Sério, me distraí.
Bom, aí a gente entrou na quadra e eu olhei pra rede. Juro que eu senti meus olhos brilhando. Porque assim, se não é vôlei, é hand, e se tem um esporte que eu odeio é hand. Cara, ódio mortal mesmo.
Bom, eu fui, deixie minha mochila no cantinho de sempre, e fiquei lá, esperando o professor começar a aula.
Até aí tudo bem.
Aí ele fala:
- Separem em trios que hoje vai ser treino.
Ok, de boas. Mas eu queria jogar, né? Aí eu fiz uma cara de quem está ligeiramente triste com a noticia que anteriormente foi divulgada e disse mais para a Natália que estava do meu lado do que pro professor:
- Pô professor. Treino? Achei que a gente ia jogar...
E fui em direção onde estavam separando os trios de meninas. Uma aula normal até aí.
NIIIIIIIISSO, ASSIM, DO NAAADAAA, ele quase grita pelo meu nome e fala pra eu ir lá.
Eu com medinho fui.
Fui me ferrar de uma maneira esplêndida, né?
- Você não quer fazer a aula, sai da quadra.
Juro que ele disse isso. Eu fiquei pasma, olhando pra ele com uma cara até um pouco engraçada. Porque sério, eu tava mais preparada pra sofrer estupro do que ser colocada pra fora da aula.
Aí ele ficou ali, me olhando como se eu fosse uma criminosa, como se eu tivesse xingado a mãe dele ou sei lá o que, e quando eu senti que a sala inteira tava olhando, e que ele tava quase querendo explodir eu sai. Sai pra evitar maiores confusões, porque minha vontade era falar "HEEEEY, eu quero fazer a aula sim. Não coloque palavras na minha boca", mas isso causaria mais discussões, e piores consequencias.
Bom, eu fiquei ali, sentada na escada - pior, sem meu material pra, pelo menos, fazer algo de útil -, esperando por 45 minutos. E rezando pra que nenhuma de todas as duas diretoras decidissem ir pra quadra.
OI? Cara, não que eu seja perfeita, mas nenhum professor nunca reclamou de mim. Eu converso mas tenho tudo
Faço todos os trabalhos, faço as lições de casa
MAS POR QUE EU TIVE QUE NÃO FAZER A AULA? Será que meu professor lembrou que eu tenho problema no joelho (o que não me impede de fazer as aulas de educação física. Aliás, só impede quando tá doendo muito, mas é tão raro que essa opção é quase impossível de ser colocada ali) e tipo "aaaaaah, vou fazer a boa ação do ano". Não foi isso. Na verdade, não importa o que foi. E não vai fazer nenhuma diferença eu sentir raiva, ou qualquer outra coisa, tanto é que eu to normal. Continuo com minha mesma opinião sobre o professor (baixinho, implicante, com um senso de humor um pouco estranho, poréééém uma boa pessoa. Boa pessoa mesmo. Acho ele muito gente fina), mas cara, a sala inteira ficou tensa. Sabe, todo mundo sempre me viu como uma das mais quietas da sala. E eu fui a primeira aluna que o professor coloca pra fora da aula.
Bom, foda-se.
Mas entendam minha revolta. ENTENDAAAAAAM! Eu fui colocada pra fora de uma aula que nem deveria existir! Cara, coooooomooooooo?
Tipo, estou em abalo sísmico até agora. E olha que a aula de educação física acabou 10:30 da manhã!
terça-feira, 4 de maio de 2010
Eu não sei. Eu ando muito cheia de sentimentos. Eu preciso tirar eles de mim. E vou fazer isso, ok.
Enfim, eu ando muito boba. Metade do meu dia é cheio de alegria, risadas, e bobagens. A outra metade é triste, quieta, fria, nostálgica, monótona.
Que tipo de vida é essa? Em qual parte do dia que eu sou falsa? Em qual parte do dia eu sou sincera?
Eu sinto isso. quando eu estou feliz, eu REALMENTE estou feliz. Eu sorrio de verdade. Sorrio não só com os lábios, mas com os olhos. Com o coração. Com a alma.
Mas depois, eu fico quieta. Sentindo-me sozinha. Eu fico meio-morta. Sangrando todo o meu sangue. Sangrando por dentro. Sangrando pelos olhos. Sangrando pelas palavras.
As palavras que antes eram doces, tornam-se ácidas. Corrosivas.
E o que eu posso fazer contra isso? Nada.
Eu não tenho como fingir que eu estou bem. Eu já cansei disso.
Eu posso guardar tudo pra mim, esperando que um dia eu esqueça que tudo isso aconteceu, mas eu não vou fingir que eu estou bem. Mentir só vai fazer com que eu me torne tudo o que eu nunca fui. Aliás, que eu fui uma vez.
"Havia um capítulo chamado 'Corações Cansados' em Uma Canção no Escuro. Uma mocinha romântica prometera amor a um rapaz, mas ele parecia ter fugido com sua melhor amiga. Liesel tinha certeza de que era capítulo treze. 'Meu coração está muito cansado', dissera a jovem. Estava numa capela, escrevendo em seu diário.
Não, pensou Liesel, enquanto andava. É o meu coração que está cansado. Um coração de treze anos não deveria sentir-se assim."
Enfim, eu ando muito boba. Metade do meu dia é cheio de alegria, risadas, e bobagens. A outra metade é triste, quieta, fria, nostálgica, monótona.
Que tipo de vida é essa? Em qual parte do dia que eu sou falsa? Em qual parte do dia eu sou sincera?
Eu sinto isso. quando eu estou feliz, eu REALMENTE estou feliz. Eu sorrio de verdade. Sorrio não só com os lábios, mas com os olhos. Com o coração. Com a alma.
