Devo assumir que sempre odiei essa baboseira de "Ano Novo" - tanto é que nunca fui pra praia ver os fogos. Aliás, já. Mas sempre da sacada da minha tia (que é no quarteirão da praia, tá valendo?), mas assim, praia, praia, areia, circulo de Jah, nunca. Até porque, sempre odiei praia, mas enfim.
Mas mesmo não gostando, eu sempre me vesti de branco, e fui comer lentilhas. mas nesse ano, eu assumo, eu chorei. Chorei a virada inteira. Por que? O de sempre, medo. Medo desse ano ser pior. Medo desse ano ser melhor. Simplesmente, medo do que poderia acontecer esse ano.
E como deve ser óbvio, esse mês de janeiro foi completamente frustrante. Por que? Não saí. Não viajei. Não vi ninguém. Li dois livros (A Canção de Kahunsha, e A Menina que Roubava Livros) e os dois entraram na minha lista de livros favoritos. Principalmente A Menina que Roubava Livros. Comecei mais um livro alemão (Ainda Resta Uma Esperança), e folheei o primeiro capitulo de O Caçador de Pipas.
Ok, li bastante até. Comparando com ano passado. Mas mesmo assim, eu ainda vejo todas as veias que eu tenho nos meus pés. E nas minhas pernas. E mãos. E enfim.
Aí chegaremos no primeiro dia de aula.
Abre diálogo um.
- O que você fez nas férias?
- Fui pro Guarujá e peguei virose! E você?
- Fui pro Rio de Janeiro. E Pra Minas! E você Camila?
- Li dois livros.
Fecha diálogo um.
Alguém reconhece o drama? É, eu vou ser a nerd que vai ser zoada no primeiro semestre inteiro, porque teve dois meses, pra ler dois livros. E por sinal, li os dois em um mês só. Não imaginem como foi dezembro pra mim.
mas voltaremos a escola.
Abre diálogo dois.
- Ai, meio que esqueci o Mário, sei lá...
- O Vitor que enfie aquela aliança no meio do c*, pouco me importo, o irmão gêmeo dele é mais bonito. E tá solteiro.
- Eles são gêmeos idênticos, Ana.
- MAS O PAULO É MAIS BONITO!
- Ah sim...
- E você, Mila?
- O que? Ah, o Ricardo pode enfiar tudo no c* dele também. Tudo, carro, faculdade, técnico, menos o computador. Aliás, o carro também não. Ah, pode sim, ele não viria pra cá mesmo.
- MANO, ainda o Ricardo?
fecha diálogo dois.
Reconheceram o segundo drama? Vou ser a nerd zoada o primeiro semestre inteiro porque passou as férias lendo, E ainda ama o mesmo garoto de dois anos atrás.
Mas isso no primeiro semestre. Veremos a previsão do segundo.
Abre diálogo três.
- Aaaaaaaai, já comprei meu vestido pra formatura. É rosa! É lindo. E o sapato, acho que vai ser um peep toe rosa... Não sei Ou preto? Tô em dúvida, muito rosa cansa.
- Ah, eu vou no preto básico. Aí posso abusar no sapato! E você, Mila?
- Ah, minha mãe vai mandar fazer um vestido verde pra mim. decote V, com um laço preto não muito grande na cintura, vai ficar legal...
- Que verde?
- Um verde meio musgo, mas claro, tipo aquela minha camiseta que tem uma emo na frente, Máa.
- Que lindo. Sério, vai ficar ótimo! Mas que sapato.
- Mano, nemligo, vou usar All Star mesmo. Não terei paciência pra usar salto. E eu prometi a mim mesma que me formaria de All Star!
- Ah sim.
fecha diálogo três.
Espero que nesse, você JÁ tenha reconhecido o drama.
Mas sinceramente, pouco me importa. Eu to viva, eu sou mais colorida que você n, eu to feliz, e eu tenho milhões de livros pra ler. Eu ainda tneho que acordar 5hr40 da manhã pra pegar a perua ~desespero~, e eu ainda tenho problemas com carne de porco. E ainda pego gripe fácil.