Mas depois, eu fico quieta. Sentindo-me sozinha. Eu fico meio-morta. Sangrando todo o meu sangue. Sangrando por dentro. Sangrando pelos olhos. Sangrando pelas palavras.
As palavras que antes eram doces, tornam-se ácidas. Corrosivas.
E o que eu posso fazer contra isso? Nada.
Eu não tenho como fingir que eu estou bem. Eu já cansei disso.
Eu posso guardar tudo pra mim, esperando que um dia eu esqueça que tudo isso aconteceu, mas eu não vou fingir que eu estou bem. Mentir só vai fazer com que eu me torne tudo o que eu nunca fui. Aliás, que eu fui uma vez.
"Havia um capítulo chamado 'Corações Cansados' em Uma Canção no Escuro. Uma mocinha romântica prometera amor a um rapaz, mas ele parecia ter fugido com sua melhor amiga. Liesel tinha certeza de que era capítulo treze. 'Meu coração está muito cansado', dissera a jovem. Estava numa capela, escrevendo em seu diário.
Não, pensou Liesel, enquanto andava. É o meu coração que está cansado. Um coração de treze anos não deveria sentir-se assim."
A menina que Roubada Livros.
sábado, 1 de maio de 2010
Sentimentos exageros, causados por excesso de perfumes alheios que entram pela minha janela.
Me irrita o fato de querer chuva quando está sol.
Me irrita o fato de sair na janela e sentir os perfumes alheios.
Me irrita o fato de não ter o que fazer no sábado à noite.
Me irrita o fato de não saber das conselhos.
Me irrita o fato de te procurar em outros rostos.
Me irrita o fato de sentir fome do que não existe.
Me irrita o fato de querer tudo ao mesmo tempo.
Me irrita o fato de não saber por onde começar as coisas.
Me irrita o fato de não saber contar piadas.
Me irrita o fato de odiar final de semana.
Me irrita o fato de olhar pra parede e ver um branco sem fim.
Me irrita o fato de não conseguir me dar bem com cores.
Me irrita o fato de querer causar boa aparência.
Me irrita o fato de estar sempre fazendo dos meus pensamentos uma narrativa.
Me irrita o fato de achar que coisas materiais podem salvar minha mente.
Me irrita o fato de só ver o céu escuro.
Me irrita o fato de ter que fechar tudo.
Me irrita o fato de querer o que está longe.
Me irrita o fato de ser tudo.
Me irrita o fato de não ter um meio termo.
Me irrita o fato de ser hipócrita.
Me irrita o fato de às vezes me odiar.
Me irrita o fato de olhar para as janelas dos outros e tentar me sentir menos sozinha.
Me irrita mentir tanto.
Me irrita querer fazer uma música que sai como poema.
Me irrita fazer um poema que sai como desabafo.
Das coisas que me irrita, a pior é ter que guardar tudo.
Mas me deixa.
Me deixa reclamar.
Me deixa gritar.
Me deixa falar o que eu sempre quis.
Me deixa finalmente por o pingo nos is.
Me deixa ficar puta.
Me deixa falar as palavras que eu nunca quis.
Me deixa raspar metade do cabelo, e pintar o resto de verde.
Me deixa sorrir sem me sentir culpada.
Me deixa chorar de soluçar.
Me deixa querer dançar.
Me deixa querer viver.
Me deixa querer me salvar.
Deixa eu me irritar com o fato de você não deixar.
Deixa eu escrever pra ninguém ler.
Deixa eu falar pra ninguém ouvir.
Deixa eu correr.
Deixa, mesmo que por um segundo, eu morrer.
Me irrita o fato de sair na janela e sentir os perfumes alheios.
Me irrita o fato de não ter o que fazer no sábado à noite.
Me irrita o fato de não saber das conselhos.
Me irrita o fato de te procurar em outros rostos.
Me irrita o fato de sentir fome do que não existe.
Me irrita o fato de querer tudo ao mesmo tempo.
Me irrita o fato de não saber por onde começar as coisas.
Me irrita o fato de não saber contar piadas.
Me irrita o fato de odiar final de semana.
Me irrita o fato de olhar pra parede e ver um branco sem fim.
Me irrita o fato de não conseguir me dar bem com cores.
Me irrita o fato de querer causar boa aparência.
Me irrita o fato de estar sempre fazendo dos meus pensamentos uma narrativa.
Me irrita o fato de achar que coisas materiais podem salvar minha mente.
Me irrita o fato de só ver o céu escuro.
Me irrita o fato de ter que fechar tudo.
Me irrita o fato de querer o que está longe.
Me irrita o fato de ser tudo.
Me irrita o fato de não ter um meio termo.
Me irrita o fato de ser hipócrita.
Me irrita o fato de às vezes me odiar.
Me irrita o fato de olhar para as janelas dos outros e tentar me sentir menos sozinha.
Me irrita mentir tanto.
Me irrita querer fazer uma música que sai como poema.
Me irrita fazer um poema que sai como desabafo.
Das coisas que me irrita, a pior é ter que guardar tudo.
Mas me deixa.
Me deixa reclamar.
Me deixa gritar.
Me deixa falar o que eu sempre quis.
Me deixa finalmente por o pingo nos is.
Me deixa ficar puta.
Me deixa falar as palavras que eu nunca quis.
Me deixa raspar metade do cabelo, e pintar o resto de verde.
Me deixa sorrir sem me sentir culpada.
Me deixa chorar de soluçar.
Me deixa querer dançar.
Me deixa querer viver.
Me deixa querer me salvar.
Deixa eu me irritar com o fato de você não deixar.
Deixa eu escrever pra ninguém ler.
Deixa eu falar pra ninguém ouvir.
Deixa eu correr.
Deixa, mesmo que por um segundo, eu morrer.
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