Mas quem se importa?
Alguém?
É.
Nem eu.
Então - nas palavras de Marina - vamos comer queijo, e sermos felizes, mano. (:
domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
Doze horas de pura tensão.
Fazem exatamente doze horas que eu passei pela experiência mais absurda da minha vida: ver Danny Jones cantar ópera, ao vivo, epla internet, comendo bisnaguinha e tomando café.
Acredite, foi realmente absurdo. Primeiro: descobri que ele cantando ópera, causa mais efeitos em mim, do que cantando qualquer outra coisa. Segundo: eu ainda não me recuperei, meu coração ainda está acelerado, e eu não consegui dormir essa noite. Terceiro: erm... "COMOASSIM O DANNY???????//////////////" porque sinceramente, se o Danny me tirou o sono (de complexidade do jeito como qual ele cantou, bandi... pervertidos!), imagine se fosse o Tom? Ou o Dougie? OK, NÃO IMAGINE!!!!!!11 n
Pra acabar com isso, sinta a tensão você mesmo:
PS - minha impressão, ou essa é a primeira postagem que não começa com a letra "E", hmmmmmmm.
Acredite, foi realmente absurdo. Primeiro: descobri que ele cantando ópera, causa mais efeitos em mim, do que cantando qualquer outra coisa. Segundo: eu ainda não me recuperei, meu coração ainda está acelerado, e eu não consegui dormir essa noite. Terceiro: erm... "COMOASSIM O DANNY???????//////////////" porque sinceramente, se o Danny me tirou o sono (de complexidade do jeito como qual ele cantou, bandi... pervertidos!), imagine se fosse o Tom? Ou o Dougie? OK, NÃO IMAGINE!!!!!!11 n
Pra acabar com isso, sinta a tensão você mesmo:
PS - minha impressão, ou essa é a primeira postagem que não começa com a letra "E", hmmmmmmm.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Estranhas, sem sentido, porém MINHAS.
Olha só que coisa, eu aqui, morrendo-me com um copo de leite com nescau depois de uma noite não dormida, começo a reparar em velhas amigas minhas: minhas manias! E bom, eu como sempre tenho muito o que fazer, comecei a viajar pelo universo paralelo que minha mente é. Sim, universo paralelo. Eu normal assim, não me encaixaria nesse universo, aceite o drama. E como o tempo no universo paralelo, vulgo minha mente, passa de um jeito bem ridículo, eu passei o dia inteiro pensando nas minhas manias. E aí eu comecei a fazer uma lista das cinco piores. Porque eu amo fazer listas, e acho que todo mundo sabe disso, ACHO.
E como eu não me contento em fazer listas e escrevê-las em meu diário NN eu decidi portar no Blog, já que é tudo uma tentativa desesperada de alertar as pessoas que eu tenho transtorno(s), corram. N
5. Se chove, tenho que ouvir uma música que tenha a palavra "chuva" ou "rain", ou enfim, e nisso, tá valendo chove chuva e molha o meu amor n, se faz sol, uma música com "sol"/"sun"/"sole" (pois é, no sol rola italiano no meio, porque Sonohra vicia, beijo colega), e assim por diante.
4. Tudo o que eu faço com a mão direita eu faço com a mão esquerda (menos escrever, hm), e tudo o que eu faço com a mão esquerda, eu faço com a mão direita. Por exemplo, se eu coçar meu braço direito, eu vou coçar EXATAMENTE no mesmo lugar o meu braço esquerdo. E se não for no mesmo lugar, eu vou coçar o braço direito no lugar que eu cocei o braço esquerdo errado, e coçar no lugar lugar certo no braço esquero. e se eu não acertar, eu fico fazendo toda essa sequencia até dar certo.
3. Não pisar em rejunte, não colocar a mão no rejunte, pisar no preto com um pé, branco com o outro.
2. Estralar os dedos (os braços, os joelhos, o pescoço, o cotovelo, se possível até os dedos do pé(!), e enfim, qualquer outra coisa que dê pra estrelar) de todos os modos possíveis. Enquanto tiver um jeito que ainda estrale, eu vou tentar, e tentar, e tentar, e tentar...
1. Pegar frases de músicas diferentes, juntar elas, e tentar cantar com uma outra música! Ok, essa eu vou mostrar, hehe...
Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones
E o que ficou pra trás passou e eu não me importei
Quem segura o porta-estandarte
Eu... sei que você disse por aí
Que coincidência é o amor
Miraculosa e mágica
Agora cante isso no ritmo de Evidências, do Chitãozinho e Xororó!
E o pior, é que eu consegui cantar, oi.
E bom, óbvio, ficaram muitas fora dessa lista (inclusive a de escovar os dentes quando eu fico com tédio, hehe), mas se eu fosse por todas... Vocês só ririam um pouco mais, é.
E pra evitar a fadiga, pararei por aqui, e só pra deixar claro: TER MANIA NÃO É COISA DE LOUCO, OKKKKKKKKK!!!!!!!!1111111111111111 É coisa de quem está na frente da sociedade, um dia não pisar em rejuntes vai ser vital. '-'
E como eu não me contento em fazer listas e escrevê-las em meu diário NN eu decidi portar no Blog, já que é tudo uma tentativa desesperada de alertar as pessoas que eu tenho transtorno(s), corram. N
5. Se chove, tenho que ouvir uma música que tenha a palavra "chuva" ou "rain", ou enfim, e nisso, tá valendo chove chuva e molha o meu amor n, se faz sol, uma música com "sol"/"sun"/"sole" (pois é, no sol rola italiano no meio, porque Sonohra vicia, beijo colega), e assim por diante.
4. Tudo o que eu faço com a mão direita eu faço com a mão esquerda (menos escrever, hm), e tudo o que eu faço com a mão esquerda, eu faço com a mão direita. Por exemplo, se eu coçar meu braço direito, eu vou coçar EXATAMENTE no mesmo lugar o meu braço esquerdo. E se não for no mesmo lugar, eu vou coçar o braço direito no lugar que eu cocei o braço esquerdo errado, e coçar no lugar lugar certo no braço esquero. e se eu não acertar, eu fico fazendo toda essa sequencia até dar certo.
3. Não pisar em rejunte, não colocar a mão no rejunte, pisar no preto com um pé, branco com o outro.
2. Estralar os dedos (os braços, os joelhos, o pescoço, o cotovelo, se possível até os dedos do pé(!), e enfim, qualquer outra coisa que dê pra estrelar) de todos os modos possíveis. Enquanto tiver um jeito que ainda estrale, eu vou tentar, e tentar, e tentar, e tentar...
1. Pegar frases de músicas diferentes, juntar elas, e tentar cantar com uma outra música! Ok, essa eu vou mostrar, hehe...
Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones
E o que ficou pra trás passou e eu não me importei
Quem segura o porta-estandarte
Eu... sei que você disse por aí
Que coincidência é o amor
Miraculosa e mágica
Agora cante isso no ritmo de Evidências, do Chitãozinho e Xororó!
E o pior, é que eu consegui cantar, oi.
E bom, óbvio, ficaram muitas fora dessa lista (inclusive a de escovar os dentes quando eu fico com tédio, hehe), mas se eu fosse por todas... Vocês só ririam um pouco mais, é.
E pra evitar a fadiga, pararei por aqui, e só pra deixar claro: TER MANIA NÃO É COISA DE LOUCO, OKKKKKKKKK!!!!!!!!1111111111111111 É coisa de quem está na frente da sociedade, um dia não pisar em rejuntes vai ser vital. '-'
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Estranho gostar tanto do seu all star azul.
Depois de quase três anos na mesma vidinha (teoricamente, já que em meio à tudo isso, ocorreram os famosos imprevistos e o normal amadurecimento por qual todas as pessoas passam em certas partes da vida), eu finalmente parei pra pensar em tudo o que já passei, tudo o que já fiz, senti, pensei. Sinceramente? Eu era muito estúpida aos 11 anos! Maaaaaaaaaas, todo mundo é estúpido aos 11 anos. Mesmo quando te dizem "você é muito maduro (a) pra ter 11 anos", você ainda é estúpido. No fundo as pessoas estavam dizendo "você não é tão estúpido quanto eu era aos 11 anos", e pronto!
E aí, no meio dessa minha reflexão do quão estúpida eu era, eu parei pra pensar: certas coisas NÃO mudaram desde aquela época. Algumas coisas físicas (eu não cresci, sim, não cresço faz três anos, BEIJO!), algumas não. Eu ainda tenho as mesmas opiniões sobre muitas coisas. Uma delas, aquela antiga história de paixonite de "segunda infância" (tenho quase certeza que pulei dos sete pros dezoito anos, já que eu fui de viciada em Sítio do Pica-Pau Amarelo para aspirante a Psicóloga em um ano, acredite, eu fui a pessoa menos estúpida aos 11 anos. Ou não.), e ela é a mesma. Desde quando eu entendi o que era essa coisa que eu sempre senti nojo. Eu sempre fui madura o bastante pra dizer: vou ser sempre solteira, não terei filhos, e terei algum bicho de estimação pra não ser tão sozinha. Vou ter uma carreira de sucesso, e ter uma vida de classe média normal.
Acredite, isso sempre foi meu sonho infantil. Não era ser veterinária e curar unicórnios, não era ser modelo ou bailarina. Era ser psicóloga/astronauta/cientista. (E eu quero ser química, mesmo gostando de música, mas sendo boa em escrever, é).
E então, com 11 anos eu descobri uma parte de mim que eu NÃO conhecia. Uma parte de mim que conseguia ser dois extremos que eu sempre, odiei. Com 11 anos eu tive que lidar com coisas que eu não conhecia, sem ao menos alguém pra me explicar que raio era aquele frio na barriga ao ler um simples "oi". Por que era que eu sonhava com olhos verdes, sem nunca ter visto alguém com olhos verdes na vida. Porque eu sempre que tentava me concentrar, me lembrava de algo que eu nunca tinha visto. E hoje, quase três anos depois, tudo isso ainda continua em mim. Essa dúvida do porque eu acordo chorando no meio da noite por ter um sonho besta de estar aqui, quando queria estar em outro lugar. Em outra cidade, pra ser exata. Ou porque eu desejo TANTO ter nascido no mínimo uns dois anos antes. Mesmo sabendo que se eu tivesse nascido os tão queridos cinco anos antes, eu NÃO teria descoberto isso. E mesmo que tivesse descoberto, não teria encontrado o porque de eu desejar tanto ter 18, e não 13 anos.
E enfim, deixando as dúvidas de lado, cheguei à certas conclusões: Por mais que as pessoas amadureçam, mudem, cansem, desistam, ou sei lá mais o que, as pessoas nunca conseguem mudar seus verdadeiros desejos. Nunca conseguem mudar seus verdadeiros sentimentos. Se você ama hoje, ama amanhã. Se odiou ontem, vai odiar amanhã. (Isso descarta aquilo de "os dois se odiavam na escola, e agora se amam", é passageiro. É impossível deixar de odiar assim. Aceitem esse fato, merda.) E bom, o que eu vejo como mais importante, as pessoas não devem se limitar à essa crença estúpida de "você é novo demais pra isso" ou "ele é velho demais para aquilo". Cada pessoa tem seu próprio tempo. Eu tive o meu, e me apaixonei aos 11 anos. Minha mãe tem o dela, tem quase 40 anos e nunca casou. Fulano teve o dele, e sei lá, morreu com 20 anos!
Não importa a sua idade, nada tem um tempo certo de acontecer. tem uma média de tempo, mas isso é apenas uma média. Não é porque o João entrou na faculdade com 18 anos que ele vai ser melhor aluno e/ou profissional que a Maria que entrou com 30.
Óbvio, que essa é uma opinião só um pouco egoísta, já que sou eu quem com 11 anos se apaixonou por alguém 5 anos mais velho. É minha culpa? Talvez. Mas em todo caso, isso mostra que as pessoas tem seu próprio tempo. Que as pessoas não devem pensar tanto em calendários e relógios.
É, eu usei muitas linhas pra dizer que não creio muito em certas coisas, mas afinal, quem se importa se eu fiz tudo isso, simplesmente pra deixar claro que eu amo alguém? É, deixem-me ser uma adolescente normal, e ter um amor platônico, ok!
Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu, seu all star azul combina com o meu preto de cano alto, se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço, o tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato.
E aí, no meio dessa minha reflexão do quão estúpida eu era, eu parei pra pensar: certas coisas NÃO mudaram desde aquela época. Algumas coisas físicas (eu não cresci, sim, não cresço faz três anos, BEIJO!), algumas não. Eu ainda tenho as mesmas opiniões sobre muitas coisas. Uma delas, aquela antiga história de paixonite de "segunda infância" (tenho quase certeza que pulei dos sete pros dezoito anos, já que eu fui de viciada em Sítio do Pica-Pau Amarelo para aspirante a Psicóloga em um ano, acredite, eu fui a pessoa menos estúpida aos 11 anos. Ou não.), e ela é a mesma. Desde quando eu entendi o que era essa coisa que eu sempre senti nojo. Eu sempre fui madura o bastante pra dizer: vou ser sempre solteira, não terei filhos, e terei algum bicho de estimação pra não ser tão sozinha. Vou ter uma carreira de sucesso, e ter uma vida de classe média normal.
Acredite, isso sempre foi meu sonho infantil. Não era ser veterinária e curar unicórnios, não era ser modelo ou bailarina. Era ser psicóloga/astronauta/cientista. (E eu quero ser química, mesmo gostando de música, mas sendo boa em escrever, é).
E então, com 11 anos eu descobri uma parte de mim que eu NÃO conhecia. Uma parte de mim que conseguia ser dois extremos que eu sempre, odiei. Com 11 anos eu tive que lidar com coisas que eu não conhecia, sem ao menos alguém pra me explicar que raio era aquele frio na barriga ao ler um simples "oi". Por que era que eu sonhava com olhos verdes, sem nunca ter visto alguém com olhos verdes na vida. Porque eu sempre que tentava me concentrar, me lembrava de algo que eu nunca tinha visto. E hoje, quase três anos depois, tudo isso ainda continua em mim. Essa dúvida do porque eu acordo chorando no meio da noite por ter um sonho besta de estar aqui, quando queria estar em outro lugar. Em outra cidade, pra ser exata. Ou porque eu desejo TANTO ter nascido no mínimo uns dois anos antes. Mesmo sabendo que se eu tivesse nascido os tão queridos cinco anos antes, eu NÃO teria descoberto isso. E mesmo que tivesse descoberto, não teria encontrado o porque de eu desejar tanto ter 18, e não 13 anos.
E enfim, deixando as dúvidas de lado, cheguei à certas conclusões: Por mais que as pessoas amadureçam, mudem, cansem, desistam, ou sei lá mais o que, as pessoas nunca conseguem mudar seus verdadeiros desejos. Nunca conseguem mudar seus verdadeiros sentimentos. Se você ama hoje, ama amanhã. Se odiou ontem, vai odiar amanhã. (Isso descarta aquilo de "os dois se odiavam na escola, e agora se amam", é passageiro. É impossível deixar de odiar assim. Aceitem esse fato, merda.) E bom, o que eu vejo como mais importante, as pessoas não devem se limitar à essa crença estúpida de "você é novo demais pra isso" ou "ele é velho demais para aquilo". Cada pessoa tem seu próprio tempo. Eu tive o meu, e me apaixonei aos 11 anos. Minha mãe tem o dela, tem quase 40 anos e nunca casou. Fulano teve o dele, e sei lá, morreu com 20 anos!
Não importa a sua idade, nada tem um tempo certo de acontecer. tem uma média de tempo, mas isso é apenas uma média. Não é porque o João entrou na faculdade com 18 anos que ele vai ser melhor aluno e/ou profissional que a Maria que entrou com 30.
Óbvio, que essa é uma opinião só um pouco egoísta, já que sou eu quem com 11 anos se apaixonou por alguém 5 anos mais velho. É minha culpa? Talvez. Mas em todo caso, isso mostra que as pessoas tem seu próprio tempo. Que as pessoas não devem pensar tanto em calendários e relógios.
É, eu usei muitas linhas pra dizer que não creio muito em certas coisas, mas afinal, quem se importa se eu fiz tudo isso, simplesmente pra deixar claro que eu amo alguém? É, deixem-me ser uma adolescente normal, e ter um amor platônico, ok!
Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu, seu all star azul combina com o meu preto de cano alto, se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço, o tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Então, vamos impedir belas palavras de serem ditas.
Como qualquer um sabe, de um certo tempo pra cá - exatos cinco anos, dois meses e quinze dias - meu pai faz apenas o que é necessário para a sobrevivência de um ser humano: dorme e come. E há exatamente um ano, cinco meses e vinte e nove dias meus pais se separaram, e com isso, meu pai parece ter reduzido suas atividades já reduzidas.
E há todo esse tempo, eu não consigo me imaginar numa vida digna e feliz com meu pai. Até porque, é completamente impossível ao menos em pensar numa coisa dessas quando se vive num apartamento todo ferrado, num condomínio que pode ser comparado facilmente ao conjunto Gropius (na verdade, só consigo comprar os dois pelo sentido mais bobo possivel: os dois tem muitos prédios, com muitos andares, muitas regras estúpidas do que se pode ou não fazer e um monte de espaço não utilizado), com um pai que não se importa ao menos se o chão está limpo ou não (o que me faz ter que passar aspirador no meu quarto - só no meu quarto, eu não vou ser empregada dele, ok - lavar o banheiro, lavar o que eu precisar (tipo, roupas, toalhas, roupa de cama...) e muitas vezes ter que limpar a cozinha, já que aquilo deve ser o cômodo mais nojento de tudo, jáááá que meu pai só conhece comida feita no olho - tirando o fricasse (?), o yaki soba, e as comidas mais normais tipo, arroz, feijão, e macarrão. - então, tudo está sempre cheio de óleo. O que não é agradável.
Bom, todos esses meus problemas com sujeira (eu cresci com uma mãe dona de casa, que fazia três faxinas por semana - duas dessas com empregada junto - que tudo estava no seu devido lugar, e a casa era tão limpa que eu não lembro de ter visto um pernilongo que fosse) só pioram com minha saúde tensa. Bom, eu tenho reações alérgicas à Sol, e ao calor, o que me faz ficar dentro de casa o tempo todo - e na maioria das vezes que eu for sair, não importa temperatura, usar calça, e tênis. A blusa de frio eu acabo ignorando na maioria das vezes, o que me faz ouvir muitas coisas dos médicos -, e ficando dentro de casa, eu estou sempre em contado com essa poeira louca. Ok, certo? Não! Além de eu ter uma necessidade básica de banheiros, cozinhas, e chão limpos, eu não posso ficar perto de poeira alguma que tananam, alergia. E pra ajudar, não podem usar produtos de limpeza com cheiro porque TANANAM, ALERGIA! Tradução? Se limpam demais, eu fico mal, se limpam de menos eu passo mal, se EU LIMPO, eu fico com febre, pressão baixa, e da última vez que eu usei cândida eu tive alucinações de tanta febre. Só não sei porque, se alergia normalmente não dá febre, mas enfim. (Eu sobrevivo na casa da minha mãe, porque apesar do excesso de limpeza, ela usa todos os produtos sem cheiro, porque ela TAMBÉM tem alergia. E a maioria deles não tem cor, tente adivinhar porque!)
Tradução de tudo isso? Depois de cinco anos vendo meu pai não fazer absolutamente NADA da vida, eu cheguei ao ponto mais extremo de todos: eu não consigo ver meu pai, com a figura que se deve ter de um pai. Eu praticamente não vejo proteção nele. Eu o vejo como alguém que fez sexo sem camisinha com minha mãe, o que fez com que nove meses depois eu nascesse, e bom, agora eu passo alguns dias com ele. Eu tenho um sentimento de amor por ele, óbvio. Mas grande parte desse amor é amor por pena. Por saber que eu sou o que ele tem. Porque minha avó está longe, aliás, todos estão longe. Ou seja, eu o amo por pena praticamente. Nós não conversamos, e eu quase sinto nojo de mim, quando tento abraçar ele. É realmente horrível!
Por favor, me diga que você consegue agora entender porque eu odeio Natal, Ano Novo, Dia dos Pais, Dia das Mães (acaba generalizando depois de um tempo), Dia das Crianças, Páscoa, e sei lá mais o que existe de datas feitas para "passar com a família"? E porque, principalmente, eu digo que meu pai me irrita com tudo? Eu realmente espero que todos entendam meu medo de família feliz e com rotinas agora.
Ponto.
E há todo esse tempo, eu não consigo me imaginar numa vida digna e feliz com meu pai. Até porque, é completamente impossível ao menos em pensar numa coisa dessas quando se vive num apartamento todo ferrado, num condomínio que pode ser comparado facilmente ao conjunto Gropius (na verdade, só consigo comprar os dois pelo sentido mais bobo possivel: os dois tem muitos prédios, com muitos andares, muitas regras estúpidas do que se pode ou não fazer e um monte de espaço não utilizado), com um pai que não se importa ao menos se o chão está limpo ou não (o que me faz ter que passar aspirador no meu quarto - só no meu quarto, eu não vou ser empregada dele, ok - lavar o banheiro, lavar o que eu precisar (tipo, roupas, toalhas, roupa de cama...) e muitas vezes ter que limpar a cozinha, já que aquilo deve ser o cômodo mais nojento de tudo, jáááá que meu pai só conhece comida feita no olho - tirando o fricasse (?), o yaki soba, e as comidas mais normais tipo, arroz, feijão, e macarrão. - então, tudo está sempre cheio de óleo. O que não é agradável.
Bom, todos esses meus problemas com sujeira (eu cresci com uma mãe dona de casa, que fazia três faxinas por semana - duas dessas com empregada junto - que tudo estava no seu devido lugar, e a casa era tão limpa que eu não lembro de ter visto um pernilongo que fosse) só pioram com minha saúde tensa. Bom, eu tenho reações alérgicas à Sol, e ao calor, o que me faz ficar dentro de casa o tempo todo - e na maioria das vezes que eu for sair, não importa temperatura, usar calça, e tênis. A blusa de frio eu acabo ignorando na maioria das vezes, o que me faz ouvir muitas coisas dos médicos -, e ficando dentro de casa, eu estou sempre em contado com essa poeira louca. Ok, certo? Não! Além de eu ter uma necessidade básica de banheiros, cozinhas, e chão limpos, eu não posso ficar perto de poeira alguma que tananam, alergia. E pra ajudar, não podem usar produtos de limpeza com cheiro porque TANANAM, ALERGIA! Tradução? Se limpam demais, eu fico mal, se limpam de menos eu passo mal, se EU LIMPO, eu fico com febre, pressão baixa, e da última vez que eu usei cândida eu tive alucinações de tanta febre. Só não sei porque, se alergia normalmente não dá febre, mas enfim. (Eu sobrevivo na casa da minha mãe, porque apesar do excesso de limpeza, ela usa todos os produtos sem cheiro, porque ela TAMBÉM tem alergia. E a maioria deles não tem cor, tente adivinhar porque!)
Tradução de tudo isso? Depois de cinco anos vendo meu pai não fazer absolutamente NADA da vida, eu cheguei ao ponto mais extremo de todos: eu não consigo ver meu pai, com a figura que se deve ter de um pai. Eu praticamente não vejo proteção nele. Eu o vejo como alguém que fez sexo sem camisinha com minha mãe, o que fez com que nove meses depois eu nascesse, e bom, agora eu passo alguns dias com ele. Eu tenho um sentimento de amor por ele, óbvio. Mas grande parte desse amor é amor por pena. Por saber que eu sou o que ele tem. Porque minha avó está longe, aliás, todos estão longe. Ou seja, eu o amo por pena praticamente. Nós não conversamos, e eu quase sinto nojo de mim, quando tento abraçar ele. É realmente horrível!
Por favor, me diga que você consegue agora entender porque eu odeio Natal, Ano Novo, Dia dos Pais, Dia das Mães (acaba generalizando depois de um tempo), Dia das Crianças, Páscoa, e sei lá mais o que existe de datas feitas para "passar com a família"? E porque, principalmente, eu digo que meu pai me irrita com tudo? Eu realmente espero que todos entendam meu medo de família feliz e com rotinas agora.
Ponto.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
E lá vamos nós de novo.
Como sempre, faz alguma coisa, erra, e começa desde o começo, não se importante se o erro está no meio, no final, no começo. Não importa se era só apagar uma frase, ou uma letra, voltar dois segundos numa música, ela sempre refaz tudo, sentindo-se meio idiota por isso.
- Calma, desde o começo!
- Camila, não precis...
- PRECISA SIM! - respirou fundo olhando para a tela, o violão em seu colo, e voltou desde o começo, apagando tudo. Fazendo cada palavra em sua cabeça antes de digitá-la.
- A música já estava boa.
- Não importa.
- O Blog estava ótimo.
- Não estava.
- Você havia tocado certo.
- Eu demorei na segunda parte.
- Isso nem é um contra-baixo e...
- DANE-SE! Eu vou refazer tudo, e saia logo daqui.
Voltou sua atenção à tela, as cordas, aos dedos enquanto ouvia o barulho da porta bater. depois de alguns minutos ouve um som familiar.
- Me desculpe...
- Está tudo bem, eu estava irritada. - sorriu fracamente vendo tudo como ela queria que estivesse. Música razoável, as cordas tocadas perfeitamente, e o que ela via como seu reconforto, finalmente, feito como ela sempre imaginou.
Fechou o arquivo, salvando-o, e abrindo um novo documento em branco. Sorriu e voltou a escrever, sem se importar com o que era sua prioridade à poucos segundos. Lá estava ela, refazendo e fazendo as coisas, boas ou não, ela gostava daquele jeito.
- Calma, desde o começo!
- Camila, não precis...
- PRECISA SIM! - respirou fundo olhando para a tela, o violão em seu colo, e voltou desde o começo, apagando tudo. Fazendo cada palavra em sua cabeça antes de digitá-la.
- A música já estava boa.
- Não importa.
- O Blog estava ótimo.
- Não estava.
- Você havia tocado certo.
- Eu demorei na segunda parte.
- Isso nem é um contra-baixo e...
- DANE-SE! Eu vou refazer tudo, e saia logo daqui.
Voltou sua atenção à tela, as cordas, aos dedos enquanto ouvia o barulho da porta bater. depois de alguns minutos ouve um som familiar.
- Me desculpe...
- Está tudo bem, eu estava irritada. - sorriu fracamente vendo tudo como ela queria que estivesse. Música razoável, as cordas tocadas perfeitamente, e o que ela via como seu reconforto, finalmente, feito como ela sempre imaginou.
Fechou o arquivo, salvando-o, e abrindo um novo documento em branco. Sorriu e voltou a escrever, sem se importar com o que era sua prioridade à poucos segundos. Lá estava ela, refazendo e fazendo as coisas, boas ou não, ela gostava daquele jeito.
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